Um breve histórico do ‘camaradinha’ Caby da Costa Lima

Faleceu na manhã desta terça-feira, 23 de janeiro, no Hospital Wilson Rosado, o radialista mossoroense Caby da Costa Lima, de 60 anos. Ele foi internado no último dia 9, apresentando quadro clínico desaforável de enfisema pulmonar e crise renal.

O comunicador é uma figura bastante conhecida e respeitada, com vasta atuação no rádio mossoroense. Atualmente, ele apresentava programa matinal aos domingos, “O Som do Caby”, na FM 105.

Caby também é idealizador do site “Azougue.com”, e lançou uma série de livros relembrando e resgatando a história e personalidades conhecidas da cidade através de registros fotográficos.

A seguir, um breve histórico sobre a vida do ‘Camaradinha’, editado pelo jornalista Sérgio Levy, no site O Bom de Mossoró.

UM CAMARADINHA DO BEM.
 
17.07.2015
CABY DA COSTA LIMA

O que mais deixa Caby da Costa Lima feliz é não saber o que vai fazer daqui a pouco. Esta liberdade para com a vida sintetiza a alma deste mossoroense nascido em 11 de maio de 1957, quarto filho do casal José Izídio de Lima (falecido), que durante 39 anos exerceu a profissão de ‘chofer de taxi’, e Maria Nazaré da Costa Lima, hoje com 88 anos, mãe também de outros cinco rebentos. Seu Izídio ainda foi ferroviário e arrendatário do Pavilhão Vitória, lanchonete que ficou conhecida por seus pasteis e sopa, que funcionava no centro da Praça Rodolfo Fernandes.

A ESTRÉIA INUSITADA – Nesta sexta-feira, dia 17 de julho, Caby reunirá amigos e admiradores no Candidu’s Restaurante para um show com o cantor Luiz Ayrão, comemorando três datas bastante significativas em sua vida: dia 14 fez 43 anos de presença no rádio de Mossoró; dia 15, 11 anos do site azougue.com; e dia 19 fará 34 anos de seu programa dominical, atualmente veiculado na 105 FM.

Esta longa história que o faz se definir como um ‘cuspidor do microfone’ começou no dia 14 de julho de 1972, quando estreou na rádio Tapuyo lendo uma matéria sobre Formula 1. Mas foi uma estreia inusitada. Sua entrada no mundo da comunicação se deu pelo fato da rádio está participando de um torneio de futsal e precisar de um goleiro para formar o time. Exímio jogador de futebol, Caby foi contratado pela emissora, a Tapuyo ganhou o torneio, Mossoró ganhou um radialista de peso e Caby, além de campeão, foi escolhido o melhor jogador. “Aquela estreia foi muito mais significativa do que eu poderia imaginar. Apaixonei-me pelo rádio. Fui devorado pela beleza da comunicação com os ouvintes”, explica.

TRABALHOS ÚNICOS – Nesta trajetória de 43 anos de fina sintonia com o ouvinte, Caby registra passagens pelas seguintes emissoras: Difusora, Nordeste (Natal), Cabugi AM, Rural, Libertadora, Dragão do Mar (Fortaleza), Iracema (Juazeiro do Norte), Educadora de São Luiz/MA, FM Resistência e a atual FM Santa Clara. Teve ainda passagens nas TVs Mossoró e Metropolitana (Natal). 

Incansável na arte de ‘Ser amigo do mundo’, de fazer amizades e regá-las com carinho e atenção, o comunicador enveredou também no segmento editorial, tendo publicado 36 livros que contam e registram histórias de Mossoró e de seu povo:

– 21 publicações do Mancha: contando fatos hilários da cidade e de seus personagens marcantes;

– 07 edições Do Bumba: focado em fotos antigas legendadas;

– 02 números Da Época: trazendo o ontem e o hoje de personalidades;

– 01 Mossoró, meu Xodó: mostrando a Mossoró de ontem e de hoje;

– 05 livros Azougue.com: uma filtragem de tudo que publica no site de notícias.

A VIDA É A SOMA DOS PRAZERES – Caby define a vida de forma simples: “Estou sempre vivendo e deixando viver, sem pressa.” Pai de duas filhas, frutos de dois relacionamentos diferentes, diz amar as mulheres bonitas e belas. Bonitas se referindo ao aspecto exterior. Belas pelo conteúdo interior que cada uma carrega o energizando e o atraindo para novas trocas e experiências de vida. Foi assim que nasceu Alice Mariana Lira Lima, jornalista de 26 anos que mora em Curitiba/PR, filha de Fátima Lira; e Marina Alice Gurgel Lima, estudante de Pedagogia da UERN, de 20 anos, filha de Mônica Gurgel.

Certa vez, ao chamar um garçom para pedir uma dose de Campari, soltou uma de suas marcas registradas: Camaradinha. A partir deste dia passou a assim se referir, na maioria das vezes, aos seus ouvintes e interlocutores. “A vida é a soma dos prazeres que ela oferece. Tenho procurado estar sempre de pé e na busca do bem, afastando qualquer sentimento negativo que possa se aproximar”, explica. 

Entre suas paixões está a Formula 1, esporte favorito; o costume de jogar no bicho pelo menos duas vezes por semana, uma diversão; tomar Campari com gelo picadinho; e torcer pelo Potiguar e pelo Fluminense/RJ. “Meu estado civil com a vida é de hóspede. Não me incomodo com a vida de ninguém e só me envolvo quando é para ajudar de alguma forma. Das pessoas nocivas quero distância, sem guardar sentimentos que não me façam bem. Assim vou colecionando amigos e comemorando marcas”, finaliza Caby, este Camaradinha do Bem.

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