Outubro Rosa: Os impactos da alimentação no câncer.

por Marina Castro - Nutricionista

A campanha Outubro Rosa surgiu em 1990, na primeira corrida pela cura, realizada em Nova York, desde então, inúmeros países e instituições aderiram a mobilização. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama, e é mais uma maneira de despertar e conscientizar a sociedade, em especial, as mulheres, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo. É mais comum entre as mulheres, mas também pode afetar homens, embora os casos sejam considerados raros. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a alimentação e a nutrição inadequadas são a segunda causa de câncer que pode ser prevenida. E essa, é responsável por até 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes pela doença. Ainda segundo o instituto, no Brasil, o câncer de mama é a enfermidade que mais causa morte. Para 2017 a estimativa é que 57 mil mulheres desenvolvam a doença e 14 mil não sobrevivam.

Uma alimentação balanceada é importante em todas as fases da vida, mas para pessoas que já passaram por esse tipo de enfermidade o cuidado deve ser dobrado. A alimentação e o consumo adequado de nutrientes são fundamentais tanto no período de realização do tratamento, como após.

Manter o peso adequando, cuidar da alimentação e praticar atividade física é uma medida essencial para recuperar a saúde, evitar o retorno da doença e o desenvolvimento de outro tipo de câncer. Todas essas informações são baseadas nos relatórios do Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF) e do Instituto Americano de Pesquisa em Câncer (AICR), entre outras.

Segundo uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) o risco de desenvolver câncer de mama é maior em mulheres com excesso de gordura corporal no abdômen na pré e na pós-menopausa. Com base nessa mesma pesquisa, constatou-se que a chance de desenvolver o câncer de mama cai de 74% para 49% em pessoas com um estilo de vida saudável.

Uma alimentação adequada irá ajudar a regular o metabolismo e os níveis de hormônios, como a insulina. Por outro lado, uma alimentação rica em açucares e produtos industrializados pode desregular as funções e os hormônios do corpo, levando a alterações que favorecem o câncer.

O câncer é uma doença complexa e multifatorial. Da mesma forma que não há uma só causa, a cura também deverá ser alcançada por um conjunto de fatores. Sendo assim, não existe um alimento de forma isolada que possa cura-lo, o que existe são evidências de que uma alimentação saudável auxilia na prevenção e no tratamento. Porém, é bem verdade que alguns fatores podem estimular o surgimento e formação do câncer, como os refrigerantes, os mesmos contém 4-MI (4-metil-imidazol), composto encontrado nos corantes presentes e classificado como possivelmente cancerígeno pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), da Organização Mundial da Saúde (OMS). Da mesma forma, não é indicado aquecer

alimentos ou adicioná-los quentes a recipientes plásticos, pois os mesmos podem liberar substâncias nocivas com potencial de causar câncer.

As dicas de hábitos saudáveis para prevenir o câncer de mama são as mesmas para uma vida saudável:

· Tenha uma alimentação rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas;

· Evite alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas;

· Beba bastante água;

· Pratique atividade física.

Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P

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