Novembro azul: Câncer de próstata e alimentação

por Marina Castro - nutricionista CRN 21432/P

Novembro chegou e junto com ele, a conscientização e a discussão sobre a prevenção do câncer de próstata. Segundo a Associação Saúde da Próstata, entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer, estão: idade superior a 65 anos, história familiar da doença, sedentarismo, sobrepeso, obesidade e alimentação inadequada. Porém a alimentação é considerada importante não só na prevenção, mas também no tratamento.

Prevenção

Estudos trazem o licopeno como um importante antioxidante com papel protetor. O licopeno é encontrado em alimentos como tomate, goiaba vermelha, melancia, entre outros. É ele o responsável pela cor vermelha desses alimentos. Estudos realizados na Universidade de Harvard (USA) demonstraram que os homens que apresentavam grande quantidade de Licopeno na sua dieta mostraram menor risco de desenvolverem câncer de próstata.

O consumo de ácidos graxos não saturados de cadeia longa, encontrados em óleos de peixes, sobretudo o salmão, e os flavonóides e os isoflavonóides que existem na soja, frutas, legumes, chá e vegetais também previnem o aparecimento de tumores do câncer de próstata.

Outro fator benéfico é a exposição regular ao sol, pois a vitamina D é considerada inibidora da multiplicação de células cancerosas.

Por outro lado, carnes processadas, alimentos industrializados e bebidas alcoólicas, devem ser evitados. Prevenir o excesso de peso é essencial na prevenção não só do câncer de próstata, mas de inúmeras outras enfermidades.

Tratamento

Pacientes que passam por radioterapia, podem ter problemas intestinais, como diarreia e constipação. A hidratação se apresenta com um papel fundamental. Na diarreia, devem ser evitados, leite de vaca e derivados e alimentos ricos em fibras (pães e cereais integrais, frutas com casca). Já na presença de constipação, o paciente deve aumentar o consumo das fibras.

A quimioterapia diminui a imunidade do paciente, dessa forma, além de problemas intestinais o mesmo também pode apresentar outros efeitos como falta de apetite, mucosite (inflamação que pode levar a lesões na língua e boca), náusea e vômito. Os pacientes devem evitar comer, sushi, carne crua e tudo o que possa apresentar algum risco de contaminação, para evitar complicações, como diarreia.

O enjoo durante o tratamento é muito comum, bolachas, gelo, torradas e gengibre podem ser usados para diminui-lo, uma boa opção são as balas de gengibre.

As refeições devem ser fracionadas, fazendo-as geralmente de 3 em 3 horas. Pacientes em tratamento geralmente não suportam uma grande quantidade de comida de uma só vez.

Adote uma alimentação saudável, pratique atividade física regular, mantenha seu peso adequado, cuide-se, é muito mais que só comida, é saúde. Prevenir continua sendo o melhor remédio!

Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P

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