Mossoroense é o novo imortal da Academia Brasileira de Letras

O mossoroense João Almino, 67 anos, escritor e diplomata potiguar, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras. O novo imortal ocupará a cadeira 22 da ABL.

João Almino recebeu 30 votos entre os 33 acadêmicos que participaram do pleito, 23 presentes e 10 por carta. Foram registrados ainda três votos em branco. Ele sucede Ivo Pitanguy, que morreu em agosto de 2016, e era o favorito para a vaga.

Natural de Mossoró, Almino foi diretor do Instituto Rio Branco, se formou em direito pela UERJ e mestre em sociologia pela UNB. Almino elegeu a cidade de Brasília como principal cenário de seus romances mais populares, entre eles Ideias para Onde Passar o Fim do Mundo, As Cinco Estações do Amor e, o mais recente, Enigmas da Primavera.

Também assinou livros de ensaios filosóficos e polítcos, como Era uma Vez uma Constituinte e Naturezas Mortas.O escritor venceu o Prêmio Casa de las Américas em 2003, com As Cinco Estações do Amor (Record), e o Prêmio Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura em 2011, com Cidade Livre (Record). Seu último livro foi Enigmas da Primavera (Record), de 2015, finalista do Prêmio Rio de Literatura.

Almino também é autor de vários livros de História e filosofia política, que são referências sobre autoritarismo e democracia. Ele é e x-aluno do filósofo francês Claude Lefort. O diplomata deu aulas na Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), Universidade de Brasília (UnB), Universidade de Berkeley, Universidade de Stanford, na Universidade de Chicago e no Instituto Rio Branco.

João Almino é o quarto Potiguar imortal da ABL. O primeiro foi Rodolfo Augusto de Amorim Garcia (Ceará Mirim, 26/05/1873 – Rio de Janeiro, 14/11/1949; o segundo foi João Peregrino da Rocha Júnior, Natal, 12/03/1898 –Rio de Janeiro, 23//10/1983; e o terceiro Murilo Melo Filho, natalense, nascido em 13 de outubro de 1928.

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