Ministro das Comunicações destaca 5G em conferência do mercado financeiro

Respondendo pergunta sobre os efeitos do leilão na economia, o ministro detalhou que a quinta geração de redes móveis “tem impacto transversal em diversos setores, como o agronegócio, que poderá criar fazendas inteligentes, reduzindo o desperdício e aumentando a produtividade”. Ele indicou que toda a cadeia produtiva terá impacto, visto que, entre as obrigações previstas no edital do leilão, está a cobertura com padrão mínimo de 4G em todas as rodovias federais.

Na área da medicina, ele salientou que “um paciente em Pau dos Ferros (RN) poderá ser operado por um médico em São Paulo ou até mesmo em Israel”. Ele também exemplificou casos nas áreas da educação, varejo e meio ambiente, que contará com drones e satélites para monitorar a conservação das florestas em tempo real, principalmente na região Amazônica.

Faria reforçou que as operadoras vencedoras do leilão seguirão um cronograma estabelecido no edital para implementar o 5G em “todos os municípios do país, inclusive comunidades indígenas e quilombolas, que receberão um padrão mínimo de internet com alta velocidade”. “O prazo para que as 27 capitais recebam a tecnologia é em julho desse ano”, explicou.

PRÓXIMOS PASSOS — Para o ministro, além da necessidade do investimento em infraestrutura para operacionalizar o 5G, será necessário capacitar para reparar toda uma geração para o futuro. “Para isso, vamos conectar mais 14 mil escolas até o final do ano”, garantiu ao referir-se ao programa Wi-Fi Brasil, que já instalou 15 mil pontos em todo o país, sendo quase 10 mil em escolas públicas.

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