Eles não se reconhecem

por Candice Pomi

O etarismo virou objeto de um estudo da pesquisa “A revolução da longevidade”, cujos resultados a AlmapBBDO acaba de tornar públicos. Como já era de se esperar, o estudo concluiu que pessoas mais velhas no Brasil sentem-se invisíveis e desconsideradas também pela comunicação.

A agência fez duas amostras: ouviu pessoas das classes ABC, de todas as regiões do Brasil, entre 20 e 85 anos, e também foi para as comunidades menos privilegiadas, ouvindo homens e mulheres dos 50 aos 85.

Um dos resultados apontados é: 64% das classes ABC e 77% da C e D não conseguiram mencionar marcas com as quais se conectam. A conexão vem apenas em questões relacionadas a vulnerabilidades, como remédios, creme para as rugas, suplementos alimentares, fraldas, planos de saúde.

Entre as fortalezas identificadas estão a pulsão de vida que mostra que, ao contrário dos efeitos da propaganda, pessoas mais velhas são seres desejantes motivados a viver a vida ao máximo. Além disso, há a coragem da reinvenção, desejo de deixar um legado, simplicidade, respeito ao tempo, acúmulo de vida e autoconhecimento. Ufa!!!

O estudo também buscou entender quais os pilares de um bom envelhecimento. E olha que bom: mais da metade (59% e 58% das classes AB e CE, respectivamente), sabem que é essencial ter laços bem estabelecidos (vivo falando aqui do networking afetivo). Neste sentido, a presença da família foi mencionada pelos dois grupos.

No que diz respeito ao estilo de vida, 66% receberam amigos em casa no último mes, enquanto 46% querem viajar igual ou mais do que 10 anos atrás e 42% têm a atividade como prioridade. Ao mesmo tempo, 33% fizeram mudanças e reformas no último ano e 18% disseram que guardam e investem dinheiro de olho no futuro. As informações vêm do Instituto Locomotiva e da Kantar Ibope Media, reunidos no estudo da AlmapBBDO.

PS: Para ilustrar o post utilizamos fotos da campanha de Namorados da @reserva e também imagens promocionais do joalheiro @ara_vartanian, ambos aliás fizeram lindas homenagens aos nossos longevos.

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