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Maternidade

Imagens aleatórias da Momo estão aparecendo em vídeos infantis populares na internet. A personagem interrompe a exibição com mensagens assustadoras como o que uma criança deve fazer para se suicidar. A informação foi publicada na revista Crescer. A personagem, criada a partir de uma escultura de um artista plástico japonês, tem olhos esbugalhados, pele pálida e sorriso sinistro e ficou conhecida depois que um vídeo chamado “Desafio Momo” viralizou na internet no ano passado. Esse desafio envolvia roubo de informações pessoais, incitação ao suicídio e extorsão. A reportagem da revista Crescer relata o caso de um vídeo popular na internet de uma criança brincando de slime que é interrompido, após poucos segundos do início da sua exibição, com imagens da Momo ensinando o passo a passo de como cortar os pulsos, literalmente, em inglês.  Os pais entrevistados na matéria afirmam ter recebido o vídeo por meio de um grupo do WhastApp. Ao conversarem com a filha de 8 anos sobre o assunto, descobriram que ela já havia assistido à cena cerca de três vezes e estava muito assustada, inclusive com medo de dormir sozinha. Eles afirmaram à reportagem que haviam colocado filtro no YouTube, restringindo o acesso da filha ao conteúdo do YouTube Kids.  A Crescer publicou uma carta do YouTube, que se manifestou sobre o assunto: "Muitos de vocês compartilharam suas preocupações conosco nos últimos dias sobre o Desafio Momo — prestamos muita atenção nisso. Depois de muita análise, não vimos nenhuma evidência recente de vídeos promovendo o Desafio Momo no YouTube. Vídeos incentivando desafios prejudiciais e perigosos são claramente contra nossas políticas, incluindo o desafio Momo. Apesar dos relatos da imprensa sobre esse desafio, não tivemos links recentes sinalizados ou compartilhados conosco do YouTube que violem nossas Diretrizes da comunidade. É importante notar que permitimos que os criadores discutam, denunciem ou instruam as pessoas sobre o desafio / personagem Momo no YouTube. Vimos capturas de tela de vídeos e / ou miniaturas com eles Essa imagem não é permitida na aplicação YouTube Kids e disponibilizamos garantias para a excluir do conteúdo no YouTube Kids." Desafio Momo alerta sobre a importância do diálogo com os filhos.
Parecem até sinais de uma doença não é mesmo? Mas não são. São calos de amamentação ou de sucção em um bebê recém-nascido que mama muiiito! 😍 . 👶🏼 Nos primeiros dias, em alguns bebês recém-nascidos que amamentam exclusivamente no peito 🤱🏽, é normal que apareçam pequenas bolhas/vesículas devido à fricção constante dos lábios no peito da mãe, estimulando a produção, e consequentemente acumulação de queratina no interior dos calos, deixando-os semelhantes a pequenas “almofadas esbranquiçadas”. . 🌈 À medida que a pele do lábio vai sendo esfregada, alguns calos saem, outros novos surgem, até que ela se acostume, e por fim parem de ser formados. Normalmente isto acontece já no segundo mês, ficando comumente só um pequeno botão calejado no centro e na parte superior do lábio superior, e geralmente sem líquido em seu interior. . . ⏳Não tem o que ser feito, a não ser esperar o tempo passar para que saiam naturalmente, aliás não se deve de forma alguma tentar tirá-los, pois pode ferir os lábios e provocar inclusive inflamação e infecção. Caso isto aconteça, procure um Odontopediatra ou Pediatra. Pode-se passar uma película de vaselina a fim de se evitar traumas ou feridinhas locais. . ✅ Isto é um dos exemplos de coisas que são normais em bebês, mas que pode surpreender os pais, e desta forma com essa informação pode-se evitar preocupações desnecessárias.
Na primeira queixa de dor de cabeça na criança ou adolescente, o alerta para a duração, frequência, intensidade e sintomas associados, deve ser avaliado. Esse é o primeiro destaque que a médica pediatra Kallydya Pasqually, do Hapvida, faz aos pais. O quadro que pode evoluir para a enxaqueca afeta diretamente a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. “As crianças que apresentam enxaqueca antes dos dez anos tendem a ter uma remissão das crises após a puberdade’’, revela a médica. De acordo com um estudo publicado, no mês de maio de 2018, pela revista Cephalalgia, a prevalência de enxaqueca na infância atinge igualmente os dois sexos. “A ansiedade e a cobrança exagerada para realização de alguma atividade educacional, por exemplo, podem ser agravantes para a dor de cabeça que esses meninos e meninas têm’’, destaca o estudo. O neurocirurgião Alexandre Seixas complementa os fatores que desencadeiam uma crise. ‘‘A enxaqueca, que também é conhecida como migrânea, costuma ser altamente intensa quando ocorre contato com odores fortes, estímulos luminosos e jejum, pois são elementos desencadeantes’’. Prevenção – “Em crianças por volta dos 5 anos, as dores de cabeça podem ser reveladas pelo comportamento. Então, uma das formas de prevenção é atenção a esses sinais’’, explica a pediatra Kallydya Pasqually. A prevenção também é pontuada pelo neurocirurgião Alexandre Seixas. “Evitar café, temperos prontos, alimentos industrializados e embutidos, integram esses cuidados nos quadros de dor de cabeça na infância’’. Tratamento – “A melhor forma de tratamento deve ser definida por um profissional, por isso, os pais devem prestar atenção nas relações de estresse, privação de sono, alimentação, mudanças familiares e escolares, para repassar ao especialista as exposições que os filhos estão vivenciando todos os dias’’, finaliza a médica Kallydya Pasqually. Foto: http://www.guiainfantil.com
O brincar, para a criança, é uma forma de expressar os sentimentos e o modo como ela percebe o mundo. “É terapêutico, pois é o modo que ela têm de comunicar o que sente, já que ainda não tem a habilidade de fazer isso em uma conversa madura, por exemplo”, diz a psicóloga infantil Mariana Gomes Freire. E é nesse momento lúdico que você ensinar e tirar vários aprendizados. Olha só! A forma correta de brincar Antes de tudo, é fundamental ter em mente que você não pode brincar com o pequeno como uma colega dele, mas como um pai, sendo assim, “não aja como se estivesse competindo com ele. Se vencê-lo de forma injusta, tirando proveito de toda a sua experiência, além de ele se sentir injustiçado, também aprende que pode se beneficiar de alguém em desvantagem em relação a ele mais para a frente”, alerta a psicóloga. Aproveite para conhecer os pontos fracos e fortes da criança Durante a brincadeira, é possível conhecer as nuances da criança, entre competências ou dificuldades, que, segundo a profissional, “podem ser emocionais (desistir do jogo, ser intolerante com o tempo de cada um, não saber lidar com a frustração, etc.) ou físicas (dificuldades motoras ou em relação a força, equilíbrio, etc.). A partir daí, é possível criar situações que levem o filho a superar essas dificuldades, e dependendo de sua gravidade, vale procurar ajuda profissional”. Perceba o feedback que a criança te dá E use isso para melhorar a sua relação com ela, ou até mesmo com o mundo. “Observando a criança em seu momento lúdico, em que ela está completamente desarmada, você consegue identificar bem como ela se porta e lida com aquela situação. Se grita muito, provavelmente é porque aprendeu com você ou com alguém da família desse modo, portanto vale refletir se não é hora de mudar essa postura”. Brinque e ensine De acordo com Mariana, o contexto lúdico, ou seja, a hora da brincadeira “é um momento muito especial para inserir valores que você quer transmitir de modo mais tranquilo. Mesmo que você acredite que as historinhas são um super meio de ensinar a ‘moral da história’ para a criança, a verdade é que sua postura em relação a regras, tolerância, cooperação, respeito e justiça quanto ao jogo estão todo o tempo sendo observadas por ela. Então, capriche!”.
Uma dúvida bem frequente das mães, principalmente as de primeira viagem é sobre a introdução alimentar dos bebês. Quando, quais alimentos são permitidos, como oferecer, suco, água, fruta ou papa salgada são questões que sempre surgem. Esse é um momento muito importante para a criança e para a família e deve acontecer de forma tranquila e segura. Então, nada melhor do que algumas dicas para ajudar nesse processo. O tema é um pouco complicado, muitas mães provavelmente ouviram coisas diferentes de seus pediatras. Mas as informações contidas aqui são baseadas no Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Quando? Antigamente a recomendação era iniciar a introdução dos alimentos aos 4 meses, porém, isso mudou e agora a indicação é que seja feita aos 6 meses. Isso porque o intestino do bebê precisa estar desenvolvido o suficiente para receber os alimentos e se proteger de possíveis danos. Por volta de 6-7 meses de idade, os intestinos dos bebês estão maduros e capazes de filtrar os alérgenos mais ofensivos. Além disso, antes dos 4 meses de idade, o mecanismo de engolir do bebe é feito para trabalhar com sugar, mas não mastigar. Não há evidências de que exista alguma vantagem na introdução precoce (antes dos seis meses) de outros alimentos que não o leite humano na dieta da criança. Por outro lado, os relatos de que essa prática possa ser prejudicial são abundantes. Quais alimentos? A composição da dieta deve ser equilibrada e variada, fornecendo todos os tipos de nutrientes, desde a primeira papa. * Cereais (arroz, aveia, milho), tubérculos (batata, macaxeira, beterraba), carnes, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha), frutas e hortaliças devem compor a alimentação complementar. * As frutas in natura, preferencialmente sob a forma de papa, devem ser oferecidas nesta idade, amassadas, sempre em colheradas, ou espremidas. Lembrando que nenhuma fruta é contraindicada. * Os sucos naturais devem ser evitados, mas se forem administrados que sejam dados no copo, de preferência após as refeições principais, e não em substituição a estas, em dose máxima de 100 mL/dia, com a finalidade de melhorar a absorção do ferro não heme presente nos alimentos como feijão e folhas verde-escuras. * Quanto a consistência, deve ser espessa desde o início e oferecida com colher; começar com a pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família. O LIQUIDIFICADOR NÃO DEVE SER USADO PARA TRITURAR OS ALIMENTOS. * Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros DOIS ANOS de vida. Usar sal com moderação. * Ao contrário de nós adultos, a criança não conhece o doce do açúcar, e eu juro, ele não vai sentir falta até que você apresente. * O ovo (clara e gema) deve ser introduzido também aos 6 meses, lembrando que frequentemente as mães oferecem para as crianças alimentos que já possuem ovo na sua composição, por isso não seria necessário retardar a sua introdução. * O leite de vaca integral, por várias razões, entre as quais o fato de ser pobre em ferro e zinco, não deverá ser introduzido antes dos 12 meses de vida. É um dos grandes responsáveis pela alta incidência de anemia ferro priva em menores de 2 anos no Brasil. Alimentação complementar não é dar outro tipo de leite para o seu filho e oferecer outros alimentos! * Horários rígidos para a oferta de alimentos prejudicam a capacidade da criança de distinguir a sensação de fome e de estar satisfeito após a refeição. No entanto, é importante que o intervalo entre as refeições seja regular (2 a 3 horas), evitando-se comer nos intervalos para não atrapalhar as refeições principais. * Ofereça os alimentos sempre separados, assim o bebê irá identificar cada sabor. E fica mais fácil descobrir o que ele aprovou ou não. Mas atenção: os pais devem oferecer de 12 a 15 vezes o mesmo alimento para que o bebê aprenda a gostar. Não desista de primeira. * Calma, tamanho do prato não é documento. Não é sempre que seu filho vai comer tudo. Respeite a fome dele (a). E não ofereça alimentos compensatórios para fazê-lo comer tudo. * Lembre-se da água, a criança precisa se hidratar, ofereça sempre nos intervalos entre as refeições. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
O bullying contra crianças e adolescentes pode se fazer presente tanto no ambiente escolar quanto durante as férias, na festinha da família, na rua de casa, etc., desse modo, é fundamental que, como mãe (e pai), você fortaleça as bases emocionais da criança. Recentemente, o vídeo de garotinho Keaton Jones, vítima desse mal, viralizou e quebrou a internet com seu apelo para pararem de fazer isso. Assista aqui. O caso do pequeno chamou a atenção inclusive de celebridades, como o cantor Justin Bieber, o ator Chris Evans (Capitão América) e a atriz mirim Millie Bobby Brown, da série “Stranger Things”. Com base nisso, veja como preparar e lidar com essa situação séria, para que seu filho cresça de modo saudável. Preparando o pequeno É preciso ter muito cuidado para não se antecipar aos fatos, falando “olha, vão te apontar por isso ou aquilo”, mas você pode dizer para a criança que existem pessoas que não respeitam as diferenças dos outros, que gostam de “zoar” (utilizando a linguagem deles). “Deixe a criança avisada de que não deve se impressionar se isso acontecer com ela, que existe quem goste de fazer brincadeira de mau gosto, de chatear, de dar apelidos grosseiros, são pessoas que precisam de ajuda. Como mãe, se você mesma faz muito drama em volta, talvez o pequeno fique com medo de um mundo que nem venha a sofrer. Ensine que o problema não está na vítima, mas sim no agressor. Isso é uma forma de a criança não se enxergar como inadequada”, diz Betty Monteiro, psicóloga, pedagoga e escritora. O modelo de comportamento da criança vem dos pais. Uma das recomendações da profissional é mostrar a ela que não precisa ser como todo mundo, “principalmente no ‘ter para ser’ (quando a crença é de que bens materiais a tornarão parte de determinado grupo), deixando-a segura com seus valores e princípios. Converse ainda, sobre a necessidade de fazer parte, de ser aceita, estimulando a autoconfiança dela de modo que não não vá cometer atos, ter comportamentos ou buscar grupos apenas para se sentir inserida. Para isso, os pais precisam ter segurança no que dizem, e devem fazê-lo com firmeza e delicadeza, senão os próprios filhos ficam inseguros, e acabam cedendo às tensões”. Como lidar Desde pequeno, ensine seu filho que, se acontecer algo que o aborreceu ou chateou, ele deve procurar um adulto para entender e resolver a questão, tomando as devidas providências. Segundo Betty, “é comum a criança não procurar esse recurso porque a maioria sofre ameaças do agressor. Sendo assim, dê a garantia de que ela pode falar e que vai ser amparada. A criança ou adolescente também pode dizer ao agressor que não gostou da forma como foi tratado, de maneira firme, e pedir respeito. “Lembrando que a criança só conseguirá ter essa postura se também se sentir respeitada dentro de casa, tiver esse modelo”, alerta a especialista. O melhor é sempre ignorar a ação dos agressores, mas, dependendo da idade, a psicóloga afirma que vale bater um papo com a outra criança, chamando-o para a realidade. “É comum que a vítima não tenha noção do porque é zoada, então, nessa conversa, ela pode realmente entender o que leva ao bullying e ainda explicar ao grupo ou à pessoa que a estão perturbando que não é dessa forma que se lida com os problemas. Naturalmente, tudo isso pode ser mediado por um adulto, o importante é mostrar que o diálogo é sempre a melhor solução”. Por fim, caso a criança seja muito sensível, e realmente não consiga desenvolver as sugestões acima, “vale procurar ajuda profissional, porque há casos que escapam da esfera familiar e escolar”, lembra a expert.
Atualmente, existem milhares de opções de brinquedos, mas quais são os melhores para cada fase da infância? Tudo bem que toda caixa tem a faixa etária indicada, mas o DaquiDali pediu ao pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas – Do nascimento aos 12 meses”, que desse suas sugestões, todas pensando no desenvolvimento físico e mental do seu pequeno. Abaixo de 1 ano Brinquedos visuais e fora do alcance, como móbiles, por exemplo, com sons leves, coloridos e com movimento, “que entretêm o bebê, estimulam a percepção das cores e a o ajudam a ter uma noção mais dinâmica, fazendo com que se movimente mais. Outras opções são os emborrachados, para que ele possa levar à boca sem problemas de intoxicação e tamanho (fique atenta, nada de pecinhas), já que a necessidade oral é muito grande nesse período e tudo vai à boca”, explica o pediatra. A partir de um ano Os primeiros brinquedos acima citados podem continuar, mas já é possível introduzir livros, que, segundo o profissional, “são uma ótima forma de mostrar imagens e cores para a criança. Eles podem ser de pano ou os usados para banho, o importante é que ela crie intimidade com o objeto e tenha uma relação mais feliz e melhor com a leitura no futuro. Aqui podem entrar também brinquedinhos de encaixe e de montagem, que estimulam a coordenação motora e o raciocínio, já que são de ‘erro e acerto’, e com o tempo (o que usualmente é rápido), ela acerta cada vez mais”. A partir dos dois anos Nessa fase, você pode investir em todos os brinquedos que envolvem movimento corporal por completo, “como velocípedes, em que ela brinca sozinha, e carrinhos empurrados, o que aumenta o senso de direção e começa a estimular a atividade física”, orienta o expert. De três a cinco anos Aqui, como o equilíbrio já está melhor estabelecido, o especialista sugere “bicicletinhas com rodinhas, pular corda, que é uma atividade lúdica, com erro e acerto, e ainda é um exercício de andar e pular, além de patinete na opção com três rodinhas”. De cinco a 10 anos A criança já está começando a ler, então os livros podem ser com letrinhas maiores, historinhas com lições que estimulem valores e princípios “e com as palavras ilustradas por imagens, para ela fazer essa associação cada vez mais rapidamente. Nessa fase, a bicicleta já pode ser sem rodinhas, e também cabem patins e patinetes de duas rodas. É nesse período que costumam entrar os esportes, mas que devem ser moderados (nada de exigir da criança que seja a primeira da turma, pois isso a agride física e mentalmente). Natação, futebol, balé, uma luta (checando se não há estímulo excessivo de competitividade) são alguns bem interessantes, o fundamental é que todo ensinamento venha com essa pegada de brincadeira”, lembra o Dr. Sylvio. Mas e os eletrônicos? Como você pode perceber, eles não entram nas sugestões do pediatra. “Até os 10 anos, eles devem ser evitados, pois as crianças que começam muito cedo nos eletrônicos, principalmente antes dos dois anos (o que já acontece muito), perdem uma fase da vida (de bebê para criancinha) em que ela interage com os adultos mimicamente, ou seja, ela não aprende esse tipo de comunicação e, no futuro, pode ser mais introvertida e ter dificuldades com sua capacidade cognitiva“, diz. Se você for cobrada (“mas todo mundo na minha escola tem”), a dica do médico é: “Explique para a criança, com carinho e firmeza, que esse é o melhor jeito para o desenvolvimento dela, e como isso vai ser bom mais na frente. Naturalmente, ela vai ficar revoltada do mesmo jeito, porque não processa as informações como os adultos, mas pelo menos vai te agradecer mais para a frente“.
Vendida já para 96 países, a animação “Show da Luna” é mais um item no grosso catálogo que a produtora brasileira TV Pinguim leva à MIPCom, feira de TV mundial, que começa dentro de 10 dias, em Cannes. Nesse mapa, há países da África anglófona e lusófona, no território chamado EMEA (Oriente Médio e norte da África) e vários países da Ásia. A bagagem para o Sul da França inclui até uma terceira temporada da série, ainda inédita aqui, que acaba de sair do forno. Voltada ao público de 4 a 7 anos, com foco nas meninas, a animação brasileira exibida aqui pelo canal Discovery Kids apresenta, afinal, uma menina cientista de 6 anos no centro de sua narrativa. Não é uma princesa, não é uma fadinha nem tem receio de buscar respostas para tantas curiosidades. Normalmente, enredos de ficção envolvendo cientistas são protagonizados pelo sexo masculino. No “Show da Luna”, isso se inverte de modo orgânico, como tem de ser, sem panfletagem ou militância. Simplesmente Luna convida os amigos a buscar respostas para ações práticas no dia a dia, a partir de perguntas como: “Como a água vira chuva?”, “Será que tem alguém vivendo em Marte?”, “Por que as bolhas são redondas?”. Nesse contexto, Luna é um bem inestimável à cabecinha não só das meninas, que veem na personagem uma possibilidade de espelho, mas também nos garotos, que aprendem a respeitar nelas a competência para tanto. STEM (Science Technology Engineering Maths) no Brasil ainda é disciplina fraca, e mais ainda para meninas. Desde cedo, elas têm sua criatividade e inventividade podadas por crerem que ser gênio é obra para garotos. Isso enfim está mudando, mas ainda falta equilibrar o jogo. Ainda há um conjunto de esterótipos que começa a moldar os interesses das crianças desde muito cedo. Não é de se duvidar que isso possa inclusive reduzir as opções de carreiras a serem escolhidas por elas no futuro. É comum encontrar a percepção de que meninos são melhores em matemática, desde o 1º ano do Ensino Fundamental. O espaço das Ciências é aberto majoritariamente a homens, que recebem mais incentivo e também mais reconhecimento. Uma pesquisa realizada pela Microsoft em 2016 revelou que as meninas começam a se interessar por matérias exatas (STEM) só aos 11 anos, e costumam perder o interesse aos 15. A ideia de que elas são mais delicadas, sensíveis e frágeis conspira contra a força de desbravar, com coragem, fronteiras desconhecidas que possam resultar em descobertas brilhantes. Qual incentivo recebe uma menina que tem potencial para ser uma “gênia”, por exemplo, em engenharia química, jogadora de futebol ou guitarrista? Em geral, muito pouco ou até uma torcida contrária. É grande a chance de haver aí um potencial criativo jogado fora. Estudo realizado pela Gender in the Global Research Landscape, de março deste 2017, aponta que hoje, as mulheres publicam quase metade dos artigos científicos do Brasil (49%). Entre 2011 e 2015, esse número foi de 153.967 artigos, 126.406 a mais do que em Portugal, segundo colocado nesse quesito. Outro ponto positivo aqui é o número de inventoras, que cresceu de 11% para 17% entre 1996 e 2015, forçando a participação cada vez maior de mulheres nas áreas da ciência. Ou seja, podemos ter esperança. https://youtu.be/XOsY9Iw9jE0
Montar o quartinho do bebê é uma das atividades que mais demandam a atenção e carinhos dos pais. Mas, hoje, você vai aprender como organizar o cantinho da criança de modo inteligente, a partir do Sistema Montessori, que trabalha o ambiente do ponto de vista do desenvolvimento da criança, para que ela cresça mais autoconfiante. O que é? Para que você entenda, o Sistema Montessori de educação é chamado assim porque envolve a psicologia do desenvolvimento humano, “conhecendo todas as necessidades e capacidades predominantes em cada uma de suas etapas. É ainda uma filosofia de trabalho e uma metodologia com procedimentos e recursos para a sala de aula”, explica Sonia Maria Braga, fundadora e diretora pedagógica da Meimei Escola Montessoriana e presidente da Organização Montessori do Brasil. Conheça os benefícios Segundo a profissional, o sistema atende às necessidades sensoriais (cheirar, provar, manipular etc.) desde muito cedo. “Isso dá uma riqueza à estrutura cerebral e, consequentemente, o desenvolvimento cognitivo é maior e há também um favorecimento ao poder de concentração. Os recursos oferecidos ainda estimulam a criatividade e a autossuficiência da criança, pois ela aprende a resolver seus próprios problemas e não ficar sempre dependente dos adultos”. Os móveis devem ser baixos e poucos A cama tem que ser rasteira, porque, a partir dos seis, sete meses, a criança já começa a querer se movimentar mais e precisa ter liberdade para isso (no berço, ela precisa chorar até que alguém a tire de lá). “Se existirem estantes, que também estejam ao alcance dela, com brinquedos acessíveis, mas em pouca quantidade e sempre trocando-os, para que ela esteja sendo estimulada constantemente. Ah, quanto aos livrinhos, é válido respeitar cada fase, começando com os de banho, depois os de pano e em seguida os de papel. Se você tiver gavetas, coloque roupinhas dentro para que ela já possa abrir e escolher, mas tudo em pequenas quantidades, para que não haja a possibilidade de ela ficar perdida com tantas opções“, destaca a expert. Aposte no minimalismo Quarto de criança geralmente é bem poluído, com uma série de brinquedos, bichinhos, babados, estampas e etc. Mas, aqui, a dica é ser o mais minimalista possível. “A criança precisa de espaço para se movimentar, porque isso vai ajudar no desenvolvimento inclusive da linguagem. Quanto mais objetos, mais informação para ela processar, e mais uma vez a chance de ela ficar confusa”, lembra a especialista.Nada de tecnologia  Uma das orientações de Sonia é não incluir recursos tecnológicos, como televisão, tablet etc., no quarto, “porque as imagens oferecidas por esse recurso são programadas e geram passividade na criança nesse início. “Ela fica entretida demais e a movimentação (indispensável) que ela teria se não tivesse esses aparelhos fica comprometida”. A importância do espelho Segundo Sonia, o espelho oferece um atrativo muito grande. “Ele permite que a criança vá se vendo e trabalhando a autoimagem. Ela vai descobrindo a sua identidade e isso é importante para a formação da personalidade. Ela percebe que não é outra pessoa e muitas vezes essa descoberta é feita através de brincadeiras, como um jogo fisionômico, quando ela faz caretas, por exemplo”. Faça o serviço completo Para benefício da criança, a especialista enfatiza que não basta apenas um quarto com essas características. “É preciso que os adultos também saibam lidar com ela e respeitem esse desenvolvimento, não tomando à frente nas ações que a criança possa fazer, por exemplo. Cada vez que ela tenta fazer algo e consegue, é uma conquista melhor que qualquer ‘prêmio’, como elogios ou palmas, e ela ainda se sente mais segura. O foco é no quartinho, mas é interessante que a casa toda tenha esse clima de desenvolvimento da autonomia“. Por fim, é válido ressaltar que Montessori é uma filosofia de vida, sendo assim, tem que haver também uma “ambiência psíquica”. Mas o que isso significa? “Que o ambiente precisa ter tranquilidade e respeito entre as pessoas, pois lembre-se de que o pequeno absorve o que vê e o que ouve. Ah, e quando se fala em liberdade, não é deixar a criança sozinha para fazer o que quer, mas estar presente de verdade quando estiverem juntos, não no celular ou fazendo outra coisa. Participe realmente da vida dela!”, sugere a expert. Fonte: Daqui Dali.