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solange santos

Cansei de esperar você reagir; Cansei de esperar uma nova atitude de ti; Cansei de esperar que viesse me procurar; Cansei de esperar que viesse me amar. As noites parecem mais escuras; A lua perdeu seu brilho e as estrelas parecem nuas. Já não escuto aquele som da brisa que me fazia suspirar com suas mãos na minha pele lisa. Quantas vezes te avisei que um dia isso poderia acontecer? Não foi uma vez, duas ou três; te avisei uma vida inteira mas você fingiu não entender. Seria mais fácil pra mim sentir raiva de você; Mas o que guardo no peito é uma gratidão pelo cuidado e zelo. Mas que pena que você não percebeu que cuidado de pai eu já tinha por demais. O que eu precisava era ser tocada e desejada por você e ninguém mais. O cansaço me impede de ir além, quero ficar quietinha sem pensar em mais ninguém. Não digo que me arrependi, só apenas que não vivi, um amor que me deixasse pronta para sentir o meu corpo magnetizar em suas ondas. Solange Santos – Comunicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN – Poetisa nas horas da vida
Quando paro e penso no que vivi, percebo o quanto sobrevivi por muitos anos. Morta para os meus sonhos, minhas vontades e meus anseios, quantos planos que não coloquei em prática movida por um medo de ser feliz. Muitas pessoas quando olham para mim dizem que pareço uma menina extrovertida. Mas o interessante é que essa menina não estava comigo na infância. Existia outra em seu lugar, uma cheia de melancolia, abatida, envergonhada e ingênua que não conseguia enxergar a maldade no coração das pessoas. Mas eu cresci e realizei vôos de adultos. Mas aquela menina teimava em ficar em mim, lembrando o quanto eu deixei de viver e ser feliz. Será que ainda dá tempo de realizar o que sempre esteve no meu coração? O tempo está passando e ele trás consigo grandes responsabilidades. Hoje já não sei o que quero, mas sei o que espero. Espero viver um grande amor recheado de carinho e razão, a minha razão desajuizada, que me leva seguir numa estrada a procura da tal felicidade vivida com liberdade. Foto: Pacífico Medeiros Solange Santos - Comunicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN – Poetisa nas horas da vida
Ainda lembro com saudades do meu tempo de escola. Lápis e papel na mão, olhos atentos, ouvidos abertos, livros cheirando a cola. O professor era autoridade que obedecíamos com medo e receio. Um ser iluminado e admirado, que era tratado com todo respeito. Os pais eram conscientes, que papel de professor era de instruir seus filhos, disciplinando para serem adultos inteligentes. O Hino Nacional era tocado e com toda reverência era idolatrado. Um momento de magia, onde o amor à pátria virava euforia. Hoje me pergunto o que fizeram com a escola. Professor não é mais autoridade, o respeito e os livros foram jogados fora. Uma geração que tem aprendido com a tecnologia programas eficientes. Mas que não sabe tratar o próximo como gente. Um grito de clamor ecoa pelo ar. Salvem nossos jovens e os ensinem a estudar. Respeitem os professores pois eles te farão doutores. Foto: Pacífico Medeiros Solange Santos – Comunicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN – Poetisa nas horas
Alguns dizem que é sorte, outros dizem que é destino. Há quem defenda que pode, outros nem acreditam que exista no íntimo. Tem quem defenda que ele é um sentimento, já outros acham que é lamento. Ao nascermos já se comentam com quem vamos nos casar. Os pais de menina já levantam a voz e diz, pra casar com minha filha, vai ter que fazê-lá feliz. Mas com os meninos são diferentes, mal se tornam adolescentes, já são pressionados a estarem nos braços de uma delinquente. Porém a criança cresce e vira adulto e descobre que o amor parece algo absurdo. Uma sorte que nem todos têm. Uma capacidade que vai além. Além do que foi ensinado, valor que foi esmagado. Quando uma mulher e um homem se unem, a sorte é lançada. É faísca pra todo lado. E nesse jogo só sobrevive quem descobre a sorte de viver um amor correspondido. Foto: Pacífico Medeiros Solange Santos – Comunicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN – Poetisa nas horas da vida.
Era noite, a casa estava vazia por dentro. No quarto a Maria de 6 anos encontrava-se deitada em sua rede. De repente seu primo de 30 anos se aproxima e começa a fazer carinho. Ela gostava muito dele. Mas ele estava bêbado e mesmo tão criança, foi capaz de distinguir que aquele carinho não era normal. Conseguiu sair do quarto e na calçada buscou abrigo no colo da avó. O medo a consumia. Contar ou não contar sobre o que tinha acontecido? Contou. Mas falaram para ela que ninguém mais poderia saber ou do contrário, levaria uma surra e alguém poderia morrer. Os anos se passaram e outros abusos aconteceram, os que deveriam dar proteção, foram os que mais causaram dor em seu coração. Hoje já adulta, não consegue se livrar das marcas do passado, da dor que ficou em sua alma. Quisera eu que essa história fosse só minha imaginação. Mas quantas Marias existem por aí clamando por graça e compaixão? Quantas Marias carregam num sorriso, um coração ferido, quebrantado e deprimido? Vamos proteger nossas Marias, com olhos atentos e mãos valentes! Impedindo que o delinquente faça mal ferindo gente. Você pode ser uma Maria que sofreu baixinho. Mas acredite, dentro de você existe uma força que a torna loba. Foto: Pacífico Medeiros Solange Santos - Comunicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN – Poetisa nas horas da vida.
Houve um tempo em que tudo virava uma brincadeira. Papel, caneta e até um espelho virava uma câmera de vídeo. Houve um tempo em que o mundo cor de rosa escureceu, dando lugar a medos, traumas e desilusões. Houve um tempo em que se acreditou que a morada no Castelo de princesa era possível e que todas as histórias terminavam com um final feliz. Houve um tempo que crescer foi preciso. De reconhecer que a vida é frágil. Que num instante o que era pra sempre pode durar só um momento. Chegou o tempo de não olhar mais para o tempo passado, nem o futuro. Hora de olhar para o tempo presente. Ser você mesma. Não ter vergonha de mostrar as marcas que o tempo passado deixou. Simplesmente ser você num tempo de mudança interior. Sorrir quando sentir vontade e chorar quando não for mais possível esconder a dor. Vamos viver o tempo, no tempo, enquanto há tempo. Fotos: Pacífico Medeiros Comunicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN - Poetisa nas horas da vida.