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As gorduras ou lipídios representam em média 34% de toda dieta consumida por nós, seres humanos. Fornecem, 9 Kcal de energia por grama. E toda gordura que não é utilizada rapidamente pelo nosso corpo é armazenada nas células adiposas. E é essa capacidade de armazenar grande quantidade de gordura por longos períodos, que nos torna capazes de sobreviver, estando privados de alimentos. Mas não só isso, a gordura é essencial para a digestão, absorção e transporte de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), além de melhorar o sabor e consistência dos alimentos. As gorduras podem ser divididas basicamente em três grupos: Saturadas, insaturadas e trans. Gordura saturada: É a gordura encontrada principalmente em alimentos de origem animal. A mesma contém colesterol, e o seu EXCESSO está intimamente relacionado com doenças cardiovasculares. Atualmente existe uma grande discussão sobre a real influência das gorduras saturadas na saúde. Mas hoje, trabalharemos com as atuais diretrizes, onde é recomendado que menos de 7% do total de gordura da dieta, seja de gordura saturada. Mas sem neura, dá para comer leite integral e ovo, sim! Gordura trans: Gordura encontrada em pouca quantidade de forma natural, a maior parte é produzida artificialmente pela indústria alimentícia. Seu consumo vem sendo associado ao aumento do risco de doença arterial coronariana. O termo gordura boa é geralmente atribuído as gorduras instauradas, pelos benefícios associados ao seu consumo. Essas, são divididas em poli e monoinsaturadas. Apresentam consistência líquida em temperatura ambiente. As gorduras poli-insaturadas são encontradas principalmente nos óleos vegetais, auxiliam na diminuição dos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue. Os mais conhecidos são os ômegas 3 e 6. · Ômega 3: É encontrado em peixes, sementes como chia e linhaça, além de oleaginosas. É anti-inflamatório. Ajuda no combate a depressão e a ansiedade. · Ômega 6: Presente principalmente em óleos vegetais. Age na síntese hormonal e auxilia no funcionamento adequado do sistema imunológico. As gorduras monoinsaturadas são as atribuídas a diminuição do risco de doenças cardíacas. Estão presentes no azeite de oliva, abacate e amendoins. São responsáveis pela diminuição do colesterol ruim (LDL) e aumento do colesterol bom (HDL). O medo das gorduras ainda é muito comum entre a população em geral, porém desnecessário. Como visto anteriormente as mesmas são essenciais e muito importantes para o nosso organismo. Acrescente-as a sua dieta habitual, existem vários alimentos ricos em gordura e benéficos para nossa saúde, como: Abacate, azeite, ovo (sim, ovo!), castanhas, chia, linhaça, peixes gordos e azeitonas. Evite produtos industrializados, esses, são ricos em gorduras trans, e não há discussão, são prejudiciais à saúde do seu coração. Dietas Low carb High fat (baixo carboidratos e alto teor de gordura) estão em alta. Mas cuidado, apesar de alguns estudos mostrarem seus benefícios, não comece uma dieta dessas sozinho. Inúmeros fatores são levados em consideração antes da indicação da mesma. Procure um profissional! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Quando falamos em fontes de ômega-3 os primeiros alimentos que nos vêm em mente são os frutos do mar, e muitas vezes esquecemos das oleaginosas. Castanhas, amêndoas, pistache, nozes, macadâmia e avelãs são fontes de gorduras boas, e trazem uma série de benefícios à saúde quando inseridas em uma alimentação equilibrada. Em um estudo divulgado recentemente na revista Journal of the American College of Cardiology, pesquisadores dos Estados Unidos ao analisar dados de mais de 200 mil pessoas, observaram que comer esses alimentos regularmente reduz as chances de surgimento de doença arterial coronariana e acidente vascular cerebral (AVC) em até 21%. Destacando ainda, que o consumo frequente de castanhas pode está relacionado à redução de fatores de risco cardiovascular, incluindo a dislipidemia, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica. As oleaginosas também possuem ação antioxidantes, combatendo os radicais livres, pois contém boas quantidades de selênio e vitamina E. Da mesma forma, o potássio e o magnésio presentes, auxiliam na prevenção de cãibras e na redução do LDL colesterol (colesterol ruim). Como consumir as oleaginosas? A melhor maneira é "in natura", pois não contém sal, evitando assim, um consumo excessivo de sódio. As oleaginosas são perfeitas para lanches intermediários, sejam elas acompanhadas por uma fruta, iogurte ou mesmo sozinhas. Mas também podem enriquecer preparações nas principais refeições, a exemplo das saladas. Quanto posso comer? Assim como absolutamente tudo na vida, excesso no consumo das oleaginosas também pode trazer malefícios. Ricas em gorduras, comer mais que o recomendado pode fazer você ganhar um peso indesejável. Além disso, a castanha-do-Pará é rica em selênio, e consumir mais de 10 unidades, por duas semana seguidas, pode acarretar uma alta concentração do mineral no organismo, causando intoxicação, que pode levar um aumento na queda de cabelo, unhas quebradiças, dermatite, fadiga, alterações no esmalte dos dentes e ainda alterações no sistema nervoso, causando irritabilidade e mau hálito. A quantidade recomendada para consumo são duas castanhas-do-Pará. Já castanha de caju, amêndoas, nozes e mecadâmia, quatro unidades cada. Lembre-se sempre, NÃO EXISTE ALIMENTO MILAGROSO! O que existe são alimentos que incorporados a hábitos de vida saudáveis irão trazer benefícios a sua saúde. Coma bem, para comer sempre! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Com toda certeza você já leu em algum lugar que o açúcar é viciante. Da mesma forma, todos nós em algum momento de nossas vidas já sentimos a extrema necessidade de consumir algo doce. Isso acontece porque no momento que ingerimos alguma guloseima, o cérebro libera substâncias químicas naturais que nos dão uma súbita sensação de prazer. Ao identificar essa sensação boa, o cérebro tende a pedir mais e mais dessas substâncias e consequentemente, mais açúcar. Em um estudo feito na Universidade de Princeton, nos EUA, foi constatado que o consumo excessivo de açúcar modifica o comportamento e causa alterações no cérebro similares aos efeitos causados por abuso de drogas. O que nos mostra, a real capacidade viciante do açúcar. Outras possíveis causas para a compulsão estão relacionadas à deficiência de serotonina, que nada mais é que um neurotransmissor (mensageiro do cérebro) do humor, a resistência à insulina, e aumento do cortisol (hormônio do estresse). Mas também pode estar associada a alguma deficiência na absorção de nutrientes, como ácido fólico, vitamina B6, vitamina B12, magnésio e zinco. E à saúde da microbiota intestinal. Quando você ingere açúcar ou carboidrato, você tem um pico de glicemia, isto é, um crescimento rápido do açúcar no sangue, isso faz com que o pâncreas seja estimulado a produzir e liberar mais insulina, que irá converter a glicose em energia e o seu excesso será transformado em gordura. O problema da compulsão por doces, vai muito além da obesidade. O excesso de açúcar pode causar, diabetes, cáries, depressão do sistema imunológico e alterações de humor, todo cuidado é pouco. Para controlar a compulsão é preciso tempo e paciência, se você realmente se considera um viciado em doces, não vai ser de um dia para o outro que isso vai mudar, nem muito menos, vai ser um processo fácil, mas algumas dicas podem te ajudar: · Reduza a ingestão de alimentos industrializados ao máximo, principalmente os que contém farinha branca; · Prefira carboidratos complexos (integrais) com menor índice glicêmico e que possuam mais fibras; · Aumente o consumo de alimentos ricos em triptofano (aminoácido que ajuda a controlar o estresse), como banana, feijão, lentilha, iogurtes, nozes; · Beba bastante água, o cérebro tende a confundir desidratação com fome; · Procure sempre fazer refeições com todos os macronutrientes (carboidratos, lipídios e proteínas). Gorduras e proteínas garantem uma maior saciedade e por mais tempo, ajudando a resistir a vontade de comer doce; · Evite comprar doces para estocar em casa. A facilidade do acesso pode aumentar a tentação. Compre sempre apenas o que vai consumir na hora; · Retire o açúcar dos sucos e cafés aos poucos. Com o tempo, o seu paladar irá se adaptar e diminuir a compulsão; · Equilíbrio. Não é proibido comer um docinho, só não exagere. Pode até parecer bobagem hoje, mais com o tempo essa compulsão poderá acarretar problemas que você levará para a vida toda. Cuidado! Na dúvida, procure um profissional, ele irá te ajudar e orientar nesse desafio. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Olá, Pessoas! Hoje resolvi trazer algo diferente para nossa coluna, convidei uma amiga, também nutricionista para falar um pouco sobre o tema “Obesidade na Infância”. Keicy Vieira é Nutricionista formada pela Universidade Federal de Campina Grande e durante sua carreira acadêmica se dedicou a uma área de pesquisa conhecida como, Nutrição e Saúde Coletiva, onde a maioria dos estudos são direcionados a saúde pública da população. A maioria das pesquisas realizadas por ela foram, no entanto, dedicadas ao público infantil, com temas específicos em Educação Alimentar e Nutricional (EAN), com enfoque na prevenção e tratamento dos desequilíbrios nutricionais na infância (Obesidade e Desnutrição). Tendo inclusive participado do livro “Repasto Literário: Promoção da alimentação saudável e contação de histórias”. Que está sobre organização das professoras: Dra. Michelle Medeiros e Me. Vanille Pessoa. O livro traz contos e histórias sobre alimentação e pode ser usado como estratégia de EAN, tanto em casa como nas escolas. Pergunta: E para começar eu gostaria de perguntar pra ela qual é o cenário atual e quais são as previsões futuras a respeito da obesidade na infância? R: Olá Marina, antes de responder eu gostaria de agradecer o convite e dizer que é um prazer está vindo aqui na sua coluna falar de um tema tão importante e que merece uma discussão ampla, principalmente nas mídias sócias. O cenário atual já é bem preocupante, As estatísticas mostram que, em 2014, 11% dos homens e 15% das mulheres com 18 anos ou mais estavam obesos e que mais de 6% das crianças abaixo de cinco anos já estavam com sobrepeso. E As previsões, só assustam, segundo a OMS o número de crianças com obesidade no mundo pode chegar a 75 milhões em 2025. A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é um desequilíbrio energético entre as calorias ingeridas e as calorias gastas. Assim, qualquer fator que eleve o consumo de energia ou diminua o gasto energético, pode causar obesidade em longo prazo. A importância desta condição na infância ocorre em função da complexidade do tratamento e da elevada possibilidade de persistência deste quadro na vida adulta. Pergunta: E quais são as principais causas/fatores da obesidade na infância? R: O aumento da prevalência do sobrepeso e obesidade são atribuídos a uma série de fatores, incluindo uma mudança global na dieta e uma menor tendência na prática de atividade física. Além disso, pode haver influências sociais, fisiológicas, metabólicas e genéticas. Uma criança com pais obesos, por exemplo, estará predisposta a ser obesa também, seja por uma questão social, de mal hábito alimentar, ou pela genética. Também pode apresentar obesidade em caso da criança sofrer algum transtorno psicológico. Pergunta: A longo prazo, por que devemos nos preocupar tanto? R: A prevalência da obesidade infantil vem apresentando um rápido aumento nas últimas décadas, sendo caracterizada como uma verdadeira epidemia mundial. De fato é bastante preocupante, pois a associação da obesidade com alterações metabólicas, como a dislipidemia, a hipertensão e a intolerância à glicose, até alguns anos atrás, eram mais evidentes em adultos; no entanto, hoje já podem ser observadas frequentemente na faixa etária mais jovem. Pergunta: E quais são os principais cuidados que devemos tomar com os nossos pequenos para evitar o ganho de peso em excesso? R: As dicas que eu irei dá aqui estão relacionadas a orientações gerais para uma conduta alimentar saudável, são 13 passos: 1 – É preciso ter horários fixos para as refeições e lanches (2 a 3 horas de intervalo); 2 – Fazer de 5 a 6 refeições diárias ; 3 – O tamanho do prato da criança deve ser proporcional a sua aceitação; 4 - Tornar a sobremesa/doce parte da refeição, e não utilizá-la como recompensa; 5 - Evitar a oferta de líquidos durante as refeições, isso pode provocar a distensão do estômago, o ideal é oferecer água nos intervalos e sucos 150 ml/dia; 6 – Salgadinhos, balas e doces devem ser evitados; 7 – Acomodar a criança a mesa nas refeições o ambiente deve ser calmo e sem estímulos externos como televisão e celulares. 8 – Envolver a criança nas tarefas ligadas a alimentação; 9 – Evitar a monotonia alimentar; 10 – Limitar a ingestão de alimentos com excesso de gordura, açúcar (industrializados); 11 – Evitar alimentos ricos em gorduras trans e sódio (industrializados); 12 – Oferecer alimentos ricos em ferro, cálcio, vitamina A e D e Zinco; 13 – Envolver a criança em alguma atividade física. Além delas é bom ficar de olho na fase da introdução alimentar da criança, antes dos dois anos de idade deve ser evitado alguns alimentos como, açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas e usar sal com moderação. E pra encerrar é importante lembrar que a alimentação é um aspecto fundamental para a promoção da saúde e no cuidado da saúde da criança. Porém, nosso hábitos alimentares são construídos no decorrer de toda uma vida, dessa forma, não devemos abordar um tema tão delicado como alimentação, apenas no ângulo da saúde. É muito mais que isso, comer e nutrir vai além do mero ato biológico, e entender e respeitar isso é primordial para construir estratégias eficazes contra a desnutrição e principalmente contra a obesidade. Ou seja, devemos criar as nossas crianças dentro de um universo onde se fale sobre alimentação, devemos envolvê-las nesse tema. Quer uma boa dica? Conte histórias para seus filhos que falem sobre alimentação saudável, os deixem conhecer os alimentos, participarem das preparações... E como a nutri Marina Castro sempre diz, Nutrição não é receita de bolo, procure um nutricionista e pense no presente e no futuro do seu filho. Segue o link do livro citado à cima para quem tiver interesse na leitura: Ideias na Mesa  Beijos da nutri Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
O diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica, caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer por defeitos na secreção da insulina, na ação da insulina ou em ambas. A insulina é o hormônio responsável por levar o açúcar dos alimentos para dentro das células, para assim serem transformados em energia. O Dia Mundial do Diabetes é 14 de novembro (ontem) e foi criado em 1991 pela International Diabete Federation (IDF) junto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), devido ao crescente e constante aumento nos números de pessoas diagnosticadas pelo mundo. Atualmente cerca de 13 milhões de pessoas já foram diagnosticas com diabetes no Brasil e convivem com a doença. Porém, muitos casos ainda não foram diagnosticados, o que favorece o surgimento de complicações para a saúde a longo prazo. Em 2017, o tema da campanha é “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”. Segundo o Ministério da Saúde, só na última década, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 1 e 2 no Brasil subiu 61,8%. E 1 em cada 10 mulheres estão diagnosticadas com a doença, sendo esse público, o mais afetado. Segundo especialistas, o sedentarismo e a obesidade são os principais causadores da enfermidade nessa parcela da população. Por que há mais casos entre as mulheres? Geralmente, a doença atinge pessoas com menos anos de escolaridade e acima dos 55 anos. Porém, mulheres com mais de 35 anos com obesidade abdominal (circunferência da cintura acima de 88 cm), hipertensão e triglicérides elevados são o público com maior risco de desenvolvimento da doença. Principais tipos de Diabetes Mellitus Diabetes Tipo 1 (DM 1) Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue. Entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença possuem a DM 1. Diabetes Tipo 2 (DM 2) O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose. Diabetes Gestacional Ocorre durante a gestação, podendo ou não ser transitório. Acontece devido aos homônimos da placenta que podem levar a um nível elevado de açúcar no sangue. Após o parto as taxas de glicose no sangue tendem a voltar ao normal, mas os cuidados devem ser mantidos, mulheres que apresentaram diabetes gestacional apresentam um maior risco de diagnóstico de DM 2 no futuro. Como prevenir? A única forma de diabetes passível de prevenção é o tipo 2. Mas com as dicas a seguir é possível conviver bem e tratar as outras. · Saia do sedentarismo e coma em quantidades e qualidade adequadas, evitar o excesso de peso é imprescindível; · Evite carboidratos refinados e de alto índice glicêmico. Prefira os ricos em fibras, priorizando verduras e legumes; · Inclua boas fontes de gordura na sua alimentação como, oleaginosas, sementes e azeite; · Consuma frutas in natura, de forma moderada; · Faça uso de temperos naturais; · Evite: Pães brancos, doces em geral, frituras, alimentos ultraprocessados, refrigerantes e bebidas alcoólicas. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Novembro chegou e junto com ele, a conscientização e a discussão sobre a prevenção do câncer de próstata. Segundo a Associação Saúde da Próstata, entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer, estão: idade superior a 65 anos, história familiar da doença, sedentarismo, sobrepeso, obesidade e alimentação inadequada. Porém a alimentação é considerada importante não só na prevenção, mas também no tratamento. Prevenção Estudos trazem o licopeno como um importante antioxidante com papel protetor. O licopeno é encontrado em alimentos como tomate, goiaba vermelha, melancia, entre outros. É ele o responsável pela cor vermelha desses alimentos. Estudos realizados na Universidade de Harvard (USA) demonstraram que os homens que apresentavam grande quantidade de Licopeno na sua dieta mostraram menor risco de desenvolverem câncer de próstata. O consumo de ácidos graxos não saturados de cadeia longa, encontrados em óleos de peixes, sobretudo o salmão, e os flavonóides e os isoflavonóides que existem na soja, frutas, legumes, chá e vegetais também previnem o aparecimento de tumores do câncer de próstata. Outro fator benéfico é a exposição regular ao sol, pois a vitamina D é considerada inibidora da multiplicação de células cancerosas. Por outro lado, carnes processadas, alimentos industrializados e bebidas alcoólicas, devem ser evitados. Prevenir o excesso de peso é essencial na prevenção não só do câncer de próstata, mas de inúmeras outras enfermidades. Tratamento Pacientes que passam por radioterapia, podem ter problemas intestinais, como diarreia e constipação. A hidratação se apresenta com um papel fundamental. Na diarreia, devem ser evitados, leite de vaca e derivados e alimentos ricos em fibras (pães e cereais integrais, frutas com casca). Já na presença de constipação, o paciente deve aumentar o consumo das fibras. A quimioterapia diminui a imunidade do paciente, dessa forma, além de problemas intestinais o mesmo também pode apresentar outros efeitos como falta de apetite, mucosite (inflamação que pode levar a lesões na língua e boca), náusea e vômito. Os pacientes devem evitar comer, sushi, carne crua e tudo o que possa apresentar algum risco de contaminação, para evitar complicações, como diarreia. O enjoo durante o tratamento é muito comum, bolachas, gelo, torradas e gengibre podem ser usados para diminui-lo, uma boa opção são as balas de gengibre. As refeições devem ser fracionadas, fazendo-as geralmente de 3 em 3 horas. Pacientes em tratamento geralmente não suportam uma grande quantidade de comida de uma só vez. Adote uma alimentação saudável, pratique atividade física regular, mantenha seu peso adequado, cuide-se, é muito mais que só comida, é saúde. Prevenir continua sendo o melhor remédio! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Ao longo do dia somos expostos a inúmeras toxinas como agrotóxicos, medicamentos, poluição, conservantes de alimentos, fora as produzidas naturalmente pelo nosso corpo, geralmente em consequência do estilo de vida, como sedentarismo e poucas horas de sono. Com a correria do dia-a-dia, as pessoas não têm mais tempo para comer bem, ou pelo menos, não colocam isso como prioridade em suas vidas. E isso, somado aos outros fatores já citados, contribui para o aumento das toxinas presentes no nosso organismo. O Suco Detox é produzido através de alimentos naturais, ricos em fibras, vitaminas e minerais. O nome "Detox" vêm, de desintoxicação. A ideia é auxiliar o fígado (órgão mais importante no processo de limpeza do organismo) a eliminar as toxinas, transformando-as em substâncias que serão excretadas pela urina, fezes e bile. Ao promover essa limpeza o processo de diurese e emagrecimento será facilitado. Quais os benefícios? O consumo regular do Suco Detox pode trazer vários benefícios, pois o mesmo age como diurético reduzindo o inchaço e a celulite. Melhora o sistema digestivo, devido à grande quantidade de fibras. É antioxidante, previne o envelhecimento precoce da pele. Melhora o sono e a memória, estimula o funcionamento do sistema imunológico e aumenta a disposição. Também pode haver melhora em sintomas como enxaqueca e mudanças repentinas de humor. Mas tudo irá depender dos ingredientes utilizados na preparação. O Suco Detox emagrece? O suco auxilia no processo de emagrecimento. Sozinho ele não fará milagres. É necessário a pratica de atividade física, como também, manter uma dieta equilibrada. O suco apresenta uma grande quantidade de fibras, consumido sem coar, aumenta a saciedade e diminui o consumo de alimentos. Quais as contraindicações? Para pessoas com hipotireoidismo o consumo do Suco Detox verde deve ser feito com moderação, pois folhas verde-escuras podem interferir no funcionamento da tireoide. Da mesma forma, pessoas que fazem uso de anticoagulantes, pois as folhas são ricas em vitamina K, que é um coagulante natural. Não deixem para recorrer aos Sucos Detox após períodos de festa ou eventos, ou quando estiverem desesperados para emagrecer de forma imediata. Lembre-se, o emagrecimento é consequência da desintoxicação, não o contrário. O que não faltam são receitas disponíveis de Suco Detox, cada uma, com ingredientes e benefícios diferentes. Mas não esqueça, prepare-os com alimentos naturais e orgânicos, afinal, você quer eliminar toxinas, não as consumir. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
A Herbalife é uma empresa que está há mais de 30 anos no mercado, produzindo diversos produtos para a perda de peso, suplementação e cosméticos. E é esse tempo de mercado e o bom trabalho do marketing, claro, que leva o público a confiar na marca. O produto inclusive, é liberado para livre venda pela ANVISA, e esse é o primeiro ponto que todo bom defensor irá bater. Mas responda, quantas marcas de refrigerantes, cigarros dentre outros produtos estão no mercado com a mesma liberação, mesmo todos nós sabendo dos seus malefícios? Com a Herbalife não é diferente, o produto pode fazer mal à saúde e causar diversos problemas ao fígado, podendo até levar a necessidade de um transplante. Quanto à eficácia A promessa da Herbalife é a perda de peso rápida e sem sacrifício, substituindo as refeições por shakes. E sobre isso, nós já falamos aqui. Quando há uma restrição brusca de calorias há também uma consequente perda de peso, mas além de gordura, você também irá perder músculo e água. E no final do processo, irá recuperar todo o peso perdido e mais um pouco quando voltar a comer normalmente. Porém, só a gordura será recuperada, prejudicando assim, sua composição corporal. Além disso, essa troca permanente poderá levar a uma deficiência de vitaminas e minerais, que são de extrema importância para o bom funcionamento do organismo. Podendo causar mal-estar, queda de cabelo, unhas fracas e quebradiças, anemia entre outros. Quanto aos malefícios Um estudo publicado pelo International journal of molecular sciences em 2016, traz que até o ano de 2014 existiam 11 relatórios publicados de lesões hepáticas (com um total de 57 casos) após a ingestão de alguns dos diferentes produtos oferecidos pela Herbalife. O tipo mais comum de lesão hepática encontrada foi a hepatocelular. Mas entre outros casos, foi constatado insuficiência hepática aguda, que requer transplante e casos de lesão crônica, incluindo a cirrose. Em dois dos casos de lesão hepática após a ingestão de produtos Herbalife, foi encontrada contaminações com Bacillus subtilis (Bactéria) nos produtos. Dessa forma, a adulteração de produtos com bactérias explica alguns casos de lesão hepática em pacientes. Outras causas possíveis de lesões hepáticas associadas ao produto, pode ser a contaminação com outros microrganismos ou produtos químicos durante a fabricação ou até o uso de produtos não refinados, como extratos de ervas. Por fim, emagrecer a qualquer custo não é sinônimo de saúde. Estratégias como essa foram criadas para pessoas preguiçosas e sem o mínimo de foco, e podem gerar consequências literalmente fatais. Quantas pessoas você conhece que fizeram dietas radicais e depois conseguiram manter o peso? A boa e velha educação alimentar continua sendo a ÚNICA forma de obter resultados satisfatórios e permanentes. Se informe, seja crítico, leia. Saúde é coisa séria. Nutrição é com Nutricionista!! O ministério da saúde recomenda através da segunda edição do Guia Alimentar para a População Brasileira: Faça de alimentos in natura ou minimamente processados, em grande variedade e predominantemente de origem vegetal, a base de sua alimentação. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Feriadão está chegando e junto com ele os churrascos entre família e amigos. Quem não gosta, né? Seja pelo ambiente ou até mesmo pela comida, o churrasco é um momento de alegria e socialização. Mas a dieta por muitas vezes pode te fazer ficar em casa e perder toda a diversão. Pare já com isso! A boa notícia é que é sim possível conciliar o churrasco com a sua dieta, basta aprender a fazer trocas inteligentes, reduzir o consumo de certos ingredientes e optar por outros mais saudáveis. E claro, não exagerar! Segue algumas dicas para aproveitar o churrasco sem culpa e sem detonar a sua dieta: 1º - Não vá para o churrasco com fome ou em jejum. Ir de barriga vazia vai te fazer devorar tudo o que vê pela frente. Afinal, a variedade é grande. Faça um lanchinho antes de sair de casa, um iogurte com aveia e chia ou até mesmo uma porção de fruta, são boas opções; 2º - Não deu tempo comer nada em casa? Ok! Comece então pelas saladas. Nem que seja um vinagrete. Porém, as de maionese devem ser evitadas. Se possível, leve os ingredientes de casa, prepare a sua e consuma enquanto a carne assa; 3º - Evite ao máximo ingerir bebida alcoólica. Lembre-se que você está em um processo de reeducação alimentar. Abicar de algumas coisas faz parte e é essencial para o sucesso; 4º - Prefira carnes magras: frango, fraldinha, miolo da alcatra, maminha, lombinho de porco são boas opções; 5º - Retire a pele do frango e a gordura visível da carne. Gordura saturada em EXCESSO vai direto para suas artérias; 6º - Corra de linguiças e embutidos, eles são cheios de conservantes e muitas gorduras. Evite também o pão de alho; 7º - Evite exagerar na quantidade de arroz e farofa. Escolha apenas um dos dois como acompanhamento e maneire; 8º - O excesso de sal vai te fazer reter líquido e acordar inchado no dia seguinte. Maneire o uso e tome bastante água no dia; 9º - Não exagere na quantidade de carne. Uma porção do tamanho da palma da sua mão com dedos fechados é o ideal; 10º - Aposte em frutas assadas como sobremesa. O abacaxi é uma ótima opção que ainda irá te ajudar na digestão das gorduras. Para quem está de dieta, o ideal é que eventos como um churrasco não ocorra toda semana. Uma vez por mês já está de bom tamanho, mas seguindo dicas como as descritas aqui, é bem possível consumir mais vezes. Você é responsável pelas suas escolhas e elas refletem diretamente na sua saúde. Não é preciso privar-se da companhia de pessoas queridas por causa de dieta alguma, basta equilibrar. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
A campanha Outubro Rosa surgiu em 1990, na primeira corrida pela cura, realizada em Nova York, desde então, inúmeros países e instituições aderiram a mobilização. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama, e é mais uma maneira de despertar e conscientizar a sociedade, em especial, as mulheres, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo. É mais comum entre as mulheres, mas também pode afetar homens, embora os casos sejam considerados raros. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, a alimentação e a nutrição inadequadas são a segunda causa de câncer que pode ser prevenida. E essa, é responsável por até 20% dos casos de câncer nos países em desenvolvimento, como o Brasil, e por aproximadamente 35% das mortes pela doença. Ainda segundo o instituto, no Brasil, o câncer de mama é a enfermidade que mais causa morte. Para 2017 a estimativa é que 57 mil mulheres desenvolvam a doença e 14 mil não sobrevivam. Uma alimentação balanceada é importante em todas as fases da vida, mas para pessoas que já passaram por esse tipo de enfermidade o cuidado deve ser dobrado. A alimentação e o consumo adequado de nutrientes são fundamentais tanto no período de realização do tratamento, como após. Manter o peso adequando, cuidar da alimentação e praticar atividade física é uma medida essencial para recuperar a saúde, evitar o retorno da doença e o desenvolvimento de outro tipo de câncer. Todas essas informações são baseadas nos relatórios do Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF) e do Instituto Americano de Pesquisa em Câncer (AICR), entre outras. Segundo uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) o risco de desenvolver câncer de mama é maior em mulheres com excesso de gordura corporal no abdômen na pré e na pós-menopausa. Com base nessa mesma pesquisa, constatou-se que a chance de desenvolver o câncer de mama cai de 74% para 49% em pessoas com um estilo de vida saudável. Uma alimentação adequada irá ajudar a regular o metabolismo e os níveis de hormônios, como a insulina. Por outro lado, uma alimentação rica em açucares e produtos industrializados pode desregular as funções e os hormônios do corpo, levando a alterações que favorecem o câncer. O câncer é uma doença complexa e multifatorial. Da mesma forma que não há uma só causa, a cura também deverá ser alcançada por um conjunto de fatores. Sendo assim, não existe um alimento de forma isolada que possa cura-lo, o que existe são evidências de que uma alimentação saudável auxilia na prevenção e no tratamento. Porém, é bem verdade que alguns fatores podem estimular o surgimento e formação do câncer, como os refrigerantes, os mesmos contém 4-MI (4-metil-imidazol), composto encontrado nos corantes presentes e classificado como possivelmente cancerígeno pela Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), da Organização Mundial da Saúde (OMS). Da mesma forma, não é indicado aquecer alimentos ou adicioná-los quentes a recipientes plásticos, pois os mesmos podem liberar substâncias nocivas com potencial de causar câncer. As dicas de hábitos saudáveis para prevenir o câncer de mama são as mesmas para uma vida saudável: · Tenha uma alimentação rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais, feijões e outras leguminosas; · Evite alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas; · Beba bastante água; · Pratique atividade física. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P