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Marina Castro

O diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica, caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer por defeitos na secreção da insulina, na ação da insulina ou em ambas. A insulina é o hormônio responsável por levar o açúcar dos alimentos para dentro das células, para assim serem transformados em energia. O Dia Mundial do Diabetes é 14 de novembro (ontem) e foi criado em 1991 pela International Diabete Federation (IDF) junto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), devido ao crescente e constante aumento nos números de pessoas diagnosticadas pelo mundo. Atualmente cerca de 13 milhões de pessoas já foram diagnosticas com diabetes no Brasil e convivem com a doença. Porém, muitos casos ainda não foram diagnosticados, o que favorece o surgimento de complicações para a saúde a longo prazo. Em 2017, o tema da campanha é “Mulheres e Diabetes: nosso direito a um futuro saudável”. Segundo o Ministério da Saúde, só na última década, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 1 e 2 no Brasil subiu 61,8%. E 1 em cada 10 mulheres estão diagnosticadas com a doença, sendo esse público, o mais afetado. Segundo especialistas, o sedentarismo e a obesidade são os principais causadores da enfermidade nessa parcela da população. Por que há mais casos entre as mulheres? Geralmente, a doença atinge pessoas com menos anos de escolaridade e acima dos 55 anos. Porém, mulheres com mais de 35 anos com obesidade abdominal (circunferência da cintura acima de 88 cm), hipertensão e triglicérides elevados são o público com maior risco de desenvolvimento da doença. Principais tipos de Diabetes Mellitus Diabetes Tipo 1 (DM 1) Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue. Entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença possuem a DM 1. Diabetes Tipo 2 (DM 2) O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia. Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose. Diabetes Gestacional Ocorre durante a gestação, podendo ou não ser transitório. Acontece devido aos homônimos da placenta que podem levar a um nível elevado de açúcar no sangue. Após o parto as taxas de glicose no sangue tendem a voltar ao normal, mas os cuidados devem ser mantidos, mulheres que apresentaram diabetes gestacional apresentam um maior risco de diagnóstico de DM 2 no futuro. Como prevenir? A única forma de diabetes passível de prevenção é o tipo 2. Mas com as dicas a seguir é possível conviver bem e tratar as outras. · Saia do sedentarismo e coma em quantidades e qualidade adequadas, evitar o excesso de peso é imprescindível; · Evite carboidratos refinados e de alto índice glicêmico. Prefira os ricos em fibras, priorizando verduras e legumes; · Inclua boas fontes de gordura na sua alimentação como, oleaginosas, sementes e azeite; · Consuma frutas in natura, de forma moderada; · Faça uso de temperos naturais; · Evite: Pães brancos, doces em geral, frituras, alimentos ultraprocessados, refrigerantes e bebidas alcoólicas. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
As frutas em geral estão presentes em modelos de planos alimentares saudáveis e equilibrados, são ricas em fibras que auxiliam no processo de saciedade e consequentemente, de emagrecimento. Enquanto a maioria delas é rica em carboidratos, o abacate é composto, em maior parte por gorduras, o que por muitos anos, foi motivo de terror entre a população. Esqueça isso! O abacate é saudável, além de muito versátil, podendo compor pratos doces e salgados. O que não faltam são motivos para incluí-lo na sua alimentação e melhorar sua saúde. Em média, 100g da polpa do abacate (5 colheres de sopa amassado), fornece 161 calorias, 15,3 g de gorduras, 7,4 g de carboidratos, 1,9 g de proteínas e 4,1 g de fibras. Percebemos assim, que o abacate não é uma fruta com baixas calorias. O seu diferencial está na qualidade dessas calorias, quase 70% das gorduras encontradas no abacate são monoinsaturadas, a maioria de ácido oleico, e o restante é composto por gorduras poli-insaturadas (ômega-6 e ômega-3) e saturadas (ácido palmítico). Essas gorduras são fundamentais no controle do colesterol e na redução dos níveis de triglicérides no sangue. Por isso, o abacate é indicado para o tratamento e prevenção de doenças cardiovasculares. Entre outros benefícios: O abacate aumenta a absorção de carotenoides: O abacate potencializa a absorção de carotenoides de 2 a 6 vezes, quando comparado a uma refeição sem abacate. Além de melhorar a conversão dos carotenoides em vitamina A. Melhora o estado de inflamação: Os componentes do abacate, como as gorduras monoinsaturadas, fitoesteróis, vitaminas E e C, além dos carotenoides, ajudam a combater a inflamação. Diminui o estresse: O abacate contém glutationa, que é uma substância que reduz os efeitos do cortisol, hormônio conhecido por ser o responsável pelo estresse. O excesso de cortisol também pode ser responsável pela dificuldade no processo de redução de peso. Ajuda na perda de peso: Um estudo publicado no Nutrition Journal mostrou que pessoas que comeram metade de um abacate junto com o almoço apresentaram 40% menos fome algumas horas depois. O abacate é rico em fibras, conferindo assim ao paciente uma maior saciedade e reduzindo os picos de glicose, cuja consequência, após o armazenamento da glicose como glicogênio ou gordura, é o desencadeamento de mais fome. Controle do Colesterol: O abacate é rico em gordura mono e poli-insaturadas, essas, proporcionam um aumento no HDL colesterol (colesterol bom), e a redução do LDL colesterol (colesterol ruim). O abacate também reduz a quantidade do hormônio beta-sitosterol, sendo capaz de inibir a absorção do colesterol dietético. Rico em nutrientes: Contém vitamina K, folato, vitamina C, potássio, vitamina B5, vitamina B6, vitamina E. E ainda pequenas quantidades de magnésio, manganês, cobre, ferro, zinco, fósforo, Vitamina A, B1 (Tiamina), B2 (Riboflavina) e B3 (Niacina). Não contém sódio e pouca gordura saturada. Motivos para consumir não faltam, teria que criar um site exclusivo só para falar do abacate. Além de delicioso ele combina com inúmeros alimentos, tudo vai depender da sua forma de preparo, basta usar sua criatividade. Se você ainda não consumia abacate, seja por não gostar ou pelo medo das gorduras, aconselho a adiciona-lo ao seu hábito alimentar, experimente de outra forma, o que não faltam são receitas na internet cheias de sabor, você só tem a ganhar! Mas lembre-se, equilíbrio e moderação, sempre. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Novembro chegou e junto com ele, a conscientização e a discussão sobre a prevenção do câncer de próstata. Segundo a Associação Saúde da Próstata, entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer, estão: idade superior a 65 anos, história familiar da doença, sedentarismo, sobrepeso, obesidade e alimentação inadequada. Porém a alimentação é considerada importante não só na prevenção, mas também no tratamento. Prevenção Estudos trazem o licopeno como um importante antioxidante com papel protetor. O licopeno é encontrado em alimentos como tomate, goiaba vermelha, melancia, entre outros. É ele o responsável pela cor vermelha desses alimentos. Estudos realizados na Universidade de Harvard (USA) demonstraram que os homens que apresentavam grande quantidade de Licopeno na sua dieta mostraram menor risco de desenvolverem câncer de próstata. O consumo de ácidos graxos não saturados de cadeia longa, encontrados em óleos de peixes, sobretudo o salmão, e os flavonóides e os isoflavonóides que existem na soja, frutas, legumes, chá e vegetais também previnem o aparecimento de tumores do câncer de próstata. Outro fator benéfico é a exposição regular ao sol, pois a vitamina D é considerada inibidora da multiplicação de células cancerosas. Por outro lado, carnes processadas, alimentos industrializados e bebidas alcoólicas, devem ser evitados. Prevenir o excesso de peso é essencial na prevenção não só do câncer de próstata, mas de inúmeras outras enfermidades. Tratamento Pacientes que passam por radioterapia, podem ter problemas intestinais, como diarreia e constipação. A hidratação se apresenta com um papel fundamental. Na diarreia, devem ser evitados, leite de vaca e derivados e alimentos ricos em fibras (pães e cereais integrais, frutas com casca). Já na presença de constipação, o paciente deve aumentar o consumo das fibras. A quimioterapia diminui a imunidade do paciente, dessa forma, além de problemas intestinais o mesmo também pode apresentar outros efeitos como falta de apetite, mucosite (inflamação que pode levar a lesões na língua e boca), náusea e vômito. Os pacientes devem evitar comer, sushi, carne crua e tudo o que possa apresentar algum risco de contaminação, para evitar complicações, como diarreia. O enjoo durante o tratamento é muito comum, bolachas, gelo, torradas e gengibre podem ser usados para diminui-lo, uma boa opção são as balas de gengibre. As refeições devem ser fracionadas, fazendo-as geralmente de 3 em 3 horas. Pacientes em tratamento geralmente não suportam uma grande quantidade de comida de uma só vez. Adote uma alimentação saudável, pratique atividade física regular, mantenha seu peso adequado, cuide-se, é muito mais que só comida, é saúde. Prevenir continua sendo o melhor remédio! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Ao longo do dia somos expostos a inúmeras toxinas como agrotóxicos, medicamentos, poluição, conservantes de alimentos, fora as produzidas naturalmente pelo nosso corpo, geralmente em consequência do estilo de vida, como sedentarismo e poucas horas de sono. Com a correria do dia-a-dia, as pessoas não têm mais tempo para comer bem, ou pelo menos, não colocam isso como prioridade em suas vidas. E isso, somado aos outros fatores já citados, contribui para o aumento das toxinas presentes no nosso organismo. O Suco Detox é produzido através de alimentos naturais, ricos em fibras, vitaminas e minerais. O nome "Detox" vêm, de desintoxicação. A ideia é auxiliar o fígado (órgão mais importante no processo de limpeza do organismo) a eliminar as toxinas, transformando-as em substâncias que serão excretadas pela urina, fezes e bile. Ao promover essa limpeza o processo de diurese e emagrecimento será facilitado. Quais os benefícios? O consumo regular do Suco Detox pode trazer vários benefícios, pois o mesmo age como diurético reduzindo o inchaço e a celulite. Melhora o sistema digestivo, devido à grande quantidade de fibras. É antioxidante, previne o envelhecimento precoce da pele. Melhora o sono e a memória, estimula o funcionamento do sistema imunológico e aumenta a disposição. Também pode haver melhora em sintomas como enxaqueca e mudanças repentinas de humor. Mas tudo irá depender dos ingredientes utilizados na preparação. O Suco Detox emagrece? O suco auxilia no processo de emagrecimento. Sozinho ele não fará milagres. É necessário a pratica de atividade física, como também, manter uma dieta equilibrada. O suco apresenta uma grande quantidade de fibras, consumido sem coar, aumenta a saciedade e diminui o consumo de alimentos. Quais as contraindicações? Para pessoas com hipotireoidismo o consumo do Suco Detox verde deve ser feito com moderação, pois folhas verde-escuras podem interferir no funcionamento da tireoide. Da mesma forma, pessoas que fazem uso de anticoagulantes, pois as folhas são ricas em vitamina K, que é um coagulante natural. Não deixem para recorrer aos Sucos Detox após períodos de festa ou eventos, ou quando estiverem desesperados para emagrecer de forma imediata. Lembre-se, o emagrecimento é consequência da desintoxicação, não o contrário. O que não faltam são receitas disponíveis de Suco Detox, cada uma, com ingredientes e benefícios diferentes. Mas não esqueça, prepare-os com alimentos naturais e orgânicos, afinal, você quer eliminar toxinas, não as consumir. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Feriadão está chegando e junto com ele os churrascos entre família e amigos. Quem não gosta, né? Seja pelo ambiente ou até mesmo pela comida, o churrasco é um momento de alegria e socialização. Mas a dieta por muitas vezes pode te fazer ficar em casa e perder toda a diversão. Pare já com isso! A boa notícia é que é sim possível conciliar o churrasco com a sua dieta, basta aprender a fazer trocas inteligentes, reduzir o consumo de certos ingredientes e optar por outros mais saudáveis. E claro, não exagerar! Segue algumas dicas para aproveitar o churrasco sem culpa e sem detonar a sua dieta: 1º - Não vá para o churrasco com fome ou em jejum. Ir de barriga vazia vai te fazer devorar tudo o que vê pela frente. Afinal, a variedade é grande. Faça um lanchinho antes de sair de casa, um iogurte com aveia e chia ou até mesmo uma porção de fruta, são boas opções; 2º - Não deu tempo comer nada em casa? Ok! Comece então pelas saladas. Nem que seja um vinagrete. Porém, as de maionese devem ser evitadas. Se possível, leve os ingredientes de casa, prepare a sua e consuma enquanto a carne assa; 3º - Evite ao máximo ingerir bebida alcoólica. Lembre-se que você está em um processo de reeducação alimentar. Abicar de algumas coisas faz parte e é essencial para o sucesso; 4º - Prefira carnes magras: frango, fraldinha, miolo da alcatra, maminha, lombinho de porco são boas opções; 5º - Retire a pele do frango e a gordura visível da carne. Gordura saturada em EXCESSO vai direto para suas artérias; 6º - Corra de linguiças e embutidos, eles são cheios de conservantes e muitas gorduras. Evite também o pão de alho; 7º - Evite exagerar na quantidade de arroz e farofa. Escolha apenas um dos dois como acompanhamento e maneire; 8º - O excesso de sal vai te fazer reter líquido e acordar inchado no dia seguinte. Maneire o uso e tome bastante água no dia; 9º - Não exagere na quantidade de carne. Uma porção do tamanho da palma da sua mão com dedos fechados é o ideal; 10º - Aposte em frutas assadas como sobremesa. O abacaxi é uma ótima opção que ainda irá te ajudar na digestão das gorduras. Para quem está de dieta, o ideal é que eventos como um churrasco não ocorra toda semana. Uma vez por mês já está de bom tamanho, mas seguindo dicas como as descritas aqui, é bem possível consumir mais vezes. Você é responsável pelas suas escolhas e elas refletem diretamente na sua saúde. Não é preciso privar-se da companhia de pessoas queridas por causa de dieta alguma, basta equilibrar. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Uma das perguntas mais comuns ouvidas no consultório, o que comer antes e após o treino é uma dúvida frequente dos pacientes e com muitos víeis. A resposta vai depender do objetivo de cada um. Como já disse aqui trilhões de vezes, seu plano alimentar é só seu. Seu pré e pós treino fazem parte dele e dessa forma, estão inseridos em todo o contexto do seu dia-a-dia. Mas algumas dicas podem ser seguidas: ALIMENTAÇÃO PRÉ TREINO O pré treino é uma refeição feita para fornecer energia e auxiliar no desempenho durante a atividade física. Nesse caso, é indicado o consumo de carboidratos de boa qualidade e algumas proteínas. Os carboidratos vão agir evitando o catabolismo muscular, ou seja, a perda de massa magra, e contribuir para o rendimento do atleta. Porém, não é aconselhado consumir muitas fibras, pois elas demoram mais a serem digeridas e podem atrasar o processo. A alimentação pré treino pode acontecer entre 1h e meia até 40 minutos antes do treino, tudo dependerá do que foi consumido. Alimentos sólidos demoram mais tempo para serem digeridos, já alimentos líquidos, são digeridos de forma mais rápida. Porém, todas as refeições consumidas no seu dia influenciarão no seu desempenho. Se o treino acontece pela manhã cedinho, os alimentos consumidos na noite anterior influenciarão também! Por isso, manter as refeições em horários regulares é tão importante. Alimentos termogênicos naturais como: gengibre, canela, cafeína e o chá verde, também são boas opções para incluir antes de um treino. Os mesmos, são de rápida absorção e ajudam a acelerar o metabolismo, queimando calorias de forma mais rápida. Porém, como tudo na vida, o excesso deve ser evitado. Aposte em pães integrais, arroz integral, batata doce, salada de frutas, iogurte ou açaí acompanhados de grãos (linhaça, granola, aveia). Banana, queijo e ovos também são opções. Claro, respeitando a individualidade, horários e objetivos de cada um. ALIMENTAÇÃO PÓS TREINO No pós treino, cada organismo responde de forma diferente. Já ouvi relatos de pessoas com uma fome de leão. Da mesma forma, alguns simplesmente não sentem fome alguma. E tudo isso deve ser levado em consideração antes de escolher o pós treino ideal. Nesse momento, seu organismo está carente de nutrientes, vitaminas e minerais, o que o torna uma esponja. Por isso, o cuidado com a alimentação deve ser dobrado. Tudo que for consumido, será absorvido rapidamente, pois é preciso repor o que foi perdido. O momento é de recuperação muscular. Por isso, o ideal é apostar principalmente nas proteínas. Apesar de preferir refeições completas com carboidratos, boas fontes de gordura e se possível, algum vegetal. Mas assim como o pré treino, "n" fatores irão interferir nessa escolha, desde a hora do treino, até o local onde esse alimento será consumido. Invista em carnes magras, ovos, castanhas, peixes, iogurte e abacate, essas sempre serão boas escolhas. Um grande mito no pós treino, é achar que o uso dos suplementos proteicos são essenciais para construção e recuperação muscular. O que não é verdade! Os suplementos são indicados em casos onde a quantidade de proteína diária não está conseguindo ser atingida apenas pela alimentação. Seja por falta de tempo ou qualquer outro fator que impeça o paciente de consumir todos os nutrientes apenas através dos alimentos. Alimentação e atividade física são duas irmãs inseparáveis. Só através das duas é possível alcançar resultados positivos e duradouros. A receita para uma vida saudável é simples: Coma bem, mastigue devagar, beba bastante água, pratique exercícios e durma, descanso também faz parte do processo. Leve isso para sua vida. O equilíbrio e bons hábitos são o verdadeiro segredo do tão sonhado, corpo perfeito! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
As gorduras ou lipídios representam em média 34% de toda dieta consumida por nós, seres humanos. Fornecem, 9 Kcal de energia por grama. E toda gordura que não é utilizada rapidamente pelo nosso corpo é armazenada nas células adiposas. E é essa capacidade de armazenar grande quantidade de gordura por longos períodos, que nos torna capazes de sobreviver, estando privados de alimentos. Mas não só isso, a gordura é essencial para a digestão, absorção e transporte de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K), além de melhorar o sabor e consistência dos alimentos. As gorduras podem ser divididas basicamente em três grupos: Saturadas, insaturadas e trans. Gordura saturada: É a gordura encontrada principalmente em alimentos de origem animal. A mesma contém colesterol, e o seu EXCESSO está intimamente relacionado com doenças cardiovasculares. Atualmente existe uma grande discussão sobre a real influência das gorduras saturadas na saúde. Mas hoje, trabalharemos com as atuais diretrizes, onde é recomendado que menos de 7% do total de gordura da dieta, seja de gordura saturada. Mas sem neura, dá para comer leite integral e ovo, sim! Gordura trans: Gordura encontrada em pouca quantidade de forma natural, a maior parte é produzida artificialmente pela indústria alimentícia. Seu consumo vem sendo associado ao aumento do risco de doença arterial coronariana. O termo gordura boa é geralmente atribuído as gorduras instauradas, pelos benefícios associados ao seu consumo. Essas, são divididas em poli e monoinsaturadas. Apresentam consistência líquida em temperatura ambiente. As gorduras poli-insaturadas são encontradas principalmente nos óleos vegetais, auxiliam na diminuição dos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue. Os mais conhecidos são os ômegas 3 e 6. · Ômega 3: É encontrado em peixes, sementes como chia e linhaça, além de oleaginosas. É anti-inflamatório. Ajuda no combate a depressão e a ansiedade. · Ômega 6: Presente principalmente em óleos vegetais. Age na síntese hormonal e auxilia no funcionamento adequado do sistema imunológico. As gorduras monoinsaturadas são as atribuídas a diminuição do risco de doenças cardíacas. Estão presentes no azeite de oliva, abacate e amendoins. São responsáveis pela diminuição do colesterol ruim (LDL) e aumento do colesterol bom (HDL). O medo das gorduras ainda é muito comum entre a população em geral, porém desnecessário. Como visto anteriormente as mesmas são essenciais e muito importantes para o nosso organismo. Acrescente-as a sua dieta habitual, existem vários alimentos ricos em gordura e benéficos para nossa saúde, como: Abacate, azeite, ovo (sim, ovo!), castanhas, chia, linhaça, peixes gordos e azeitonas. Evite produtos industrializados, esses, são ricos em gorduras trans, e não há discussão, são prejudiciais à saúde do seu coração. Dietas Low carb High fat (baixo carboidratos e alto teor de gordura) estão em alta. Mas cuidado, apesar de alguns estudos mostrarem seus benefícios, não comece uma dieta dessas sozinho. Inúmeros fatores são levados em consideração antes da indicação da mesma. Procure um profissional! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Apesar de não haver uma definição única, o peso flutuante ou efeito sanfona, como é popularmente conhecido, afeta em média 10 a 40% da população ocidental. E nada mais é que o ato de emagrecer e engordar repetidas vezes. Geralmente acontece depois de um período de dieta muito restritiva, onde o principal objetivo é a perda de peso rápida. Na grande maioria das vezes não houve uma reeducação alimentar, e logo após o término da dieta, os velhos hábitos retornam e junto com eles os quilinhos perdidos nas semanas anteriores. E apesar de parecer inocente, traz grandes consequências para o seu organismo. Durante o emagrecimento rápido, hormônios como a leptina (produzida pelo tecido adiposo) e a grelina (produzida pelo estômago) são acionadas, mandando mensagens de alerta ao cérebro. O seu organismo entende que está passando por um processo de inanição e como consequência disso, seu metabolismo desacelera e queima menos gordura, pois entende que é preciso armazenar energia. O cérebro interpreta a perda de peso rápida como uma ameaça e contra-ataca tentando recuperar o peso perdido. Ao engordar você não só aumenta o tamanho das suas células de gordura, aumenta também o número delas. No processo de emagrecimento, essas células não são eliminadas, apenas desincham, o que futuramente facilitará o ganho de peso. Além disso, ao emagrecer, principalmente de forma errônea e sem atividade física, seu corpo não perderá apenas gordura, mas também massa magra e água. Porém, ao recuperar o peso, apenas a gordura será recuperada, e o resultado disso, será observado na sua composição corporal, com um alto percentual de gordura e baixa massa magra, e isso, muitas vezes não é observado apenas a olho nu ou pelo IMC (Índice de Massa Corporal). E é daí para pior, o efeito sanfona é associado ao aumento do risco para a síndrome metabólica, que é um conjunto de condições que levam a um maior risco de acidente vascular cerebral, diabetes e doença cardíaca. E também com a redução da qualidade de vida, independente do IMC. Além de resultados fisiológicos e psicológicos desfavoráveis, incluindo efeitos sobre a taxa metabólica, função imunológica, devido à má nutrição. E baixa autoestima, pois pode causar estrias, celulites e aumentar a flacidez da pele. A solução é clichê, mas garanto que funciona. Equilíbrio. A reeducação alimentar é um processo lento, porém definitivo, que além de evitar inúmeros danos a sua saúde, vai te ajudar a obter o tão sonhado peso ideal. Não caia nas dietas da moda. Não acredite em chá, shakes e cafés milagrosos. Procure um profissional, só ele possui capacidade para te orientar da melhor maneira possível. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Bastante comentado pelas blogueiras de plantão, o óleo obtido a partir da poupa do coco fresco e maduro, vem sendo bastante utilizado não só na alimentação, como também para fins cosméticos. Apesar de não ser um produto de origem animal, o óleo de coco apresenta em sua composição, mais de 80% de gordura saturada, sendo em sua maioria, ácidos graxos de cadeia média.  Extremamente utilizado para perda de peso, o óleo de coco também vem sendo associado a prevenção de doenças crônicas e neuro-degenerativas, dislipidemia, bem como para imunomodulação e tratamento antimicrobiano. E não é difícil encontrar nos sites por ai, os inúmeros benefícios desse óleo. Basta colocar no Google "óleo de coco" e chuva de informações sobre esse "santo milagroso" surgirão para você. Mas realmente, o que se sabe sobre esse óleo?  - Quando o assunto são doenças crônicas: Comparando o óleo de coco a outros óleos vegetais com menos gordura saturada, uma recente pesquisa mostrou que ele aumenta o colesterol total e particularmente o LDL (colesterol ruim) o que contribui para um maior risco cardiovascular; - Efeito antimicrobiano e imunomodulador: Não há estudos clínicos demostrando esses efeitos. Desta forma, faltam ainda evidências suficientes para recomendar o uso do óleo de coco como agente antimicrobiano ou imunomodulador; - Tratamento de doenças neuro-degenerativas: Não exitem estudos até o momento que associem o óleo de coco com a função cerebral de indivíduos saudáveis ou portadores de alteração cognitiva. Como também, não existem evidências clínicas de que o óleo de coco possa ser utilizado no tratamento ou prevenção doenças neuro-degenerativas, como o Alzheimer; - Emagrecimento: O número de estudos relacionando o óleo de coco ao emagrecimento são poucos e controversos. Não havendo evidências suficientes para concluir que o consumo de óleo de coco leve à redução de adiposidade. Com base nessa ausência de estudos e considerando que o excesso de gordura saturada está intimamente ligada ao risco de doenças cardiovasculares, segundo a Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), o uso do óleo de coco não é recomendado para: Tratamento de obesidade, prevenção ou tratamento de doenças neuro-degenerativas, antimicrobiano e imunomodulador.  A internet é um meio de informação maravilhoso, mas precisamos aprender a filtrar essas informações. Principalmente quando o assunto é saúde. Nutrição é com Nutricionista!! Procure o seu e se informe.  Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Estamos na Semana Mundial do Aleitamento Materno, e nada mais justo do que trazer para essa coluna a amamentação como tema principal. Segundo a OMS, no Brasil apenas 38,6% dos bebês recebem aleitamento materno exclusivo pelo menos até os 5 meses de idade. Quando é considerado a amamentação até um ano, a taxa sobe para 47%, mas apenas 26% das crianças recebem o aleitamento até os 2 anos de idade. No mundo, apenas 23 países superam a taxa de 60% de amamentação exclusiva nos 6 primeiros meses. A OMS analisou a amamentação em 194 países. Amamentar é um ato natural de todos os mamíferos e é a melhor forma de alimentar e proteger os bebês nos seus primeiros meses de vida. O colostro, como é chamado o primeiro leite produzido pela mãe, horas a pós o parto, é considerado a “primeira vacina”, pois contém proteínas e anticorpos que não conseguiram atravessar a barreira da placenta. Mas infelizmente, mesmo quando a mãe quer amamentar, existem muitas dificuldades e mitos que podem impedir que isso aconteça. - Um deles é o famoso “leite fraco”, ele não existe, mesmo quando a mulher tem algum grau de desnutrição, o leite consegue ser adequado para o bebê. - Bebê gordinho deve mamar menos, isso também não existe, o sobrepeso do bebê nessa fase se dá devido a outros fatores, sejam eles genéticos, biológicos ou endócrinos.   Amamentar não é um conto de fadas, claro que algumas mães tem mais facilidade que outras, mas geralmente a maioria passam por alguma dificuldade, como: - Empedramento das mamas, que geralmente é causada pelo excesso de leite e pode dificultar a pega do bebê, levando a muito dor. Uma dica é retirada do leite antes da mamada e o uso compressas quentes após e frias no intervalo entre as mamadas. - Mastite, uma inflamação na mama causada por bactéria a partir de rachaduras, levando a muita dor, febre e desconforto, podendo causar formação de um abcesso. Nesse caso, o tratamento é feito com antibiótico e um médico deve ser procurado, a amamentação deve ser suspensa. - Insuficiência de leite, a baixa produção de leite pode deixar o bebê com fome, mas isso deve ser avaliado pela baixa frequência de urinas ou curva de crescimento, e se comprovada, a amamentação deve ser complementada e não substituída completamente. Mas tudo isso tem uma causa nobre, o leite materno traz inúmeros benefícios para mãe a para o bebê, como: Contato bebê-mamãe: Que controla a ansiedade e o estresse materno e tranquiliza o bebê, o deixando mais seguro; Fortalecimento da imunidade: O leite  materno contém células de defesas e fatores anti-infecciosos capazes de proteger o organismo do bebê; É o melhor alimento para o intestino: Pois contém enzimas já conhecidas pelo organismo do bebê, diferente do leite de vaca e dos artificiais, que podem levar a alergia; Diminui os riscos de alergias futuras: O esforço para sugar o leite pode ajudar no desenvolvimento dos pulmões do bebê, fortalecendo o órgão contra alergias; Evita cólicas: Pois as proteínas do leite materno não fermentam tanto quanto as demais, dessa forma, produzem menos gazes evitando as cólicas; Entre outras, diminui os risco de doenças crônicas futuras, como a obesidade, ajudar no desempenho cognitivo e no desenvolvimento da arcada dentária. E nada melhor para uma mãe que vê o seu bebê bem, não é? Lembrando que é muito importante o cuidado com a alimentação enquanto estiver amamentando, pois indiretamente o bebê também estará consumindo a mesma coisa que a mãe. O consumo de líquidos é muito importante, pois ajuda no aumento da produção de leite. Evitar comidas industrializadas e muito temperadas, procurar comer carne vermelha de duas a três vezes na semana e feijão todos os dias. Expor os seios ao sol também ajuda a fortalece-los e a evitar rachaduras. Atenção! Até o seis meses de idade o bebê deve receber aleitamento materno EXCLUSIVO, nada de frutinhas, sucos, chás ou água. O leite é tudo que o bebê precisa nessa fase. A mãe deve se alimentar bem para passar sempre o melhor para seu filho (a). Se você já é mãe, está grávida ou pretende, te digo, na prática a teoria é sempre outra, mas bem orientandos evitamos muito sofrimento. Procure um profissional capacitado. Você não está sozinha! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P