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história e poesia

Quando paro e penso no que vivi, percebo o quanto sobrevivi por muitos anos. Morta para os meus sonhos, minhas vontades e meus anseios, quantos planos que não coloquei em prática movida por um medo de ser feliz. Muitas pessoas quando olham para mim dizem que pareço uma menina extrovertida. Mas o interessante é que essa menina não estava comigo na infância. Existia outra em seu lugar, uma cheia de melancolia, abatida, envergonhada e ingênua que não conseguia enxergar a maldade no coração das pessoas. Mas eu cresci e realizei vôos de adultos. Mas aquela menina teimava em ficar em mim, lembrando o quanto eu deixei de viver e ser feliz. Será que ainda dá tempo de realizar o que sempre esteve no meu coração? O tempo está passando e ele trás consigo grandes responsabilidades. Hoje já não sei o que quero, mas sei o que espero. Espero viver um grande amor recheado de carinho e razão, a minha razão desajuizada, que me leva seguir numa estrada a procura da tal felicidade vivida com liberdade. Foto: Pacífico Medeiros Solange Santos - Comunicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN – Poetisa nas horas da vida
Ainda lembro com saudades do meu tempo de escola. Lápis e papel na mão, olhos atentos, ouvidos abertos, livros cheirando a cola. O professor era autoridade que obedecíamos com medo e receio. Um ser iluminado e admirado, que era tratado com todo respeito. Os pais eram conscientes, que papel de professor era de instruir seus filhos, disciplinando para serem adultos inteligentes. O Hino Nacional era tocado e com toda reverência era idolatrado. Um momento de magia, onde o amor à pátria virava euforia. Hoje me pergunto o que fizeram com a escola. Professor não é mais autoridade, o respeito e os livros foram jogados fora. Uma geração que tem aprendido com a tecnologia programas eficientes. Mas que não sabe tratar o próximo como gente. Um grito de clamor ecoa pelo ar. Salvem nossos jovens e os ensinem a estudar. Respeitem os professores pois eles te farão doutores. Foto: Pacífico Medeiros Solange Santos – Comunicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN – Poetisa nas horas
Houve um tempo em que tudo virava uma brincadeira. Papel, caneta e até um espelho virava uma câmera de vídeo. Houve um tempo em que o mundo cor de rosa escureceu, dando lugar a medos, traumas e desilusões. Houve um tempo em que se acreditou que a morada no Castelo de princesa era possível e que todas as histórias terminavam com um final feliz. Houve um tempo que crescer foi preciso. De reconhecer que a vida é frágil. Que num instante o que era pra sempre pode durar só um momento. Chegou o tempo de não olhar mais para o tempo passado, nem o futuro. Hora de olhar para o tempo presente. Ser você mesma. Não ter vergonha de mostrar as marcas que o tempo passado deixou. Simplesmente ser você num tempo de mudança interior. Sorrir quando sentir vontade e chorar quando não for mais possível esconder a dor. Vamos viver o tempo, no tempo, enquanto há tempo. Fotos: Pacífico Medeiros Comunicóloga graduada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN - Poetisa nas horas da vida.