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Reta final da Copa da Rússia, tantas surpresas, desilusões, felicidades e resultados que tornam a competição em pura história. Mesmo com a fatídica eliminação brasileira, a impressão que fica, além das saudades de viver cada minuto emocionante dos jogos, é que temos lições a aprender, táticas a se observar e, até o momento, também já temos um campeão definido. Nas vitórias e nas derrotas, sempre elegemos heróis e vilões. Você, caro (a) leitor (a), sei que elegeu os seus na seleção brasileira rs. Assim como eu, que a cada partida enxerguei nossos pontos altos e baixos, vi os perigos nos jogos adversários, mas desde o início notei quem seria o campeão. Silenciosamente, assisti ele jogar, definir as jogadas, ser preciso quando podia e não podia. E deixa eu te falar, é um campeão improvável! Devo estar te “agoniando” por não dizer quem levantará a taça. Mas é que o campeão que eu me refiro não é um vencedor de batalhas dentro de campo, nem de gols incríveis, nem de táticas que dão nó em quem vier pela frente. Infelizmente, é um campeão que superou todas as nossas expectativas, mas para o pior. É mais do que a derrota da seleção, pois também tira as nossas esperanças se ele assim continuar jogando. O campeão da Copa do Mundo de erros se chama arbitragem de vídeo, carinhosamente chamado de VAR. Não queria dizer isso, pode acreditar. Me dói bater de frente com uma tecnologia que veio na tentativa de ajudar, de solucionar as falhas humanas que interferem nos resultados. Mas é aí onde mora o problema: no time chamado arbitragem de vídeo, o artilheiro ainda é o humano que bate a cabeça com as regras, insiste em errar tendo um novo braço a seu favor. Concorda que nessa Copa tivemos bom futebol? Tivemos equipes em alto padrão, jogando o fino da bola e outras se autosuperando? Aposto que você também sentiu um frio na barriga quando esperou o árbitro olhar lá na “tvezinha” se foi pênalti, impedimento ou falta. A grande verdade é que a bola no pé brilhou, encantou nossas tardes e manhãs, mas o apito na boca e o olhar no vídeo deixou a desejar. Trouxe um campeão de erros, que se assim continuar, pode acabar sendo como um chute sortudo de longa distância, que passa rapidamente, marca a dor da derrota e a felicidade da vitória, mas é só. Gostaria, amigos e amigas, de voltar aqui nesta coluna para dizer que o VAR se olhou no espelho e corrigiu seus erros, calando a boca dessa pessoa que vos fala rs. Mas, neste momento, insisto: o campeão da Copa do Mundo da Rússia já é o VAR. Pelo egoísmo para consertar os próprios erros, pela falta de senso ao não seguir rigorosamente os novos critérios, pelo salto alto de alguns árbitros autossuficientes. Nenhum time de futebol é tão prepotente assim para, durante a partida, não enxergar seus pontos. erros e tentar evoluir. Que sejamos humanos ou não, tecnológicos ou não, mas sejamos justos. O VAR ganhou essa taça, mas justo ele não foi. Larissa Maciel – estudante de jornalismo do curso de Comunicação Social da UERN