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equilíbrio alimentar

Olá, pessoas! Mais uma vez resolvi inovar e trazer algo mais específico para vocês. E para isso, nada melhor do que falar com quem entende do assunto e tem experiência na área. Convidei um amigo, também nutricionista para fazer essa coluna e explorar esse tema tão pedido e cercado de mitos. Paulo César, é nutricionista graduado pela Universidade Federal de Campina Grande, atualmente está cursando mestrado em Ciências Naturais e Biotecnologia (UFCG) e especialização em Nutrição Esportiva (FIP), ele realiza pesquisas na área de nutrição esportiva tendo como público alvo os atletas de diversas modalidades esportivas, como o jiu-jitsu brasileiro, handebol, fisiculturismo, corrida de rua, etc. Inicialmente agradeço o convite da minha colega nutricionista Marina Castro que me concedeu o espaço para eu falar, demonstrando evidências científicas, sobre um tema extremamente importante para os atletas, pessoas em geral que praticam esportes com fins estéticos e recreativos, e até mesmo para portadores de doenças cuja suplementação de creatina pode gerar efeitos benéficos. Então, o que é creatina? A creatina é uma substância com posta por 3 aminoácidos: Arginina, Glicina e Metionina. No nosso corpo ela é sintetizada principalmente pelo fígado, mas também nos rins e pâncreas, e seu armazenamento ocorre em maior quantidade no músculo. Essa substância pode ser encontrada nas carnes vermelhas e nos peixes, mas para obter a quantidade de ingestão diária recomendada (3-5g), seria necessário o consumo de 1kg de carnes ou peixe por dia, sendo a suplementação uma alternativa interessante. Creatina no exercício Sucintamente, para que a contração do músculo (levantamento de peso, por exemplo) aconteça, deve existir a quebra de uma molécula chamada ATP, infelizmente a quantidade de ATP é suficiente para fornecer energia por apenas 10 segundos, logo, para esta contração ser continuada por esta via, é necessário que mais ATP seja produzido, e é exatamente o fosfato de creatina que ajuda na reconstrução da molécula de ATP, que vai ser “queimada” novamente e servir de combustível para a contração muscular. Sabendo que a creatina ajuda no fornecimento rápido de energia, a suplementação deste composto pode gerar efeitos benéficos principalmente em esportes onde existem movimentos de alta intensidade e curta duração, a exemplo do futebol, musculação, vôlei, artes marciais, etc. Além do aumento da força e performance, um dos seus efeitos mais desejados por praticantes de musculação que buscam melhoria da estética é a hipertrofia muscular (aumento do músculo), função também bem documentada pelos estudos. Outras aplicabilidades Nos últimos anos, muitos estudos têm investigado e apontando potencias benefícios terapêuticos da suplementação de creatina em algumas doenças, como doenças neuromusculares (doença de Parkinson e distrofias musculares), doença cardíaca isquêmica, diabetes tipo 2, fibromialgia e artrite reumatoide, dentre outras. Outros estudos fornecem evidências de que pode haver um melhoramento do estado de saúde à medida que os indivíduos envelhecem e até mesmo efeitos benéficos no crescimento, desenvolvimento e saúde fetal durante a gravidez. É importante ressaltar que não é recomendado o uso sem a autorização de um profissional habilitado, pois a dose pode variar de acordo com a situação e objetivo da prescrição. Creatina causa insuficiência renal? Bom, não há evidências científicas sustentáveis de que esse composto possa gerar riscos a pessoas saudáveis, porém, aos indivíduos saudáveis que consomem regularmente esse suplemento, é recomendado que não ingiram uma quantidade maior do que 5g/dia e aos portadores de doenças renais, é necessário que haja cautela ao consumir este produto. Por fim... Recomendo que se você se interessou pelo tema e está curioso para saber mais detalhes a respeito da dosagem, tipos de creatina e horário de uso, dentre outras informações, procure um profissional habilitado para sanar suas dúvidas e ver se realmente há necessidade de utilização no seu caso. REFERÊNCIAS: - GUALANO, B. et al. Creatine in type 2 diabetes: a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Medicine & Science in Sports & Exercise, v. 43, n. 5, p. 770-778, 2011. - GUALANO, B. et al. Does creatine supplementation harm renal function?. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 14, n. 1, p. 68-73, 2008. - KREIDER, R. B. et al. International Society of Sports Nutrition position stand: safety and efficacy of creatine supplementation in exercise, sport, and medicine. Journal of the International Society of Sports Nutrition, v. 14, n. 1, p. 18, 2017.
Em tempos onde a obesidade se tornou um problema de saúde pública mundial, a insatisfação com o corpo não ficou apenas para quem tem alguns quilinhos a mais. Embora por muitas vezes sejam chamados de "sortudos", quem tem menos, também se incomoda e não se sentem tão felizes assim. É preciso saber diferenciar a magreza constitucional, onde o organismo consome praticamente toda a energia que é ingerida e acumula muito pouco na forma de gordura, da magreza patológica, que é a perca de peso sem motivo aparente e sem mudanças radicais nos hábitos alimentares, nesse caso, não é normal perder 5 kg em dois meses ou 3 kg em duas semanas. Por trás desse emagrecimento, pode estar um distúrbio hormonal, por exemplo, o hipertireoidismo, uma vez que o funcionamento excessivo da glândula tireoide faz a pessoa perder peso, mesmo que esteja comendo mais do que habitualmente. Não sentir fome por longos períodos também é sinal de alerta! É considerado magro, o indivíduo que possui o Índice de Massa Corporal (IMC) a baixo de 19 kg/m², mas a magreza começa a causar preocupação quando o IMC é menor que 17 kg/m². Magreza excessiva é preocupante pois significa que vários nutrientes importantes como vitaminas e proteínas, estão em déficit no organismo. Mas e aí, nutri, o que causa essa dificuldade em ganhar peso? Da mesma forma que a obesidade é uma doença multifatorial, essa dificuldade também pode estar relacionada a vários fatores determinantes: · Metabolismo: Algumas pessoas gastam mais calorias para manter o corpo funcionando, ou seja, para respirar, no funcionamento dos órgãos e para pensar. · Genética: Pesquisas apontam que fatores genéticos são responsáveis por 40% a 70% da definição do gasto calórico. Nesse caso, o corpo nasce programado para gastar mais energia ao realizar atividades. · Composição corporal: O percentual de massa muscular também influencia, quanto mais músculos, maior o gasto energético. · Enzimas: Em estudos feitos com camundongos, foi observado que os ratos que não possuíam a enzima MGAT2 eram capazes de consumir mais calorias do que os demais, sem engordar. E isso aconteceria devido a gordura consumida ser queimada ao invés de ser armazenada. Essa enzima também é encontrada em humanos. · Proteínas Desaclopadoras (UCPs): Naturalmente, os alimentos que consumimos podem ser armazenados sob a forma de gordura e músculo ou absorvidos sob a forma de energia. Estudos mostram que a quantidade de UCPs que absorvem em forma de energia e não deixam o alimento ser armazenado é maior nos magros do que nos obesos. · Alimentação: Por mais que alguns jurem de pé junto que não conseguem engordar, a causa muitas vezes é simplesmente o fato de não saber comer. Essas são só algumas das possíveis causas, a solução não é mágica, e não vai simplesmente cair no seu colo. Se você realmente tem dificuldade para ganhar peso, não saia simplesmente comendo tudo que é besteira em busca desse objetivo. Procure um profissional, juntos vocês vão descobrir de onde vem essa dificuldade e passar a resolver o problema. Quando o objetivo é esse, o ideal é aumentar o peso muscular, já que músculo pesa mais do que gordura. Mas não saia por aí buscando a perfeição, busque a sua melhor versão! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
É normal, sempre que começamos uma dieta a balança passa a ser nossa fiel companheira. Em busca de resultados esperamos ansiosamente pela diminuição do número ali exposto. O peso é conferido em jejum, depois de comer, antes de dormir, e pronto, a neura está instalada. "Eu não consigo, até água me engorda!!" Será mesmo? Perder peso não é a mesma coisa que emagrecer. E você pode sim, estar mais magro, sem necessariamente ter perdido peso. Mas como, nutri? Emagrecer, significa perder gordura corporal e ganhar massa muscular, mas isso a balança não irá registrar. Isso irá acontecer porque os músculos são mais densos e compactos do que a gordura. Por exemplo, um quilo de gordura ocupa mais espaço em nosso corpo do que um quilo de músculos irá ocupar. Já quando perdemos peso, a única certeza que temos é que o número na balança diminuiu, não importando o que foi perdido No emagrecimento verdadeiro perdemos medidas, diminuímos o percentual de gordura e aumentamos o percentual de massa magra, e isso tudo pode acontecer até mesmo com a balança demonstrando ganho de peso. O aumento da massa magra ainda irá aumentar as chances de perder gordura, pois os músculos consomem calorias o tempo todo. Quanto maior seu percentual de massa muscular maior a facilidade de perder gordura. Então, a dica é: Não se pese, esqueça a balança, seja a da farmácia, a da academia ou até mesmo a de casa. Procure um profissional e faça avaliações físicas completas e periódicas, só assim você irá descobrir se está realmente emagrecendo ou apenas mudando de número na balança! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
O ovo é um dos principais alimentos consumidos pelos brasileiros, mas devido ao colesterol presente em sua composição, ele foi visto como vilão durante muito tempo, e por esse motivo, muita gente ainda tem medo de colocá-lo no prato e isso vêm fazendo o seu consumo diminuir bastante. Mas o que não faltam são motivos para incluir o redondinho na sua alimentação: 1 – ALTO VALOR NUTRICIONAL: O ovo é um dos alimentos mais completos, rico em proteínas de alto valor biológico, sendo considerada a melhor entre as fontes alimentares. É fonte de vitaminas e minerais essenciais para o organismo como colina, B6, ácido fólico, ácido pantotênico, vitamina B12, vitaminas A, D e E além de cálcio, ferro, fósforo, zinco, tiamina. 2 – MAIOR SACIEDADE: As proteínas e a gordura presente nos ovos vão te manter saciado(a) por mais tempo. A gema do ovo contém gorduras mono e poli-insaturadas (gordura boa), que ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue, evitando picos de insulina que favorecem o aumento de apetite. 3 – BAIXO TEOR CALÓRICO: Ao contrário do que muita gente pensa, o ovo não é um alimento calórico. Uma unidade contém em média 6g de proteínas, 5g de gordura e apenas 70 kcal. 4 – EMAGRECIMENTO: Essa é consequência dos itens acima citados. Inclusive, estudos relacionam o consumo de ovos no café da manhã a melhora nas chances de perder gordura, quando comparado a pessoas que comeram fontes de carboidratos, como pães e cereais. 5 – ECONOMIA: Apesar de variar bastante de preço, o ovo ainda é um alimento de basto custo, quando comparado a outras fontes de proteína animal, sendo dessa forma, bastante acessível para toda a população. 6 – ATIVIDADE CEREBRAL: A colina presente no ovo é necessária para a síntese de fosfolípides e utilizada na síntese da acetilcolina, um neurotransmissor que ajuda na memória e na concentração. Estudos inclusive associam o nutriente a prevenção da doença de Alzheimer. 7 – ANTIOXIDANTES: O ovo possui dois importantes antioxidades, a luteína e a zeaxantina que juntas evitam que os radicais livres causados pelo estresse oxidativo causem danos aos nossos olhos. São muito importantes também para a pele, podendo prevenir até o câncer. Outros estudos associam esses antioxidantes com a redução do risco de catarata, efeito protetor contra aterosclerose (entupimento das veias com gorduras, colesterol e outros), prevenção do aparecimento e progressão de alguns tipos de câncer, além de evitarem outras doenças degenerativas. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Pelo menos uma vez na vida você já ouviu que beber água, suco ou refrigerante durantes as refeições “faz mal”. Uns dizem que engorda, outros que incha, que dificulta a digestão e até mesmo que faz comer mais. Outras pessoas já dizem que não, que não tem problema, e que isso é tudo mito. O que você acha? Mito ou verdade? Verdade!! Nosso estômago tem a capacidade de dilatar até 1,5 litros do tamanho normal. Quanto mais comida, mais ele dilata, ou seja, cresce. Nosso cérebro demora um certo tempo para receber a mensagem do estômago que ele está cheio, e que não precisa mais de comida. Porém, quando comemos muito rápido, essa mensagem demora a chegar ao cérebro e acabamos comendo mais que o necessário. E é aí que o consumo de líquido entra. Quando consumimos um copo grande de suco/refrigerante, além de dilatar o estômago, a informação que vai para o cérebro é de que o volume de alimento no estômago é ainda maior. Ou seja, aumenta a possibilidade da próxima vez você sentir mais fome. Mas tem mais, quando ingerimos muito líquido, a concentração de ácido clorídrico no estomago diminui, dificultando a digestão e diminuindo a absorção de nutrientes importantes. Podendo causar assim, aumento dos gases. Beber e comer é mais um hábito social, que uma necessidade propriamente dita. E se você usa o líquido para “empurrar” a comida, um hábito saudável e importante também está sendo prejudicado, a mastigação. O que nos faz voltar lá para cima. Porém, se as quantidades, tanto da comida, quanto do líquido forem moderadas, não tem problema. O consumo de até 200 ml de líquido não irá dilatar tanto o estômago, e dessa forma, a digestão, saciedade e a absorção dos nutrientes serão preservadas em condições normais. Mas o ideal mesmo é beber 30 minutos antes de comer e 40 – 60 depois da refeição. Porém se você é daqueles que defende que não consegue de jeito nenhum, comer sem beber, prefira água e lembre-se das quantidades. Evite refrigerantes e sucos industrializados. Se optar por um suco natural, prefira os com pouco ou sem açúcar. Mas atenção: Essa grande necessidade de consumir líquido junto com a refeição pode significar que a comida tem muito sal, fique atento, isso também é prejudicial para sua saúde. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
É geralmente assim que funciona: o aluno se escreve na academia, descobre o quanto a alimentação é importante para conseguir bons resultados e logo começa as pesquisar sobre preços e marcas de suplementos. O objetivo é o de sempre, resultado rápido. Mas será mesmo que é preciso tomar suplementos? Muita gente acredita que sim, e o pior, tem quem aposte, que sem eles, é impossível conseguir algum resultado, principalmente quando falamos de hipertrofia muscular (ganho de massa magra). Mas o que são suplementos alimentares? Substâncias químicas produzidas para fornecer doses de vitaminas, minerais ou quaisquer outro nutriente de forma COMPLEMENTAR em uma dieta. Ou seja, você só precisará consumi-los, se por algum motivo não obtiver todos os nutrientes necessários através apenas da alimentação. Que motivos são esses? Alimentação inadequada e/ou dificuldade comprovada na absorção de algum nutriente. Quando falamos de ganho de massa magra, os suplementos mais consumidos são os de proteínas. Porém, assim como os demais, eles também só precisam ser consumidos, se a alimentação sozinha não for suficiente. Então já respondendo o que seria sua próxima pergunta, não, o consumo de suplementos não é obrigatório para quem quer ganhar massa muscular!! Ele é apenas uma das opções disponíveis. A outra é ter uma alimentação equilibrada. Tomar suplemento não vai trazer para você resultados diferentes daqueles que comer um filé de peito de frango traria. Então, por que tanta gente toma? Para construção muscular seu corpo precisa de uma quantidade x de proteínas, e muitas vezes a correria do dia-a-dia ou até mesmo a falta de disposição para consumir alguns alimentos, fazem com que algumas pessoas se encaixem nos motivos acima citados. Como também muita gente opta pela questão da praticidade. Quem pode tomar? Todo mundo, desde que realmente precise. O consumo de um bom suplemento de proteínas não é vetado em NENHUMA fase da vida. ATENÇÃO! Tomar suplementos ou não é algo que você não pode decidir sozinho. Procure um profissional, ele irá te orientar sobre as suas reais necessidades. Comer comida continua sendo a melhor opção. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Carnaval é tempo de folia, frevo, alegria e curtição. Mas nem por isso devemos deixar a nossa saúde de lado e esquecer do nosso objetivo. Durante os últimos dias percebi as pessoas batendo bastante nessa tecla e a afirmação era uma só: É impossível ter uma alimentação saudável durante o carnaval. Será mesmo? Ok, não vai ser a coisa mais fácil do mundo e provavelmente você não vai conseguir seguir à risca o seu plano alimentar, mas é POSSÍVEL SIM aproveitar a energia e alegria dessa época de uma forma mais saudável. Preparei algumas dicas que vão ajudar vocês nessa difícil, mas, não impossível tarefa: 1 – Beba água: É comum consumir bebida alcoólica no carnaval, mas o álcool desidrata, então, não esqueça de consumir outros líquidos. Suco de fruta natural, água de coco, água saborizada, são todas ótimas opções. O bônus vai para a água de coco que além de hidratar, também funciona como um isotônico natural. 2 – Coma: Não pule as refeições. Para garantir a energia de um dia todo de folia você precisa se alimentar bem. Assim, faça um café da manhã reforçado, e almoce, mas sem exageros. Dessa forma, no final do dia você não vai precisar comer um super hiper mega hambúrguer para “matar” sua fome. 3 – Antes de sair de casa, lanche: Leve porções de frutas, e castanhas ao invés de bolachas e salgados. Nesse caso em especial, barrinhas nut’s, mix de oleaginosas e barras de proteínas também são boas opções. 4 – Lembre-se das suas porções: Se for comer em um restaurante, aproveite para seguir certinho sua refeição. Nesses lugares geralmente são servidas boas opções de salada, então, sem desculpas. E sempre tente optar pelo que, dentro do que lhe foi oferecido seja mais saudável. 5 – Curta muito! Dance e aproveite para gastar as calorias extras que você está consumindo. Não é tão difícil, né? Para quem vai ficar em casa, a dica é, use isso ao seu favor e siga firme em direção da sua meta. Bom carnaval para todos! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
É notório que a população está cada vez mais preocupada com corpo e a saúde. Todo dia aparece um produto milagroso diferente, seja ele chá, shakes, cápsulas, cinta modeladora ou cremes, prometendo o emagrecimento rápido e sem sacrifícios. Mas será que funciona? Para responder essa pergunta precisamos entender como nosso corpo trabalha e o que acontece quando alguém perde peso. Nosso corpo é movido por glicose, um açúcar que funciona mais ou menos como a gasolina para o carro, é ela que nos dá energia. Na falta de glicose, nosso corpo utilizará a gordura estocada como energia. Para isso, a gordura será “quebrada” e se transformará em oxigênio, carbono e hidrogênio. Em seguida, o oxigênio será queimado (é daí que vem o termo “queimar gordura”) gerando energia e dois subprodutos: CO2, que saí pelos pulmões, e água, que saí principalmente pela urina e pelo suor. E é por isso que quem está em processo de emagrecimento faz tanto xixi e que os exercícios aeróbicos são apontados como melhores para o emagrecimento, pois a respiração é mais rápida. Um estudo realizado pela escola de biotecnologia e ciência biomolecular da University of New South Wales, na Austrália, nos mostra que perder 10kg de gordura requer a inalação de 29kg de oxigênio. E este processo metabólico produziria 28kg de CO2 e 11kg de água. Então é só respirar, nutri? Não, o simples ato de respirar ou respirar mais que o normal não vai te fazer perder peso. A receita do bolo continua a mesma, exercícios físicos aliados a uma alimentação saudável. Não tem para chás milagrosos ou massagens, eles no máximo vão te fazer perder líquido. Pare de procurar soluções rápidas. Escolha mudar de vida ao invés de mudar apenas de número na balança. Marina Castro - Nutricionista – CRN 21432/P
Ano novo, tudo novo. E a partir disso, várias promessas e metas a serem compridas. Perder aqueles quilinhos tão indesejados, entrar em forma e seguir a dieta à risca, geralmente são itens certos nessa lista. Mas por qual motivo é tão difícil perder peso e começar uma reeducação alimentar? Um dos argumentos que mais ouço quando se trata de começar uma dieta é o seu custo. Afinal, a partir de agora, você terá uma nova lista de alimentos que farão parte do seu dia-a-dia e que precisarão ser comprados. Mas será que as dietas são realmente mais caras do que os salgados que comemos na faculdade/trabalho todos os dias? A resposta é: DEPENDE! Se sua dieta envolve: Biscoito sem glúten ou supostamente integrais, produtos zero açúcar, torradinhas industrializadas e queijos ultra light e finos, dentre outros inúmeros produtos que encontramos no supermercado vendidos como saudáveis. É, acredito sim que no final do mês essas compras vão pesar no seu bolso. A boa notícia é, reeducação alimentar não tem absolutamente nada a ver com esses produtos caros e muitas vezes difícil de encontrar! Mas está sim extremamente relacionada a disciplina, organização e força de vontade. Reeducar significa reduzir porções, fazer escolhas inteligentes e acredite em mim, isso não custa caro. Mas nutri, como é isso de escolhas inteligentes? Aposte nos alimentos NATURAIS!! Esqueça todas essas embalagens, e lembre-se: Alimento de verdade não tem ingrediente, é ingrediente. Desconfie de tudo que vêm em uma embalagem, ou quase tudo. · Frutas e verduras são a base de toda e qualquer alimentação balanceada, e geralmente costumam ser baratas. A dica é, dê preferência as da estação, além mais saborosas, nesse período esses alimentos são mais saudáveis, pois por serem produzidos nas condições climáticas ideias, se desenvolveram melhor, oferecendo assim, mais nutrientes. Além disso, nesse período o uso de agrotóxicos pode ser dispensado. Também prefira as frutas da sua região, quanto mais perto de você, mais barata. E claro, de sua preferência. Ah, e quando você perceber que elas estão perto de estragar, é hora de congelar, tire a casca e coloque em um recipiente no congelador. · Quanto as folhas, o ideal é higieniza-las, secá-las e guardá-las na geladeira em um recipiente bem fechado, isso fará com que elas durem mais tempo. · Para proteína prefira o frango e peixes baratos como sardinha, essas são de ótima qualidade e ricas em nutrientes e gordura boa. Inclua ovos na sua alimentação sem medo, eles são ricos em proteínas, contém poucas calorias e ainda ajuda no combate de doenças cardiovasculares. E nada de embutidos como presunto e peito de peru. · Para os carboidratos a dica é maneirar na porção, prefira as raízes como macaxeira, batata, cará e inhame ao invés das massas. · E quanto a gordura, esqueça a margarina! Prefira a manteiga ou o azeite de oliva. Procure acrescentar abacate, castanhas e sementes como chia e linhaça. Esses itens sim, podem até custar um pouco mais caro, mas te darão uma maior saciedade e geralmente durão bastante tempo, afinal, você não consumirá tudo de uma só vez. · Leite, iogurte e coalhada são tudo de bom, e dá pra fazer em casa. E aí, será que é realmente assim tão caro ter uma alimentação saudável? Caro é a conta do hospital, quando você parar lá devido aos inúmeros problemas de saúde causados pelo excesso de peso. Caro é pagar a academia e não ir. É olhar no espelho e não gostar do que vê. Caro são dietas drásticas e cirurgias de solução rápida. Cuidar da sua alimentação não é gasto, é investimento. Invista em você!! Marina Castro - Nutricionista – CRN 21432/P
As festas de fim de ano estão chegando, e junto com elas, todas aquelas comidas maravilhosas que a gente espera o ano todo para se deliciar. Não tem dieta que sobreviva, certo? Errado! Fazendo escolhas certas e mantendo o equilíbrio é possível sim ficar em paz com a consciência e com a balança. Afinal, são só duas refeições, você não vai para uma guerra! 1 – O dia é longo e a refeição é muito tarde. Não passe o dia sem comer só esperando a ceia de natal ou réveillon. Passar o dia de jejum não vai te ajudar a emagrecer, mas sim, te deixar com mais fome e fazer você devorar até o imã da geladeira. 2 – Se possível, comece a noite pelas saladas cruas. Elas te darão uma maior saciedade evitando assim, exagerar nos outros alimentos. 3 – Não se prive de comer seus pratos favoritos de final de ano. O segredo é manter o equilíbrio. Coma um pouco de cada, sem exagerar, sem repetir e sem CULPA!!! 4 – Muitos pratos dessa época são verdadeiras overdoses de carboidratos, esses, quando não usados imediatamente como energia, são transformados em gordura. Sirva-se em menores quantidades de arroz, farofa e massas. 5 – Se você ficou responsável por alguma preparação, evite beliscar durante o preparo. E aproveite para preparar uma opção mais leve. Utilize ingredientes light, queijos magros, leite ou iogurte desnatados. 6 – Mantenha distância de alimentos que não precisam de talheres para serem consumidos! Dessa forma, você evita escolhas gordurosas e muito calóricas como salgadinhos, biscoitos, pães de queijo e pizzas. 7 – Prefira sucos naturais, fuja dos industrializados e dos refrigerantes. Eles são ricos em açúcar, sódio e conservantes e só vão te atrapalhar. 8 – Maneire nas bebidas alcoólicas e nos drinks. Um grama de álcool é mais calórico que o carboidrato e a proteína juntos. Além disso, não proporciona nutrientes ou saciedade. E ainda irá te desidratar. 9 – Beba bastante água. Desidratação pode ser confundida facilmente com fome. 10 – Na hora da sobremesa, escolha a sua preferida e coma apenas um pedaço. Não se culpe, aprecie com prazer e se puder invista nas frutas. 11 – A vida segue e a dieta também! No dia seguinte tudo volta ao normal. Como meta para 2018, faça escolhas mais saudáveis durante todo o ano e fuja de dietas milagrosas. Com toda certeza, seu saldo final será positivo. Mais saúde, mais disposição e mais qualidade de vida. Boas festas! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P