Browsing Tag

equilíbrio alimentar

A ansiedade aflige cada vez mais a população mundial. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 9,3% dos brasileiros apresentam os sintomas da patologia. Provocando uma bagunça nas emoções e refletindo diretamente na saúde dos indivíduos. Em excesso, a mesma desencadeia uma sensação de mal-estar frequente, angústia ao que está por vir. Além de sintomas físicos, como dores pelo corpo, dificuldade para se alimentar ou até mesmo ataques de gula, sendo os sintomas características muito particulares de cada indivíduo. A ansiedade possui tratamento para controlar os sintomas, mas a alimentação também pode auxiliar nesse processo de forma natural. A seguir, 7 dos principais alimentos responsáveis por esse feito: 1 – Peru, frango e peixes gordurosos. Gema de ovo, abacaxi, banana, abacate, ameixa seca e algumas algas marinhas, como a espirulina: Esses alimentos são ricos em triptofano, aminoácido que tem como característica, contribuir para a maior liberação da serotonina, hormônio que ajuda a equilibrar o estado mental. 2 – Invista em frutas no geral: Maçã, uva, morango, laranja e outras frutas cítricas. Essas, combatem o mau humor, auxiliam no bom funcionamento do sistema nervoso, relaxam os músculos e combatem a fadiga e o estresse. 3 – Alface: Fonte de folato e lactucina — compostos de ação calmante, que auxiliam na prevenção da depressão e quadros de confusão mental. 4 – Espinafre e outros vegetais escuros: Contribuem para a sensação de felicidade. Além de serem ricos em ferro, contém grandes quantidades de ácido fólico, responsável por melhorar a saúde do sangue e do sistema imunológico. Aposte também em outros vegetais escuros, como couve, agrião e brócolis. 5 – Oleaginosas: Castanhas, amêndoas, nozes e avelãs, são ricas em ácidos graxos e nutrientes com ação antioxidante, propriedade auxiliar nos transtornos depressivos. Prefira as versões in natura. 6 – Chá de Camomila, Erva-Cidreira e Valeriana: Ambos possuem efeito calmante. Além de controlar os níveis de estresse e ansiedade, eles também podem ser usados para combater a insônia, nervosismo e depressão. A ingestão diária do chá de algumas dessas ervas não deve ultrapassar três xícaras diárias. Porém, é necessário tomar alguns cuidados quando a incorporá-los no dia a dia. 7 – Chocolate amargo: O alimento contém flavonoides, antioxidantes participativos na produção de serotonina. Mas fique atento: indica-se o consumo de no máximo 30 gramas por dia. Uma alimentação balanceada pode ser mais poderosa do que imaginamos. Investir em bons alimentos é investir no seu futuro e na sua saúde. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Por mais que pareça, saber organizar a geladeira não é uma medida supérflua, pois estamos falando dos alimentos que nós e nossas famílias vão ingerir e consequentemente, estamos falando da nossa saúde. Não saber é mais comum do que se imagina, são poucas as pessoas que realmente sabem os locais corretos de cada alimento. Se você é uma delas, está na hora de aprender e assim, economizar e garantir a saúde, mantendo os alimentos aptos para o consumo por mais tempo. * As carnes cruas devem sempre ficar no congelador, mas para descongelá-las deve-se colocá-las sempre na prateleira mais fria da geladeira e com um pote embaixo para que o gotejamento de sangue e água não caia na geladeira nem em outros alimentos. NUNCA lave a carne antes de guardá-la!!! Carne escura não é sinal de contaminação, a carne da geladeira fica escura por falta de oxigênio. * Os ovos devem ser colocados na primeira prateleira, não na porta, assim evitam a variação térmica. Ao contrário da carne, esses devem ser lavados antes de armazenados e retirados das caixas originais, pois podem trazer microrganismos. Mas ATENÇÃO!! Cuidado ao manusear, pequenas rachaduras também podem facilitar a contaminação. * Iogurtes, creme de leite, manteiga e queijos também precisam, assim como o leite, estar bem resfriados. Esses também devem ser colocados nas primeiras prateleiras, junto com os ovos e as sobras das refeições, essas, devem ser armazenadas em recipientes fechados apenas após esfriarem. * Os embutidos, são alimentos que podem ficar nas prateleiras menos frias da geladeira. Esses têm altos níveis de substâncias conservantes, sua deterioração é mais difícil, dessa forma, não precisam de um resfriamento tão intenso. Latas podem sofrer contaminação nos supermercados e oxidar – por isso, coloque os enlatados em potes. * A gaveta grande da geladeira serve para manter os legumes e verduras frescos. Procure manter esses alimentos em saquinhos, pois isso aumenta a sua durabilidade e ainda mantém a gaveta limpa. Deixe para higienizá-los apenas na hora do consumo, assim, evita a contaminação por excesso de água. * Frutas também devem ficar na gaveta de vegetais e envoltas em sacos plásticos, exceto as frutas cítricas que podem ficar livres. No caso destas, não lavar ao colocar na geladeira, apenas na hora do consumo. * Vinagre, ketchup, maionese, temperos para salada, azeitonas e conservas de picles ou palmito, podem ficar na porta da geladeira. Bebidas como sucos, refrigerantes e água também, mas os sucos naturais, devem ficar em prateleiras mais frias e serem consumidos o quanto antes, pois não têm conservantes e além de perderem suas propriedades vitamínicas ao longo do tempo, são mais suscetíveis ao desenvolvimento de bactérias. Cuidado para não sobrecarregar a geladeira, pois o ar precisa circular. Por esse motivo, evite colocar toalhinhas e outros tipos de obstruções nas prateleiras. Nutrição também é organização! Foto destaque: Notícias ao Minuto Foto 2: Cenário MT Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Pão integral, peito de peru, queijo branco e salada. Essa é geralmente a composição de um sanduíche natural perfeito, certo? Errado! A verdade é que você acabou de transformar uma refeição que poderia ser nutricionalmente completa e saudável em uma preparação rica em sódio e aditivos químicos. 😵 Desde 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) colocou carnes processadas e embutidos no mesmo patamar de tabaco, bebidas alcoólicas e radiação em relação ao risco de câncer que oferecem. Mesmo sendo uma boa fonte de proteína, alimentos como presunto, mortadela e salame são carregados de produtos químicos prejudiciais ao organismo. Glutamato monossódico, aromas artificiais, espessantes, corantes e conservantes são apenas alguns dos nomes que constam na lista de ingredientes dos embutidos. E o peito de peru, queridinho por muitos em cardápios de emagrecimento não está isento deles. Essa categoria de alimentos leva em sua composição um aditivo químico chamado nitrato que no estômago pode se converter em nitritos. Que por sua vez se transformam em nitrosaminas, que são substâncias que podem causar o câncer. Além disso, o excesso de sal nesses alimentos pode levar a hipertensão arterial, favorecendo o risco de AVC (acidente vascular cerebral). Para dietas onde o objetivo é a perda de peso, esse excesso de sal irá promover retenção hídrica, inchaço e perda da definição muscular. Mas posso comer uma vez ou outra? ¯ \ _ (ツ) _ / ¯ PODE! Desde que sua dieta tenha uma gama de alimentos e substâncias com ação antioxidante. Porém, crianças que tem o sistema imunológico mais baixo e tem uma maior tendência a contraírem doenças e alergias, esse grupo de alimentos deve ser evitado 100%‼ Hipertensos e diabéticos também devem evitar. Sempre, SEMPRE prefiram alimentos naturais!! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Uma dúvida bem frequente das mães, principalmente as de primeira viagem é sobre a introdução alimentar dos bebês. Quando, quais alimentos são permitidos, como oferecer, suco, água, fruta ou papa salgada são questões que sempre surgem. Esse é um momento muito importante para a criança e para a família e deve acontecer de forma tranquila e segura. Então, nada melhor do que algumas dicas para ajudar nesse processo. O tema é um pouco complicado, muitas mães provavelmente ouviram coisas diferentes de seus pediatras. Mas as informações contidas aqui são baseadas no Manual de Orientação do Departamento de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria. Quando? Antigamente a recomendação era iniciar a introdução dos alimentos aos 4 meses, porém, isso mudou e agora a indicação é que seja feita aos 6 meses. Isso porque o intestino do bebê precisa estar desenvolvido o suficiente para receber os alimentos e se proteger de possíveis danos. Por volta de 6-7 meses de idade, os intestinos dos bebês estão maduros e capazes de filtrar os alérgenos mais ofensivos. Além disso, antes dos 4 meses de idade, o mecanismo de engolir do bebe é feito para trabalhar com sugar, mas não mastigar. Não há evidências de que exista alguma vantagem na introdução precoce (antes dos seis meses) de outros alimentos que não o leite humano na dieta da criança. Por outro lado, os relatos de que essa prática possa ser prejudicial são abundantes. Quais alimentos? A composição da dieta deve ser equilibrada e variada, fornecendo todos os tipos de nutrientes, desde a primeira papa. * Cereais (arroz, aveia, milho), tubérculos (batata, macaxeira, beterraba), carnes, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha), frutas e hortaliças devem compor a alimentação complementar. * As frutas in natura, preferencialmente sob a forma de papa, devem ser oferecidas nesta idade, amassadas, sempre em colheradas, ou espremidas. Lembrando que nenhuma fruta é contraindicada. * Os sucos naturais devem ser evitados, mas se forem administrados que sejam dados no copo, de preferência após as refeições principais, e não em substituição a estas, em dose máxima de 100 mL/dia, com a finalidade de melhorar a absorção do ferro não heme presente nos alimentos como feijão e folhas verde-escuras. * Quanto a consistência, deve ser espessa desde o início e oferecida com colher; começar com a pastosa (papas/purês) e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família. O LIQUIDIFICADOR NÃO DEVE SER USADO PARA TRITURAR OS ALIMENTOS. * Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros DOIS ANOS de vida. Usar sal com moderação. * Ao contrário de nós adultos, a criança não conhece o doce do açúcar, e eu juro, ele não vai sentir falta até que você apresente. * O ovo (clara e gema) deve ser introduzido também aos 6 meses, lembrando que frequentemente as mães oferecem para as crianças alimentos que já possuem ovo na sua composição, por isso não seria necessário retardar a sua introdução. * O leite de vaca integral, por várias razões, entre as quais o fato de ser pobre em ferro e zinco, não deverá ser introduzido antes dos 12 meses de vida. É um dos grandes responsáveis pela alta incidência de anemia ferro priva em menores de 2 anos no Brasil. Alimentação complementar não é dar outro tipo de leite para o seu filho e oferecer outros alimentos! * Horários rígidos para a oferta de alimentos prejudicam a capacidade da criança de distinguir a sensação de fome e de estar satisfeito após a refeição. No entanto, é importante que o intervalo entre as refeições seja regular (2 a 3 horas), evitando-se comer nos intervalos para não atrapalhar as refeições principais. * Ofereça os alimentos sempre separados, assim o bebê irá identificar cada sabor. E fica mais fácil descobrir o que ele aprovou ou não. Mas atenção: os pais devem oferecer de 12 a 15 vezes o mesmo alimento para que o bebê aprenda a gostar. Não desista de primeira. * Calma, tamanho do prato não é documento. Não é sempre que seu filho vai comer tudo. Respeite a fome dele (a). E não ofereça alimentos compensatórios para fazê-lo comer tudo. * Lembre-se da água, a criança precisa se hidratar, ofereça sempre nos intervalos entre as refeições. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Gordura localizada nada mais é que o acúmulo de tecido adiposo (gorduroso) em determinadas áreas do corpo que servem como depósito. Ou seja, tudo que comemos além do necessário vai sendo guardado nestas áreas. E depois de depositadas, fica difícil perder essas gordurinhas. Na maioria das vezes, a gordura localizada aparece principalmente em indivíduos cuja a dieta não é balanceada. Mas também está estreitamente relacionada a fatores hormonais. Os locais de acumulo de gordura no organismo variam de pessoa para pessoa e é determinada por fatores como idade, sexo, sedentarismo e predisposição genética. Alguns indivíduos acumulam gordura na região abdominal (tendência androide) e outros na região do quadril (tendência ginoide). MULHERES SÃO MAIS AFETADAS QUE HOMENS? A distribuição de gordura localizada ocorre de maneira diferenciada no homem e na mulher, por questões hormonais ligadas ao sexo. Nas mulheres as áreas de depósito de gorduras mais comuns são: quadril, seios, coxas e nádegas (tipo pêra), e os principais hormônios responsáveis são o estrogênio e a progesterona. Além disso, as mulheres passam por algumas fazes de alteração hormonais em sua vida que levam a duplicação das células de gordura, que são a puberdade, a gravidez e a menopausa. Os homens apresentam menor incidência ao acúmulo de gordura localizada, porém, quando isto ocorre, geralmente é na região abdominal (tipo maça). GORDURA LOCALIZADA É A MESMA COISA QUE GORDURA VISCERAL? Não, a gordura visceral é a gordura localizada entre os nossos órgãos, já a localizada está sobre a musculatura. A visceral é justamente, a mais encontrada nos homens. Porém, uma vez que as mulheres atingem a menopausa, elas começam a desenvolver mais gordura visceral. Essa, é mais prejudicial à saúde, justamente pela sua proximidade com os órgãos, o que aumenta os riscos para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes, colesterol elevado e alguns tipos de câncer. COMO EVITAR O ACUMULO DESSAS GORDURAS? Não existe alimento milagroso, muito menos fórmula mágica. O segredo é uma alimentação balanceada e de preferência fracionada. Praticar atividade física e evitar ao máximo alimentos industrializados. Investir em alimentos termogênicos naturais pode ser uma boa opção, eles ajudam a acelerar o metabolismo e facilitam a perda de peso, são eles: canela, gengibre, chá verde, café, pimenta vermelha, hibisco, entre outros. Atenção especial para o seu corpo, fome e cansaço excessivos, distúrbios no sono, problemas de memória, ganho ou perda de peso sem motivo aparente, muitas dores de cabeça e enxaquecas, podem ser sinal de alguma disfunção hormonal. Nesse caso, um endocrinologista deve ser procurado. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Olá, pessoas! Mais uma vez resolvi inovar e trazer algo mais específico para vocês. E para isso, nada melhor do que falar com quem entende do assunto e tem experiência na área. Convidei um amigo, também nutricionista para fazer essa coluna e explorar esse tema tão pedido e cercado de mitos. Paulo César, é nutricionista graduado pela Universidade Federal de Campina Grande, atualmente está cursando mestrado em Ciências Naturais e Biotecnologia (UFCG) e especialização em Nutrição Esportiva (FIP), ele realiza pesquisas na área de nutrição esportiva tendo como público alvo os atletas de diversas modalidades esportivas, como o jiu-jitsu brasileiro, handebol, fisiculturismo, corrida de rua, etc. Inicialmente agradeço o convite da minha colega nutricionista Marina Castro que me concedeu o espaço para eu falar, demonstrando evidências científicas, sobre um tema extremamente importante para os atletas, pessoas em geral que praticam esportes com fins estéticos e recreativos, e até mesmo para portadores de doenças cuja suplementação de creatina pode gerar efeitos benéficos. Então, o que é creatina? A creatina é uma substância com posta por 3 aminoácidos: Arginina, Glicina e Metionina. No nosso corpo ela é sintetizada principalmente pelo fígado, mas também nos rins e pâncreas, e seu armazenamento ocorre em maior quantidade no músculo. Essa substância pode ser encontrada nas carnes vermelhas e nos peixes, mas para obter a quantidade de ingestão diária recomendada (3-5g), seria necessário o consumo de 1kg de carnes ou peixe por dia, sendo a suplementação uma alternativa interessante. Creatina no exercício Sucintamente, para que a contração do músculo (levantamento de peso, por exemplo) aconteça, deve existir a quebra de uma molécula chamada ATP, infelizmente a quantidade de ATP é suficiente para fornecer energia por apenas 10 segundos, logo, para esta contração ser continuada por esta via, é necessário que mais ATP seja produzido, e é exatamente o fosfato de creatina que ajuda na reconstrução da molécula de ATP, que vai ser “queimada” novamente e servir de combustível para a contração muscular. Sabendo que a creatina ajuda no fornecimento rápido de energia, a suplementação deste composto pode gerar efeitos benéficos principalmente em esportes onde existem movimentos de alta intensidade e curta duração, a exemplo do futebol, musculação, vôlei, artes marciais, etc. Além do aumento da força e performance, um dos seus efeitos mais desejados por praticantes de musculação que buscam melhoria da estética é a hipertrofia muscular (aumento do músculo), função também bem documentada pelos estudos. Outras aplicabilidades Nos últimos anos, muitos estudos têm investigado e apontando potencias benefícios terapêuticos da suplementação de creatina em algumas doenças, como doenças neuromusculares (doença de Parkinson e distrofias musculares), doença cardíaca isquêmica, diabetes tipo 2, fibromialgia e artrite reumatoide, dentre outras. Outros estudos fornecem evidências de que pode haver um melhoramento do estado de saúde à medida que os indivíduos envelhecem e até mesmo efeitos benéficos no crescimento, desenvolvimento e saúde fetal durante a gravidez. É importante ressaltar que não é recomendado o uso sem a autorização de um profissional habilitado, pois a dose pode variar de acordo com a situação e objetivo da prescrição. Creatina causa insuficiência renal? Bom, não há evidências científicas sustentáveis de que esse composto possa gerar riscos a pessoas saudáveis, porém, aos indivíduos saudáveis que consomem regularmente esse suplemento, é recomendado que não ingiram uma quantidade maior do que 5g/dia e aos portadores de doenças renais, é necessário que haja cautela ao consumir este produto. Por fim... Recomendo que se você se interessou pelo tema e está curioso para saber mais detalhes a respeito da dosagem, tipos de creatina e horário de uso, dentre outras informações, procure um profissional habilitado para sanar suas dúvidas e ver se realmente há necessidade de utilização no seu caso. REFERÊNCIAS: - GUALANO, B. et al. Creatine in type 2 diabetes: a randomized, double-blind, placebo-controlled trial. Medicine & Science in Sports & Exercise, v. 43, n. 5, p. 770-778, 2011. - GUALANO, B. et al. Does creatine supplementation harm renal function?. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 14, n. 1, p. 68-73, 2008. - KREIDER, R. B. et al. International Society of Sports Nutrition position stand: safety and efficacy of creatine supplementation in exercise, sport, and medicine. Journal of the International Society of Sports Nutrition, v. 14, n. 1, p. 18, 2017.
Em tempos onde a obesidade se tornou um problema de saúde pública mundial, a insatisfação com o corpo não ficou apenas para quem tem alguns quilinhos a mais. Embora por muitas vezes sejam chamados de "sortudos", quem tem menos, também se incomoda e não se sentem tão felizes assim. É preciso saber diferenciar a magreza constitucional, onde o organismo consome praticamente toda a energia que é ingerida e acumula muito pouco na forma de gordura, da magreza patológica, que é a perca de peso sem motivo aparente e sem mudanças radicais nos hábitos alimentares, nesse caso, não é normal perder 5 kg em dois meses ou 3 kg em duas semanas. Por trás desse emagrecimento, pode estar um distúrbio hormonal, por exemplo, o hipertireoidismo, uma vez que o funcionamento excessivo da glândula tireoide faz a pessoa perder peso, mesmo que esteja comendo mais do que habitualmente. Não sentir fome por longos períodos também é sinal de alerta! É considerado magro, o indivíduo que possui o Índice de Massa Corporal (IMC) a baixo de 19 kg/m², mas a magreza começa a causar preocupação quando o IMC é menor que 17 kg/m². Magreza excessiva é preocupante pois significa que vários nutrientes importantes como vitaminas e proteínas, estão em déficit no organismo. Mas e aí, nutri, o que causa essa dificuldade em ganhar peso? Da mesma forma que a obesidade é uma doença multifatorial, essa dificuldade também pode estar relacionada a vários fatores determinantes: · Metabolismo: Algumas pessoas gastam mais calorias para manter o corpo funcionando, ou seja, para respirar, no funcionamento dos órgãos e para pensar. · Genética: Pesquisas apontam que fatores genéticos são responsáveis por 40% a 70% da definição do gasto calórico. Nesse caso, o corpo nasce programado para gastar mais energia ao realizar atividades. · Composição corporal: O percentual de massa muscular também influencia, quanto mais músculos, maior o gasto energético. · Enzimas: Em estudos feitos com camundongos, foi observado que os ratos que não possuíam a enzima MGAT2 eram capazes de consumir mais calorias do que os demais, sem engordar. E isso aconteceria devido a gordura consumida ser queimada ao invés de ser armazenada. Essa enzima também é encontrada em humanos. · Proteínas Desaclopadoras (UCPs): Naturalmente, os alimentos que consumimos podem ser armazenados sob a forma de gordura e músculo ou absorvidos sob a forma de energia. Estudos mostram que a quantidade de UCPs que absorvem em forma de energia e não deixam o alimento ser armazenado é maior nos magros do que nos obesos. · Alimentação: Por mais que alguns jurem de pé junto que não conseguem engordar, a causa muitas vezes é simplesmente o fato de não saber comer. Essas são só algumas das possíveis causas, a solução não é mágica, e não vai simplesmente cair no seu colo. Se você realmente tem dificuldade para ganhar peso, não saia simplesmente comendo tudo que é besteira em busca desse objetivo. Procure um profissional, juntos vocês vão descobrir de onde vem essa dificuldade e passar a resolver o problema. Quando o objetivo é esse, o ideal é aumentar o peso muscular, já que músculo pesa mais do que gordura. Mas não saia por aí buscando a perfeição, busque a sua melhor versão! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
É normal, sempre que começamos uma dieta a balança passa a ser nossa fiel companheira. Em busca de resultados esperamos ansiosamente pela diminuição do número ali exposto. O peso é conferido em jejum, depois de comer, antes de dormir, e pronto, a neura está instalada. "Eu não consigo, até água me engorda!!" Será mesmo? Perder peso não é a mesma coisa que emagrecer. E você pode sim, estar mais magro, sem necessariamente ter perdido peso. Mas como, nutri? Emagrecer, significa perder gordura corporal e ganhar massa muscular, mas isso a balança não irá registrar. Isso irá acontecer porque os músculos são mais densos e compactos do que a gordura. Por exemplo, um quilo de gordura ocupa mais espaço em nosso corpo do que um quilo de músculos irá ocupar. Já quando perdemos peso, a única certeza que temos é que o número na balança diminuiu, não importando o que foi perdido No emagrecimento verdadeiro perdemos medidas, diminuímos o percentual de gordura e aumentamos o percentual de massa magra, e isso tudo pode acontecer até mesmo com a balança demonstrando ganho de peso. O aumento da massa magra ainda irá aumentar as chances de perder gordura, pois os músculos consomem calorias o tempo todo. Quanto maior seu percentual de massa muscular maior a facilidade de perder gordura. Então, a dica é: Não se pese, esqueça a balança, seja a da farmácia, a da academia ou até mesmo a de casa. Procure um profissional e faça avaliações físicas completas e periódicas, só assim você irá descobrir se está realmente emagrecendo ou apenas mudando de número na balança! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
O ovo é um dos principais alimentos consumidos pelos brasileiros, mas devido ao colesterol presente em sua composição, ele foi visto como vilão durante muito tempo, e por esse motivo, muita gente ainda tem medo de colocá-lo no prato e isso vêm fazendo o seu consumo diminuir bastante. Mas o que não faltam são motivos para incluir o redondinho na sua alimentação: 1 – ALTO VALOR NUTRICIONAL: O ovo é um dos alimentos mais completos, rico em proteínas de alto valor biológico, sendo considerada a melhor entre as fontes alimentares. É fonte de vitaminas e minerais essenciais para o organismo como colina, B6, ácido fólico, ácido pantotênico, vitamina B12, vitaminas A, D e E além de cálcio, ferro, fósforo, zinco, tiamina. 2 – MAIOR SACIEDADE: As proteínas e a gordura presente nos ovos vão te manter saciado(a) por mais tempo. A gema do ovo contém gorduras mono e poli-insaturadas (gordura boa), que ajudam a controlar os níveis de açúcar no sangue, evitando picos de insulina que favorecem o aumento de apetite. 3 – BAIXO TEOR CALÓRICO: Ao contrário do que muita gente pensa, o ovo não é um alimento calórico. Uma unidade contém em média 6g de proteínas, 5g de gordura e apenas 70 kcal. 4 – EMAGRECIMENTO: Essa é consequência dos itens acima citados. Inclusive, estudos relacionam o consumo de ovos no café da manhã a melhora nas chances de perder gordura, quando comparado a pessoas que comeram fontes de carboidratos, como pães e cereais. 5 – ECONOMIA: Apesar de variar bastante de preço, o ovo ainda é um alimento de basto custo, quando comparado a outras fontes de proteína animal, sendo dessa forma, bastante acessível para toda a população. 6 – ATIVIDADE CEREBRAL: A colina presente no ovo é necessária para a síntese de fosfolípides e utilizada na síntese da acetilcolina, um neurotransmissor que ajuda na memória e na concentração. Estudos inclusive associam o nutriente a prevenção da doença de Alzheimer. 7 – ANTIOXIDANTES: O ovo possui dois importantes antioxidades, a luteína e a zeaxantina que juntas evitam que os radicais livres causados pelo estresse oxidativo causem danos aos nossos olhos. São muito importantes também para a pele, podendo prevenir até o câncer. Outros estudos associam esses antioxidantes com a redução do risco de catarata, efeito protetor contra aterosclerose (entupimento das veias com gorduras, colesterol e outros), prevenção do aparecimento e progressão de alguns tipos de câncer, além de evitarem outras doenças degenerativas. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Pelo menos uma vez na vida você já ouviu que beber água, suco ou refrigerante durantes as refeições “faz mal”. Uns dizem que engorda, outros que incha, que dificulta a digestão e até mesmo que faz comer mais. Outras pessoas já dizem que não, que não tem problema, e que isso é tudo mito. O que você acha? Mito ou verdade? Verdade!! Nosso estômago tem a capacidade de dilatar até 1,5 litros do tamanho normal. Quanto mais comida, mais ele dilata, ou seja, cresce. Nosso cérebro demora um certo tempo para receber a mensagem do estômago que ele está cheio, e que não precisa mais de comida. Porém, quando comemos muito rápido, essa mensagem demora a chegar ao cérebro e acabamos comendo mais que o necessário. E é aí que o consumo de líquido entra. Quando consumimos um copo grande de suco/refrigerante, além de dilatar o estômago, a informação que vai para o cérebro é de que o volume de alimento no estômago é ainda maior. Ou seja, aumenta a possibilidade da próxima vez você sentir mais fome. Mas tem mais, quando ingerimos muito líquido, a concentração de ácido clorídrico no estomago diminui, dificultando a digestão e diminuindo a absorção de nutrientes importantes. Podendo causar assim, aumento dos gases. Beber e comer é mais um hábito social, que uma necessidade propriamente dita. E se você usa o líquido para “empurrar” a comida, um hábito saudável e importante também está sendo prejudicado, a mastigação. O que nos faz voltar lá para cima. Porém, se as quantidades, tanto da comida, quanto do líquido forem moderadas, não tem problema. O consumo de até 200 ml de líquido não irá dilatar tanto o estômago, e dessa forma, a digestão, saciedade e a absorção dos nutrientes serão preservadas em condições normais. Mas o ideal mesmo é beber 30 minutos antes de comer e 40 – 60 depois da refeição. Porém se você é daqueles que defende que não consegue de jeito nenhum, comer sem beber, prefira água e lembre-se das quantidades. Evite refrigerantes e sucos industrializados. Se optar por um suco natural, prefira os com pouco ou sem açúcar. Mas atenção: Essa grande necessidade de consumir líquido junto com a refeição pode significar que a comida tem muito sal, fique atento, isso também é prejudicial para sua saúde. Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P