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O profissional que deseja ingressar como pedagogo na área de ensino, deverá cursar o ensino superior em Pedagogia, com duração de quatro anos. É recomendável na hora da escolha da instituição à cursar que seja de primeira linha, pois isso fará diferença no concorrido mercado de trabalho. Após esse período tem-se como opção as especializações em várias áreas. Educação e pedagogia são comumente confundidos, ou vistos, como a mesma coisa. Por isso, para tratarmos do papel do pedagogo faz-se necessário abordar, ainda que em linhas gerais, a diferença existente entre educação e pedagogia. Educação consiste em um processo amplo, assistemático de ensino-aprendizagem, natural à condição humana, por isso educação se dá nos mais diferentes momentos e espaços, como na rua, em casa, entre amigos, de pai para filho e assim por diante. Já a pedagogia constitui-se na ciência que se ocupa das questões da educação. É ela quem faz o estudo organizado e sistemático dos problemas da educação, traçando métodos e didáticas que venham a qualificar o processo educativo. Nesse sentido, o pedagogo é aquele que estuda, conhece e se ocupa da educação tendo como papel central organizar e sistematizar os diversos conhecimentos advindos do processo naturalmente humano de ensino e aprendizagem. Transpondo essa ideia, o pedagogo terá a responsabilidade de acompanhar todas as questões educacionais visando direcionar e qualificar esse processo. É de responsabilidade do pedagogo, portanto, ter uma boa fundamentação teórica, conhecer a legislação educacional e ter uma capacidade aguçada de planejamento, pois é através de um bom planejamento que a garantia de um trabalho mais qualificado ocorrerá. Além disso, o pedagogo em uma instituição de ensino necessita saber trabalhar em equipe, pois seu trabalho necessariamente se dá na interlocução com as demais pessoas e setores, assim como se envolver com a elaboração e/ou reestruturação permanente de documentos que registrem e organizem o fazer pedagógico. Em suma, o papel central do pedagogo é criar e recriar instrumentos que qualifiquem o contexto educacional. Discutir a função do pedagogo frente à diversidade curricular é fundamental quando se pretende ter uma postura crítica diante do processo ensino aprendizagem que acontece dentro da escola. Nesse processo de ensinar-aprender, o pedagogo possui diferentes objetivos e entre eles, organizar o processo de aplicação do currículo pela sua equipe escolar. Mas isso não é tão simples quanto parece, pois a aprendizagem se faz além dos processos didáticos e fora das regras metodológicas, ou seja, a aprendizagem acontece no aluno de dentro para fora por meio de experiências externas possibilitadas pelo professor na aplicação de atividades interativas que permite o contato, a reflexão e a tomada de consciência do objeto a ser apreendido. Portanto, acredita-se que o “sujeito cognitivo passa a ser entendido não apenas como um sujeito racional, mas também como um sujeito psicológico, social, político, isto é, relacional haja vista que é fruto do processo entre subjetividade e objetividade” (SANTOS, 2009, p. 157). Isso estende ainda mais as funções do pedagogo diante da realidade curricular para que esta possa possibilitar a abertura do ser em busca de novas visões, de novos conhecimentos para que novas dúvidas sejam postas nesse ser a fim que a sua curiosidade não se feche, mas abra oportunidades para novas descobertas e novas conclusões. Cícero Gadelha – Formado em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará e Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior e Educação de Jovens e Adultos
A importância da participação do professor no projeto pedagógico. No papel de educador (professor) é fundamental que ao se tratar da formação da cidadania do indivíduo, em especial do aluno, considerar como requisito principal a participação efetiva na construção do projeto pedagógico da escola. Partindo desse princípio, o educador na responsabilidade da formação moral, de valores do aluno, deve estar empenhado em apresentar um conhecimento crítico do que está sendo desenvolvido no trabalho em grupo, de forma que venha somar na prática pedagógica. Ao se referir à educação moral, o ideal é que ocorra uma reflexão por parte de todos, visto que não há como ter educação sem reflexão.  A formação de valores, hábitos que o indivíduo terá como base por toda a sua vida, em conjunto com a criação familiar, é adquirida em sua maior parte na Educação Infantil. Baseado nessa colocação surge a necessidade de alertar os educadores da educação infantil, visto que esses são responsáveis em grande parte pelo processo educacional de valores da criança na fase inicial de sua vida. É de ressaltar que tal colocação em relação à educação infantil não quer dizer que educadores voltados para as demais fases do ensino não são responsáveis pela formação moral do aluno. Pelo contrário, a formação de valores de indivíduo é por toda vida, porém é na fase infantil que são formadas as bases de uma boa educação. Todo indivíduo, em especial o aluno, necessita de bases morais bem definidas, de forma que saiba como proceder ao se deparar com pequenos ou grandes problemas, questionando o que não lhe é aceito e nem aceite tudo o que lhe é colocado. É de extrema importância que todo educador tenha a consciência de transmitir princípios para seus alunos, visto que esses serão norteadores de sua própria vida, inclusive colocando seu ponto de vista diante de uma determinada situação.  Baseado na importância que os educadores e conseqüentemente a escola tem na formação educacional de valores dos seus alunos, segue uma questão para reflexão, bem como para contribuição da formação da cidadania:  Será que as escolas em que exercemos a função de educador, estão tendo a preocupação de educar cidadãos, passando os reais valores que necessitam?  No papel de educador, pense um pouco sobre essa questão e veja qual a melhor forma de participar no processo da construção da cidadania dos futuros cidadãos, podendo contribuir para o sucesso na formação dos futuros cidadãos.  Cícero Gadelha – Formado em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará e Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior e Educação de Jovens e Adultos
O que vigora, muitas vezes, nas escolas é uma tendência de se formular um currículo insípido e nebuloso. Aristóteles já ensinava que o primeiro passo para se definir o currículo é idealizar um modelo de Estado que se deseja erigir. Uma sociedade baseada em ambições explicitamente bélicas, como a de Esparta, possuía um projeto educacional dedicado a enrijecer os músculos, desenvolver a coragem e embotar a liberdade individual, o que ajudava a estabelecer uma disciplina militar absoluta, ao passo que o ideal ateniense de vida – sintetizado na busca de três valores do espírito humano: o Bom, o Belo e o Verdadeiro – pedia um currículo centrado no desenvolvimento da ética, da estética e da ciência. Ora, a mesma antiga reflexão aristotélica é um dos grandes desafios para a nossa geração. Que tipo de sociedade desejamos edificar? Que tipo de currículo educacional nos ajudará a chegar lá? As utopias podem e devem cumprir um papel importante no desenvolvimento social, especialmente no tocante à educação. Se formos capazes de manter em nossas mentes a visão de uma sociedade que no futuro seja pacífica, colaborativa, plural, justa, sustentável e democrática, com abundância simultânea de meios, oportunidades e liberdades para todos, saberemos como iniciar a construção de um currículo competente, e teremos a coragem de assumir um posicionamento mais nítido na defesa dos princípios que consolidam o caráter do indivíduo. Ninguém é perfeito, mas a busca sincera pelo aperfeiçoamento mental, intelectual, é uma força integradora e transformadora que atua de modo decisivo sobre o consciente e o inconsciente dos jovens mais sensíveis de cada geração. Se quisermos perseguir (ainda que apenas perseguir) esse tipo de sociedade ideal, teremos de estimular na juventude algumas das seguintes características: Autoconhecimento Liberdade e Consciência Desenvolvimento de potenciais Um sentido poderoso e transcendente para viver  Um programa educacional que atenda a esse chamado Origem e conteúdo  Autoconhecimento – Não por acaso, Sócrates, um dos pais da Filosofia Ocidental, dedicou décadas de sua vida ao dístico metafísico gravado no pórtico do Templo de Apolo, em Delfos: “Homem, conhece-te a ti mesmo.” O famoso pensador ateniense esforçava-se por contagiar a juventude de seu tempo com um objetivo de vida bastante singular: o de sentir, saborear e experimentar a própria essência – utilizando a intuição – tangenciasse o seu Eu profundo ou Espírito. Sócrates conhecia os benefícios que adviriam aos seus pupilos se esses alcançassem esse tipo de experiência transcendente: “Há em cada ser humano uma luz interior que, se invocada, ordenará em cosmos e felicidade, o caos doloroso”, ensinava o filósofo. Nessa mesma linha socrática de pensamento, pode-se dizer que a inabilidade da sociedade moderna em conhecer-se a si mesma é geradora do grande vazio existencial, responsável por tanta frustração e ansiedade. O nosso ego físico-mental-emocional é, por sua natureza, centrífugo, extrovertido. Demandando sempre às periferias do mundo objetivo. O seu ambiente é o seu mundo externo, dos sentidos, da inteligência, das emoções. O nosso ego é visceralmente exteriorizante. O nosso Eu profundo, espiritual, é essencialmente centrípeto, introvertido, tendendo sempre ao centro da natureza humana. Os maiores médicos e psiquiatras do mundo confessam que, grande parte da humanidade atual, é neurótica, frustrada ou esquizofrênica. O Dr. Viktor Frankl, diretor da Policlínica Neurológica da Universidade de Viena, dá o diagnóstico do mal: a falta de uma consciência de unidade. Frustrar é a palavra latina para despedaçar, fragmentar, desintegrar. O homem frustrado sente-se realmente como que desintegrado interiormente, o que produz nele um senso de profunda infelicidade. Em última análise, toda felicidade provém de um sentimento de coesão e integridade. O homem é infeliz porque perdeu a consciência de sua inteireza e unidade; pode ser uma personalidade, uma persona (máscara), mas deixou de ser uma individualidade, um ser indiviso em si mesmo. Unidade, integridade e felicidade quer dizer, em grego, mente partida. Liberdade e Consciência – Precisamos estimular nos estudantes um espírito livre para pensar e criar. Nada de “vaquinhas de presépio”, nada de “maria-vai-com-as-outras”! Alguns filósofos norte-americanos ensinavam que com palavras ásperas dizemos o que pensamos agora e, amanhã, dizemos o que pensamos amanhã, novamente com palavras duras, embora isso contradiga tudo o que dissemos hoje. Quanto ao temor de sermos mal compreendidos, será que é tão mal assim? Tanto Pitágoras foi mal compreendido como Sócrates, Jesus, Lutero, Copérnico, Galileu e Newton, como também todo espírito puro e sábio que jamais tomou forma humana. Podemos concluir que ser grande é ser mal compreendido. Esse tipo de liberdade de consciência não é fruto da instrução intelectual apenas. Essa orientação ensina o homem a descobrir as leis da natureza, isto é, a ciência, mas a educação leva o homem a criar valores dentro de si mesmo. Ora, o tipo de sociedade que apresentamos anteriormente só pode existir quando todos forem capazes de conciliar 100% de coragem para apresentar seu pensamento e 100% de consideração para com o pensamento alheio. Albert Einstein foi também um árduo defensor da liberdade de consciência. Em seus “Escritos da Maturidade”, o cientista afirma que o grande objetivo da escola deve ser a formação de indivíduos capazes de ação e pensamento independentes que, no entanto, vejam no serviço à comunidade seu mais importante problema vital. Ainda dizia que o pior pra uma escola é trabalhar com métodos de medo, força e autoridade artificial. Esse tratamento destrói os sentimentos sadios, a sinceridade e a autoconfiança do aluno. Produz o sujeito submisso. Se queremos erigir uma sociedade verdadeiramente democrática e justa, o primeiro cuidado que devemos tomar na elaboração do currículo e na aplicação de metodologias educacionais é o de não utilizar métodos coercitivos. A motivação mais importante para o trabalho, na escola e na vida, é o prazer no trabalho, o prazer com o seu resultado e o conhecimento do valor desse resultado para a comunidade. Despertar e fortalecer essas forças psicológicas no jovem é a mais importante tarefa desempenhada pela escola. Contudo, é preciso lembrar que o professor deve gozar de ampla liberdade na escolha do conteúdo a ser ensinado e dos métodos de ensino a empregar. Pois, também no caso dele, o prazer na elaboração de seu trabalho é destruído pela força e pressão externas. Em um nível ainda mais sutil, educandos e educadores devem aprender a agir por razões intrínsecas, pois só assim amarão continuamente aquilo que fazem: ensinar e aprender. Sócrates diz que o sábio não deve agir tendo em mira apenas os resultados da ação, mas, sim, porque a ação virtuosa tem um valor intrínseco e realiza a purificação da alma e a satisfação íntima, que constituem o verdadeiro êxito. Desenvolvimento de potenciais – A filosofia educacional que não considera o educando uma “semente humana”, ou seja, que é incapaz de intuir os potenciais ocultos que se podem realizar em cada ser humano, jamais logrará resultados poderosos. Essa é a essência do próprio termo “educar”, do latim seduzir, que significa que o educador deve seduzir, desenvolver e fazer manifestar os potenciais que já estão latentes na natureza do educando. Todo ser humano – já sabiam disso os gregos pré-socráticos – possui uma natureza pluridimensional sujeita a necessidades de permanente desenvolvimento: físico, mental, emocional e espiritual. A moderna teoria das múltiplas inteligências, parece identificar que cada uma dessas dimensões se ramificam em competências diversas, cada vez mais específicas. O topo da conhecida pirâmide de Maslow, que contem a hierarquia das necessidades humanas, certamente indica que a auto-realização é uma função direta da atualização de nossos potenciais. Contudo, se um educador não souber enxergar as potências invisíveis para além da aparência da mediocridade, nada poderá trazer para o educando. Um sentido poderoso e transcendente para viver - A auto-realização é fruto de um equilíbrio sutil entre o máximo de desenvolvimento de nossas potencialidades e a colocação dessas potencialidades a serviço dos outros. Fio esse o achado do grande psicoterapeuta Viktor Frankl (1905 – 1997), que sobreviveu aos horrores dos campos de concentração nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Frankl observou em sua própria atitude e na de seus companheiros que somente aqueles que possuíam uma razão transcendente para viver, alguma causa importante pela qual lutar após a guerra, foram capazes de sobreviver aos mal-tratos impostos pelos carrascos nazistas. Um programa educacional que atenda a esse chamado – Não é tão difícil criar adesão à idéia exposta até aqui, a de que os educandos precisam desenvolver um forte senso de autoconhecimento, de liberdade de consciência, de atualização de seus potenciais, e tudo isso colocado a serviço de um ideal coletivo. O problema é que parece quase impossível criar programas educacionais que abarquem todos esses aspectos e que obtenham êxito em sua execução. Desenvolver um programa que seja capaz de proporcionar ferramentas aos jovens e aos adolescentes para lidar com a vida e modo eficaz, deveria ser a meta primordial do ensino na metodologia educacional brasileira. Faz-se necessário proporcionar aos educadores e responsáveis a ajudarem a melhorar o desempenho geral dos estudantes; reduzir conflitos e melhorar a cooperação e o trabalho em equipe e entre familiares, adolescentes e professores, pois os jovens de hoje necessitam aprender a lidar com decisões difíceis, pressão dos colegas, insegurança pessoal e a ansiedade em relação ao que os outros jovens pensam sobre eles. Por meio de um programa organizado e voltado para a realidade educacional atual, é possível desenvolver no jovem e no educando autonomia para planejar seu futuro; a empreender; a cuidar de si mesmos (física, mental, emocional e espiritualmente); a trabalhar em equipe convivendo abertamente com a diversidade do outro e sabendo construir a partir das diferenças; a compreender os princípios que asseguram o sucesso sustentável; a viver com mais autoconfiança e auto-estima; a encontrar equilíbrio entre escola, trabalho, amigos, esportes e vida afetiva. Origem e conteúdo – Por meio de estudos recentes, sabe-se que existem dois pensamentos sobre o êxito, o sucesso. Um deles baseado na ética da personalidade (superficial, voltado para técnicas e projeção de imagens, aparências) e o outro baseado na ética do caráter (profundo, voltado para o desenvolvimento de qualidades atemporais, para princípios universais atemporais e objetivos como integridade, mentalidade de abundância, maturidade). Segundo os estudos, tão real quanto o norte verdadeiro no mundo físico são as leis eternas de causa e efeito que operam no mundo da eficácia pessoal e da interação humana. A sabedoria coletiva das épocas revela esses princípios como temas recorrentes, fundamentais a todas as pessoas ou sociedades realmente grandes. Não basta alcançar as coisas que valorizamos para obtermos qualidade de vida. Nem todo o desejo e mesmo todo o trabalho no mundo, se não forem baseados em princípios válidos, serão capazes de produzir qualidade de vida. FONTE: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/paradigmas-atuais-educacao-educacao-busca-si-mesma.htm Cícero Gadelha – Formado em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará e Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior e Educação de Jovens e Adultos