Quais os brinquedos ideais para cada fase da infância?

por Marcell Filgueiras

Atualmente, existem milhares de opções de brinquedos, mas quais são os melhores para cada fase da infância? Tudo bem que toda caixa tem a faixa etária indicada, mas o DaquiDali pediu ao pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas – Do nascimento aos 12 meses”, que desse suas sugestões, todas pensando no desenvolvimento físico e mental do seu pequeno.

Abaixo de 1 ano

Brinquedos visuais e fora do alcance, como móbiles, por exemplo, com sons leves, coloridos e com movimento, “que entretêm o bebê, estimulam a percepção das cores e a o ajudam a ter uma noção mais dinâmica, fazendo com que se movimente mais. Outras opções são os emborrachados, para que ele possa levar à boca sem problemas de intoxicação e tamanho (fique atenta, nada de pecinhas), já que a necessidade oral é muito grande nesse período e tudo vai à boca”, explica o pediatra.

A partir de um ano

Os primeiros brinquedos acima citados podem continuar, mas já é possível introduzir livros, que, segundo o profissional, “são uma ótima forma de mostrar imagens e cores para a criança. Eles podem ser de pano ou os usados para banho, o importante é que ela crie intimidade com o objeto e tenha uma relação mais feliz e melhor com a leitura no futuro. Aqui podem entrar também brinquedinhos de encaixe e de montagem, que estimulam a coordenação motora e o raciocínio, já que são de ‘erro e acerto’, e com o tempo (o que usualmente é rápido), ela acerta cada vez mais”.

A partir dos dois anos

Nessa fase, você pode investir em todos os brinquedos que envolvem movimento corporal por completo, “como velocípedes, em que ela brinca sozinha, e carrinhos empurrados, o que aumenta o senso de direção e começa a estimular a atividade física”, orienta o expert.

De três a cinco anos

Aqui, como o equilíbrio já está melhor estabelecido, o especialista sugere “bicicletinhas com rodinhas, pular corda, que é uma atividade lúdica, com erro e acerto, e ainda é um exercício de andar e pular, além de patinete na opção com três rodinhas”.

De cinco a 10 anos

A criança já está começando a ler, então os livros podem ser com letrinhas maiores, historinhas com lições que estimulem valores e princípios “e com as palavras ilustradas por imagens, para ela fazer essa associação cada vez mais rapidamente. Nessa fase, a bicicleta já pode ser sem rodinhas, e também cabem patins e patinetes de duas rodas. É nesse período que costumam entrar os esportes, mas que devem ser moderados (nada de exigir da criança que seja a primeira da turma, pois isso a agride física e mentalmente). Natação, futebol, balé, uma luta (checando se não há estímulo excessivo de competitividade) são alguns bem interessantes, o fundamental é que todo ensinamento venha com essa pegada de brincadeira”, lembra o Dr. Sylvio.

Mas e os eletrônicos?

Como você pode perceber, eles não entram nas sugestões do pediatra. “Até os 10 anos, eles devem ser evitados, pois as crianças que começam muito cedo nos eletrônicos, principalmente antes dos dois anos (o que já acontece muito), perdem uma fase da vida (de bebê para criancinha) em que ela interage com os adultos mimicamente, ou seja, ela não aprende esse tipo de comunicação e, no futuro, pode ser mais introvertida e ter dificuldades com sua capacidade cognitiva“, diz. Se você for cobrada (“mas todo mundo na minha escola tem”), a dica do médico é: “Explique para a criança, com carinho e firmeza, que esse é o melhor jeito para o desenvolvimento dela, e como isso vai ser bom mais na frente. Naturalmente, ela vai ficar revoltada do mesmo jeito, porque não processa as informações como os adultos, mas pelo menos vai te agradecer mais para a frente“.

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