Novembro azul alerta para prevenção e conscientização do câncer de próstata

por André Mesquita

Denominado novembro azul, durante todo o mês de novembro são realizadas ações no intuito de conscientizar os homens para a prevenção do câncer de próstata, que é o segundo tipo mais comum entre eles, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma.

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), para o Brasil, estimam-se 68.220 novos casos de câncer de próstata para cada ano do biênio 2018-2019. Esses números correspondem a um risco estimado de 66,12 casos novos a cada 100 mil homens.

No ano de 2018 a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) registrou 141 novos casos em suas Unidades Hospitalares. Enquanto em todo Município de Mossoró ocorreram 34 óbitos, decorrentes da causa básica da doença.

“Infelizmente não existe uma maneira de prevenir o câncer de próstata. O que se orienta é a busca do diagnóstico o mais precocemente possível, quando as chances de cura ainda são altas”, explica o médico urologista da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), Dr. Éddio Dantas.  

O urologista recomenda que a prevenção deve ser feita a partir dos 45 anos em caso de homens que possuem histórico do câncer de próstata na família. Se não existem, as visitas ao urologista devem acontecer anualmente a partir dos 50 anos, para que seja feito o exame de toque e de PSA, principais meios para detectar a doença precocemente.

“A doença normalmente é assintomática em sua fase inicial. Quando os sintomas surgem geralmente é indicativo de que a doença está em estágio mais avançado. Nesta fase, pode surgir sangramento na urina, dificuldades para urinar, dores na coluna vertebral, entre outros sintomas”, destaca o médico.

O câncer de próstata atinge principalmente homens mais velhos. Cerca de 6 em cada 10 casos são diagnosticados em homens com mais de 65 anos, sendo muito difícil acontecer antes dos 40 anos. A média de idade no momento do diagnóstico é de aproximadamente 66 anos.

“O tratamento é feito de forma individualizada levando em consideração o estágio da doença e as condições clínicas do paciente. Hoje dispomos de importante arsenal terapêutico com capacidade de cura quando aplicado em fase inicial e/ou excelente controle da doença quando diagnotiscada em fase mais avançada.”, conclui Dr. Éddio.    

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