Mulheres de Mossoró aderem à greve internacional do Dia 8 de Março

por Isaiana Santos

Em Mossoró, a Delegacia Especializada da Mulher divulga que cerca de 2,5 estupros por mês foram notificados durante o ano de 2017. A média de ameaças à integridade física registrada pelas mulheres na cidade é de 23 casos. Diante desses dados, os movimentos feministas da cidade articularam uma programação para dizer um basta à violência sexista e a exploração desigual de gênero, os pontos altos da paralisação serão uma Alvorada feminista, com diálogo com as mulheres trabalhadoras da Cobal, a partir das 6h da manhã e um Sarau de luta feminista pelo fim da violência contra as mulheres, às 18h.

Segundo o Observatório da Violência Letal Intencional do Rio Grande do Norte (OBVIO), em 2017 houve 17 assassinatos de mulheres no RN, quatro deles com componentes de violência conjugal, o que a pesquisa identifica como feminicídio. Em 2016, o número de crimes contra mulheres foi maior que a soma dos dois anos anteriores, num total de 107 crimes, 37 deles identificados como feminicídio – quando é identificado o componente de ódio de gênero contra a vítima

As mulheres também pedem pelo fim da impunidade, por políticas públicas de acolhimento às vítimas, pelo fim da violência institucional, pelo direito de ocupar cargos públicos, contra as consequências da precarização da reforma trabalhista na vida das mulheres e pela não aprovação da reforma da previdência, pelo direito ao aborto legal e seguro e contra as opressões e discriminações de raça e orientação sexual.

Com intensa presença do ativismo nas mídias, debates, panfletagem em fábricas e setores de concentração das trabalhadoras urbanas, encerrando com um Sarau de luta pelo fim da violência na Praça dos esportes, centro da cidade, o movimento feminista local adere à paralisação que avança por diversos países do mundo.

A programação conta com articulação da Núcleo de Estudos da Mulher Simone de Beauvoir (NEM), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Previdenciários (SINDPREVS), Associação de Docentes da UERN (ADUERN), LEDOC/UFERSA, CA de Direito da UFERSA, SINTEST, Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Leia Mulheres Mossoró e União Brasileira de Mulheres (UBM).

Eu paro! Se nossas vidas não importam, que produzam sem nós!

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