Essa é uma Copa para cardíacos e corajosos – Estreia da sessão Trivela Feminina

espaço esportivo por Larissa Maciel

A cada quatro anos e também os anteriores de ansiedade e espera, o torcedor ou a torcedora vive o espírito da Copa do Mundo e transpira a vontade de saber quais serão os pontos altos da competição, uma vez que, a cada nova disputa, as seleções passam por mudanças táticas, fases específicas de pura glória ou de drama, mas respiram o sonho de ser campeão do Mundo.

Em 2014, a realização da Copa no Brasil foi permeada de alegria, do já conhecido sofrimento e a confirmação de que naquele ano, a Alemanha deveria ser a grande campeã. Já em 2018, a Copa da Rússia tem se mostrado de grande competitividade, mas também de fartas emoções desde a fase de grupos. Seja no sofrimento da Argentina para conseguir ir as oitavas, na lamúria do Peru já eliminado, nas dificuldades enfrentadas pela seleção alemã ou na peleja brasileira para vencer as barreiras chamadas falta de precisão e até mesmo o VAR (árbitro de vídeo), essa Copa, amigos e amigas, será um grande sofrimento para cardíacos, mas premiará os corajosos.

E já explico o porquê. Em um contexto geral, não há só uma maneira de jogar no futebol. É de acordo com o que se tem de material humano que os treinadores poderão definir as melhores estratégias. Nesta Copa, ainda que as equipes venham com seus inúmeros conceitos, ideais e práticas de treinamentos para dentro de campo, na hora que a bola rola é que será possível ver o anseio pela vitória. E mais, é que será possível também entender o que é a Copa do Mundo e porque ela representa tanto para cada nação.

Quando me refiro à coragem, tenho a necessidade imediata de citar a Tunísia, que mesmo sofrendo diante da boa geração belga, se dispôs a encarar os perigos de ser ofensiva quando era preciso. Não há tempo para temer nada quando se trata da maior competição futebolística do planeta.

A seleção brasileira, na hora do desespero, da agonia e da vontade de alcançar o resultado, precisou modificar seu sistema para ser mais incisiva, buscando nas atuações de Coutinho, Douglas Costa e Neymar a glória nos últimos minutos contra a Costa Rica. Não dá pra esquecer-se da grande Alemanha, que de tanto chutar e criar oportunidades conseguiu vencer a também corajosa Suécia, que lutou para segurar o sonhado empate, mas viu a qualidade de Kroos definir o placar salvador da classificação dos atuais campeões.

Você pode achar que quando me refiro à coragem estou ligando esta qualidade automaticamente ao ataque e não à “retranca”. Mas há coragem no ferrolho suíço, na eliminada Polônia, no velocímetro mexicano, na surpreendente Rússia, nas comemorações explosivas e emocionantes da Islândia e do Panamá em seus pequenos grandes feitos históricos, nas comemorações políticas dos suíços. Acima de tudo isso, há a felicidade e a vontade de ver o povo sorrir, traduzindo-se na amostragem de cultura, paixão e respeito ao se que representa dentro e fora das quatro linhas.

Cardíacos, se preparem! Teremos mais gols nos últimos minutos, mais pênaltis decididos no polêmico VAR, mais faltas perigosas, mais vibrações, danças, abraços, lágrimas, mais história, mais Copa. Prepare seu coração, leitor e leitora. As emoções da Copa só começaram. E ela veio pra mexer mesmo com você. Seja bem vindo ao espírito da Copa do Mundo novamente. Prepara-se para quarta, vem mais Brasil por aí. Que sejamos corajosos, mais objetivos.

Larissa Maciel – estudante de jornalismo do curso de Comunicação Social da UERN

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