Efeito sanfona: Qual a real consequência de brincar com o seu organismo?

Apesar de não haver uma definição única, o peso flutuante ou efeito sanfona, como é popularmente conhecido, afeta em média 10 a 40% da população ocidental. E nada mais é que o ato de emagrecer e engordar repetidas vezes. Geralmente acontece depois de um período de dieta muito restritiva, onde o principal objetivo é a perda de peso rápida. Na grande maioria das vezes não houve uma reeducação alimentar, e logo após o término da dieta, os velhos hábitos retornam e junto com eles os quilinhos perdidos nas semanas anteriores. E apesar de parecer inocente, traz grandes consequências para o seu organismo.

Durante o emagrecimento rápido, hormônios como a leptina (produzida pelo tecido adiposo) e a grelina (produzida pelo estômago) são acionadas, mandando mensagens de alerta ao cérebro. O seu organismo entende que está passando por um processo de inanição e como consequência disso, seu metabolismo desacelera e queima menos gordura, pois entende que é preciso armazenar energia. O cérebro interpreta a perda de peso rápida como uma ameaça e contra-ataca tentando recuperar o peso perdido.

Ao engordar você não só aumenta o tamanho das suas células de gordura, aumenta também o número delas. No processo de emagrecimento, essas células não são eliminadas, apenas desincham, o que futuramente facilitará o ganho de peso. Além disso, ao emagrecer, principalmente de forma errônea e sem atividade física, seu corpo não perderá apenas gordura, mas também massa magra e água. Porém, ao recuperar o peso, apenas a gordura será recuperada, e o resultado disso, será observado na sua composição corporal, com um alto percentual de gordura e baixa massa magra, e isso, muitas vezes não é observado apenas a olho nu ou pelo IMC (Índice de Massa Corporal).

E é daí para pior, o efeito sanfona é associado ao aumento do risco para a síndrome metabólica, que é um conjunto de condições que levam a um maior risco de acidente vascular cerebral, diabetes e doença cardíaca. E também com a redução da qualidade de vida, independente do IMC. Além de resultados fisiológicos e psicológicos desfavoráveis, incluindo efeitos sobre a taxa metabólica, função imunológica, devido à má nutrição. E baixa autoestima, pois pode causar estrias, celulites e aumentar a flacidez da pele.

A solução é clichê, mas garanto que funciona. Equilíbrio. A reeducação alimentar é um processo lento, porém definitivo, que além de evitar inúmeros danos a sua saúde, vai te ajudar a obter o tão sonhado peso ideal. Não caia nas dietas da moda. Não acredite em chá, shakes e cafés milagrosos. Procure um profissional, só ele possui capacidade para te orientar da melhor maneira possível.

Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P

Mais Posts