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Maternidade

Montar o quartinho do bebê é uma das atividades que mais demandam a atenção e carinhos dos pais. Mas, hoje, você vai aprender como organizar o cantinho da criança de modo inteligente, a partir do Sistema Montessori, que trabalha o ambiente do ponto de vista do desenvolvimento da criança, para que ela cresça mais autoconfiante. O que é? Para que você entenda, o Sistema Montessori de educação é chamado assim porque envolve a psicologia do desenvolvimento humano, “conhecendo todas as necessidades e capacidades predominantes em cada uma de suas etapas. É ainda uma filosofia de trabalho e uma metodologia com procedimentos e recursos para a sala de aula”, explica Sonia Maria Braga, fundadora e diretora pedagógica da Meimei Escola Montessoriana e presidente da Organização Montessori do Brasil. Conheça os benefícios Segundo a profissional, o sistema atende às necessidades sensoriais (cheirar, provar, manipular etc.) desde muito cedo. “Isso dá uma riqueza à estrutura cerebral e, consequentemente, o desenvolvimento cognitivo é maior e há também um favorecimento ao poder de concentração. Os recursos oferecidos ainda estimulam a criatividade e a autossuficiência da criança, pois ela aprende a resolver seus próprios problemas e não ficar sempre dependente dos adultos”. Os móveis devem ser baixos e poucos A cama tem que ser rasteira, porque, a partir dos seis, sete meses, a criança já começa a querer se movimentar mais e precisa ter liberdade para isso (no berço, ela precisa chorar até que alguém a tire de lá). “Se existirem estantes, que também estejam ao alcance dela, com brinquedos acessíveis, mas em pouca quantidade e sempre trocando-os, para que ela esteja sendo estimulada constantemente. Ah, quanto aos livrinhos, é válido respeitar cada fase, começando com os de banho, depois os de pano e em seguida os de papel. Se você tiver gavetas, coloque roupinhas dentro para que ela já possa abrir e escolher, mas tudo em pequenas quantidades, para que não haja a possibilidade de ela ficar perdida com tantas opções“, destaca a expert. Aposte no minimalismo Quarto de criança geralmente é bem poluído, com uma série de brinquedos, bichinhos, babados, estampas e etc. Mas, aqui, a dica é ser o mais minimalista possível. “A criança precisa de espaço para se movimentar, porque isso vai ajudar no desenvolvimento inclusive da linguagem. Quanto mais objetos, mais informação para ela processar, e mais uma vez a chance de ela ficar confusa”, lembra a especialista.Nada de tecnologia  Uma das orientações de Sonia é não incluir recursos tecnológicos, como televisão, tablet etc., no quarto, “porque as imagens oferecidas por esse recurso são programadas e geram passividade na criança nesse início. “Ela fica entretida demais e a movimentação (indispensável) que ela teria se não tivesse esses aparelhos fica comprometida”. A importância do espelho Segundo Sonia, o espelho oferece um atrativo muito grande. “Ele permite que a criança vá se vendo e trabalhando a autoimagem. Ela vai descobrindo a sua identidade e isso é importante para a formação da personalidade. Ela percebe que não é outra pessoa e muitas vezes essa descoberta é feita através de brincadeiras, como um jogo fisionômico, quando ela faz caretas, por exemplo”. Faça o serviço completo Para benefício da criança, a especialista enfatiza que não basta apenas um quarto com essas características. “É preciso que os adultos também saibam lidar com ela e respeitem esse desenvolvimento, não tomando à frente nas ações que a criança possa fazer, por exemplo. Cada vez que ela tenta fazer algo e consegue, é uma conquista melhor que qualquer ‘prêmio’, como elogios ou palmas, e ela ainda se sente mais segura. O foco é no quartinho, mas é interessante que a casa toda tenha esse clima de desenvolvimento da autonomia“. Por fim, é válido ressaltar que Montessori é uma filosofia de vida, sendo assim, tem que haver também uma “ambiência psíquica”. Mas o que isso significa? “Que o ambiente precisa ter tranquilidade e respeito entre as pessoas, pois lembre-se de que o pequeno absorve o que vê e o que ouve. Ah, e quando se fala em liberdade, não é deixar a criança sozinha para fazer o que quer, mas estar presente de verdade quando estiverem juntos, não no celular ou fazendo outra coisa. Participe realmente da vida dela!”, sugere a expert. Fonte: Daqui Dali.
Ter um bebê é uma benção, mas toda mãe sabe que quando eles chegam, muitas noites de sono se vão. Claro que tudo isso é um grande processo de adaptação para ambos, mas para que ele não seja lembrado com tanto trauma, o DaquiDali, com a ajuda do pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas – Do nascimento aos 12 meses”, elaborou um guia do sono para o primeiro aninho de vida, com dicas do que fazer para que o seu pequeno durma melhor (e consequentemente você também). O profissional dividiu em 1º semestre, com destaque especial para o 1º mês, e 2º semestre até 12 meses. 1º mês do 1º semestre Deixe seu bebê saber que ele não está desamparado O sono dele é irregular e a rotina é instável e aleatória. Até poucos dias ele estava em segurança, e do nada, está em um mundo completamente estranho. E quem poderá salvá-lo? Você, mamãe! “O bebê mama e dorme, mas pode acordar a qualquer minuto de novo, e é preciso tomar muito cuidado para atendê-lo toda vez que ele precisar, mas não precisa emergenciar! Se estiver lavando uma mão, tomando um leite, termine e vá atende-lo, para ele assim aprender que mesmo não lhe vendo, você vai chegar. Vale dizer um ‘mamãe está indo’, e quando ele relaxar, aproveite e repouse também para aguentar o tranco. Quando ele percebe que não está sozinho no mundo, vai se acalmando, e consegue dormir melhor, mas isso leva esse tempinho do primeiro mês”, diz o Dr. Sylvio. Use seus poderes mais simples e fortes ao mesmo tempo De acordo com o pediatra, exemplos que são altamente relaxantes nessa fase de descobrimento, são “a mãe cantando ou contando histórias (ele não entende, mas só de ouvir a mãe falando, tudo melhora) e contato físico (deixar que as peles se toquem, ótima oportunidade na hora da amamentação, se a temperatura do quarto não estiver fria). Eu indico esse contato, porque é um aconchego imenso para o bebê”. Nem frio, nem quente, crie um agradável ambiente A preocupação com a temperatura do ambiente se dá porque, de acordo com o especialista, “a criança sente mais frio e mais calor que o adulto. O mecanismo que regula isso nele ainda não funciona direito, por isso, agasalhe na medida certa, sem excessos para mais ou menos”. Essa é só uma das questões que merecem atenção na hora de montar o quartinho do bebê para recebê-lo em segurança, que você relê, aqui! É preciso acordá-lo para que durma bem Você também vai ver esse tópico mais para frente, mas em outras condições. Nesse caso, “o pequeno deve ser alimentado a cada três horas. Mesmo se estiver dormindo, acorde-o e alimente-o, para que não tenha o risco de hipoglicemia“, alerta o profissional. Do 2º ao 5º mês do 1º semestre Estipule o horário de ir dormir O Dr. Sylvio revela que nessa fase, a criança já se adaptou àquele ambiente (o quartinho dela). “Mãe e pai precisam conversar para que a criança vá sempre a mesma hora para o berço (aconselho dar o banhinho sempre pouco antes de dormir porque é relaxante), pois se houver diferenças nisso, com cinco meses ela já sabe quem faz mais as vontades dela e vai chorar nos braços de quem não faz. Aliás, ela vai fazer umas birrinhas de vez em quando para dormir, e a mãe não deve abandoná-la, deve manter-se ali ao lado até ela pegar no sono, mas nada de levar ele para a sua cama ou ficar passeando pela casa”. Adapte esse horário a um ritmo saudável Ele pode ser o príncipe da casa, mas quando chegou já existia um ritmo de trabalho e convivência, que é interessante ser mantido, caso viesse funcionando. “Veja qual o horário que seu bebê costuma dormir, mas se for um muito complicado, vá adaptando para um mais confortável e condizente com o cotidiano de vocês. Se ele dorme muito cedo, brinque com ele um pouquinho mais, vá jogando o horário um cada vez mais para perto do que você precisa que ele durma. Isso vai ser muito útil mais para frente (no 2º semestre), caso ele precise ter uma rotina para ficar na creche ou escolinha. Se a criança reorganiza o ritmo da casa e dá certo, tudo bem, caso contrário, os conflitos podem ser constantes e graves”, esclarece o médico. Cheque se está tudo em perfeitas condições Com o ambiente você já sabe como fazer, agora é “passar o raio X” no bebê. “Antes de dormir, dê uma olhadinha se a criança está em perfeito estado, com a fralda limpinha sem xixi, cocô, se o bracinho ou a perninha não estão com risco de prenderem no berço, etc.”, recomenda o pediatra. Cuidado com o barulho, mas só um pouco O especialista explica que os barulhos normais da casa não devem ser evitados, “como a descarga, a TV, etc. Mantenha-os para que o pequeno se adapte. Agora, outros mais altos, como um som, uma gargalhada, precisam ser mais controlados porque incomodam ele e perturbam o soninho”. Do 6º ao 12º mês – 2º semestre Dê atenção de verdade Com os cuidados habituais quanto às necessidades como alimentação e higiene, um bebê bem alimentado e saciado na necessidade dos pais vai dormir bem. Chegou em casa? Quer que ele durma melhor ainda? “Brinque com ele (sem estimulá-lo demais, nada de jogar para o alto, por exemplo), mostre que simplesmente está ali para ele, bote no bercinho (se estiver com o pai, melhor ainda). Todo esse afeto deixa a criança muito mais segura para dormir muito mais tranquila“, indica o especialista. Adapte a rotina ao horário de verão aos poucos Caso você precise adaptar o horário da mamada ao horário de verão, vá fazendo isso aos poucos, para que o bebê não sofra. Ele ainda está com esse mecanismo de regulação em construção, lembra? A dica do pediatra é: “comece mudando 10 minutinhos antes da hora habitual, depois 15 e por aí em diante. É preciso ter cuidado porque esse período, quando não tratado com a delicadeza certa, é um dos causadores de distúrbios de sono em crianças. E tudo que você não quer, é seu filho sem dormir direito, não é?”
Saber dosar os agrados é o segredo para melhorar a infância e eternizar os momentos Todas as mães já ouviram a famosa frase “não pode mimar as crianças que depois você não vai conseguir controlá-las”. Será?! Eu como mãe e pediatra posso afirmar que esta colocação é um tanto quanto exagerada e errada, também.   Como seres humanos, todos nós, principalmente na infância, precisamos de carinho, demonstrações de afeto, confiança e muitos estímulos para sermos pessoas melhores. Isso é um fato. Então, porque não podemos mimar nossos filhos (biológicos ou adotivos) sendo que são um pedaço de nós e fruto do amor entre duas pessoas? Eu, particularmente, defendo a tese que saber mimar faz toda a diferença, especialmente, na primeira infância e reflete positivamente para a vida adulta. Hoje os momentos com as crianças são tão disputados com trabalho, estudos e compromissos “adultos” que sobra pouco ou quase nada de tempo para externarmos o amor e a importância que eles têm em nossas vidas. Sendo assim, não temos qualidade de vida emocional com eles, pois a culpa é frequente e para minimizá-la, muitos pais acabam liberando tudo para seus filhos com o objetivo de tirar o peso das costas. No texto de hoje, vou elencar alguns pontos que podemos praticar para mimar as crianças sem exagero e tornar o dia delas mais especiais conosco. Vejam as minhas dicas: Separe um horário na sua agenda – Se você não consegue estar presente fisicamente todos os dias ou na quantidade de horas que gostaria com as crianças, tente separar um dia da semana – pode ser no final de semana – para fazer atividades legais com eles. Vale um passeio, assistir um filme, jogar bola, fazer a unha ou servir como modelo para a criança pintar, pentear os cabelos e por ai vai. A imaginação e a brincadeira podem ser ilimitadas e ambos vão se divertir muito! Saiba ouvir – Saber ouvir a criança é um dos fatores mais importantes. Muitas vezes não levamos em conta ou damos a devida importância para o que eles nos dizem por achar que “são coisas de crianças”, mas preste a atenção que no diálogo e nas palavras ditas por eles pode conter mensagens que não percebemos como, por exemplo, demonstração de sentimentos (tristes ou alegres), necessidades (físicas e emocionais), desejos de vivenciar algo novo, como também, um pedido de ajuda para alguma situação que ela não entende ou tem medo. Elogiar não faz mal – Saber reconhecer quando a criança se esforça e mesmo quando ela se “sai” bem em suas atividades é necessário para ajudar na formação de sua autoconfiança. Assim como os adultos que gostam de ser reconhecidos no trabalho e nos afazeres domésticos, por exemplo, a criança precisa sentir-se importante para seus pais e familiares. Agindo assim, as chances de termos crianças ansiosas, depressivas e até compulsivas são menores. Mas vale lembrar que não adianta elogiar a cada minuto ou atitude que a criança tiver, é importante saber identificar as melhores e ou que são símbolo de superação para ela. Desta forma não criamos superegos ou crianças que acreditam que o mundo deve servi-las. Ame-as de acordo com a sua faixa etária – Não é porque a criança já sabe formar frases aos dois anos que você deve agir como se ela tivesse cinco anos. Calma, cada criança tem uma evolução diferente, algumas mais rápido e outras menos. Lembre-se, cada faixa etária precisa de atenção especial. Não atropele ou prolongue nenhuma delas. Respeite as “infantilidades” de cada idade e permita-se interagir de igual comportamento quando necessário. Um exemplo bom que eu sempre cito é quando uma criança lhe oferecer um objeto fingindo ser um telefone, não a ignore, responda como se estivesse falando com alguém do outro lado da linha e você vai ver os olhinhos dela brilhando! Isso fará bem para todos e ao mesmo tempo cria laços de afetividade e confiança. Presentes são bem-vindos! – Na cultura brasileira o presente faz parte do pacote de demonstração de carinho, amor e homenagem para quem recebe. Para a criança, o presente significa muito mais, como a certeza que o papai Noel existe, que a fada do dente não se esqueceu dela quando deixou o dentinho embaixo do travesseiro ou mesmo que o coelhinho da páscoa “botou” àquele ovo de chocolate que ela desejou. O mais importante não é o presente e sim a presença que podemos oferecer para nossos filhos. Presentear faz parte do processo da infância, mas exagerar não é legal e isso pode variar de família para família, classe social e até costumes culturais. Agradar os nossos pequenos faz bem para nós também, pois afinal de contas, seria uma vida chata se não pudermos comprar aquelas besteirinhas que eles amam por cinco minutos e depois deixam de lado, não é! Viva o presente e sinta as emoções – A infância passa tão rápido! Hoje eles têm um mês e amanhã já estão com 10, 15, 20 anos e parece que o tempo voou. Aproveite cada momento, registre com fotos, vídeos e até cadernos autobiográficos. A memória é falha e esses recursos serão valiosos no futuro. Mas o mais importante, independentemente de qualquer outro fator, é viver verdadeiramente os momentos e sentir as emoções que eles nos proporcionam. Assim não teremos remorso ou vontade de voltar no tempo para reviver aquilo que não pudemos por causa de motivos fúteis ou desnecessários que poderiam ter esperado. Lembre-se: as crianças são movidas por emoção, amor e afeto. Os bens materiais são necessários para garantir conforto, segurança e comodidade, mas não podem ser referência única de uma vida feliz e plena, pois podem acabar a qualquer momento. O hoje só acontece uma vez! Não podemos voltar no ontem e também viver o amanhã sem construir o hoje. Ame, ria, chore, grite, cante, corra, abrace, durma de conchinha ou agarradinho com seus filhos, diga que são importantes e que tem orgulho de tê-los em suas vidas, assim como foram desejados e pedidos para chegarem em seus lares. O amor pode ser externado de muitas maneiras, encontre a sua e viva a melhor que se enquadra ao seu perfil e de sua família! Sejam felizes ao seu modo! Não se culpe tanto – Diferente dos nossos pais e avós, as novas gerações de filhos não podem mais viver períodos prolongados em seus lares, pois muitos de nós (assim como eu) precisam trabalhar fora o dia todo e, por conta disto, as crianças ficam período integral nas escolas, com babás ou cuidadoras de nossa confiança. Muitos pais, por terem essa jornada de trabalho e ausência na vida de seus filhos sentem-se culpados e sofrem. Calma, não se sinta assim e muito menos tente compensar sua falta com bens materiais ou liberdade demais. Saiba dosar e entenda que o custo de vida, assim como a vida dos pais de hoje são muito diferentes de 30, 40 anos atrás. Portanto, aproveite os momentos possíveis e os viva plenamente. Jogue a culpa para quando exagerar no brigadeiro ou na pizza de final de semana! O poder de amor do pediatra – Além de avaliações físicas e de saúde, nós pediatras também exercemos o poder do amor em cada consulta que realizamos, pois quando uma criança chega no consultório, seja no ambulatório ou pronto socorro infantil, temos de ter a sensibilidade de saber ouvir, respeitar, elogiá-los pela coragem de tomar medicações (por exemplo), assim como viver a emoção do abraço de agradecimento, do olhar triste e aflito dos pais ao pedirem ajuda e na alegria da equipe ao saber que a criança se recuperou dentro do esperado e pode ter alta. São momentos e emoções, além de mimos que nos tornam especiais na vida de quem amamos. Mime seu filho com moderação e terás ótimos resultados no presente e no futuro! Dra. Priscila Zanotti Stagliorio: É médica pediatra há mais de dez anos, atua na zona norte de São Paulo, em consultório particular, no Pronto Socorro do Hospital São Camilo – unidade Santana, e na rede Dr. Consulta – unidades Tucuruvi e Santana.
Nas últimas décadas, a indústria alimentícia passou a utilizar níveis alarmantes de açúcar refinado em produtos de consumo diário. Um levantamento do Ministério da Saúde aponta que o índice de consumo de bebidas açucaradas já é três vezes maior que há 30 anos. Refrigerantes, por exemplo, não têm qualquer valor nutricional e já equivalem a 19% da média calórica nas áreas metropolitanas do Brasil. Quando colocados juntos a outras bebidas similares, como suco em caixinha e achocolatados, o quadro é ainda pior:  respondem por quase 43% da ingestão de açúcar livre. O jornalista Gary Taubes explica, em um artigo publicado no jornal The Guardian, as consequências perigosas desse vício contemporâneo: “Imaginemos uma droga que pode intoxicar, energizar e que pode ser administrada via oral. Não tem que ser injetada, fumada ou cheirada para que se possa experimentar seus efeitos sublimes e calmantes. Ela se mistura bem com todos os alimentos, especialmente os líquidos, e, quando é dada aos bebês, provoca uma sensação de prazer tão profunda e intensa que sua busca se transformará em uma força impulsora ao longo de suas vidas”. O Ministério da Saúde recomenda que pais e responsáveis evitem dar produtos industrializados a crianças e adolescentes. O risco é ainda maior em crianças com menos de 2 anos de idade. Bebidas doces, biscoitos, bolos, bebidas lácteas, pães industrializados e achocolatados estão entre os mais nocivos.  O consumo excessivo de açúcar provoca diabetes, obesidade, câncer, problemas nos ossos e músculos, além do aumento da pressão arterial.  Fonte: RT e MINISTÉRIO DA SAÚDE 
Estamos na Semana Mundial do Aleitamento Materno, e nada mais justo do que trazer para essa coluna a amamentação como tema principal. Segundo a OMS, no Brasil apenas 38,6% dos bebês recebem aleitamento materno exclusivo pelo menos até os 5 meses de idade. Quando é considerado a amamentação até um ano, a taxa sobe para 47%, mas apenas 26% das crianças recebem o aleitamento até os 2 anos de idade. No mundo, apenas 23 países superam a taxa de 60% de amamentação exclusiva nos 6 primeiros meses. A OMS analisou a amamentação em 194 países. Amamentar é um ato natural de todos os mamíferos e é a melhor forma de alimentar e proteger os bebês nos seus primeiros meses de vida. O colostro, como é chamado o primeiro leite produzido pela mãe, horas a pós o parto, é considerado a “primeira vacina”, pois contém proteínas e anticorpos que não conseguiram atravessar a barreira da placenta. Mas infelizmente, mesmo quando a mãe quer amamentar, existem muitas dificuldades e mitos que podem impedir que isso aconteça. - Um deles é o famoso “leite fraco”, ele não existe, mesmo quando a mulher tem algum grau de desnutrição, o leite consegue ser adequado para o bebê. - Bebê gordinho deve mamar menos, isso também não existe, o sobrepeso do bebê nessa fase se dá devido a outros fatores, sejam eles genéticos, biológicos ou endócrinos.   Amamentar não é um conto de fadas, claro que algumas mães tem mais facilidade que outras, mas geralmente a maioria passam por alguma dificuldade, como: - Empedramento das mamas, que geralmente é causada pelo excesso de leite e pode dificultar a pega do bebê, levando a muito dor. Uma dica é retirada do leite antes da mamada e o uso compressas quentes após e frias no intervalo entre as mamadas. - Mastite, uma inflamação na mama causada por bactéria a partir de rachaduras, levando a muita dor, febre e desconforto, podendo causar formação de um abcesso. Nesse caso, o tratamento é feito com antibiótico e um médico deve ser procurado, a amamentação deve ser suspensa. - Insuficiência de leite, a baixa produção de leite pode deixar o bebê com fome, mas isso deve ser avaliado pela baixa frequência de urinas ou curva de crescimento, e se comprovada, a amamentação deve ser complementada e não substituída completamente. Mas tudo isso tem uma causa nobre, o leite materno traz inúmeros benefícios para mãe a para o bebê, como: Contato bebê-mamãe: Que controla a ansiedade e o estresse materno e tranquiliza o bebê, o deixando mais seguro; Fortalecimento da imunidade: O leite  materno contém células de defesas e fatores anti-infecciosos capazes de proteger o organismo do bebê; É o melhor alimento para o intestino: Pois contém enzimas já conhecidas pelo organismo do bebê, diferente do leite de vaca e dos artificiais, que podem levar a alergia; Diminui os riscos de alergias futuras: O esforço para sugar o leite pode ajudar no desenvolvimento dos pulmões do bebê, fortalecendo o órgão contra alergias; Evita cólicas: Pois as proteínas do leite materno não fermentam tanto quanto as demais, dessa forma, produzem menos gazes evitando as cólicas; Entre outras, diminui os risco de doenças crônicas futuras, como a obesidade, ajudar no desempenho cognitivo e no desenvolvimento da arcada dentária. E nada melhor para uma mãe que vê o seu bebê bem, não é? Lembrando que é muito importante o cuidado com a alimentação enquanto estiver amamentando, pois indiretamente o bebê também estará consumindo a mesma coisa que a mãe. O consumo de líquidos é muito importante, pois ajuda no aumento da produção de leite. Evitar comidas industrializadas e muito temperadas, procurar comer carne vermelha de duas a três vezes na semana e feijão todos os dias. Expor os seios ao sol também ajuda a fortalece-los e a evitar rachaduras. Atenção! Até o seis meses de idade o bebê deve receber aleitamento materno EXCLUSIVO, nada de frutinhas, sucos, chás ou água. O leite é tudo que o bebê precisa nessa fase. A mãe deve se alimentar bem para passar sempre o melhor para seu filho (a). Se você já é mãe, está grávida ou pretende, te digo, na prática a teoria é sempre outra, mas bem orientandos evitamos muito sofrimento. Procure um profissional capacitado. Você não está sozinha! Marina Castro – Nutricionista – CRN 21432/P
Brincar é a primeira forma de aprender das crianças, uma atividade que começa desde os primeiros meses e que se estende por quase toda a vida – e cada fase desse mundo de descobertas e diversão tem suas particularidades e importância. Saiba quais são as diferentes etapas da brincadeira na trajetória do seu pequeno e como você pode ajudá-lo a evoluir através de cada uma delas. Brincadeira funcional Esse tipo de diversão envolve brincar com o próprio corpo, como quando o bebê tenta puxar os pés ou se diverte olhando para as mãozinhas. “O corpo é o primeiro instrumento que a criança tem para fazer contato com o mundo e é o que faz ela entender esse mundo. Essa brincadeira tem seu ápice no primeiro ano de vida e acontece de várias formas, desde mover as perninhas, até rolar, se arrastar ou engatinhar.  Consideramos esse o alicerce do desenvolvimento motor, e precisamos estimular”, explica a pedagoga Luciana Brites, especializada em Educação Especial e fundadora do Instituto NeuroSaber. Mas, afinal, como você pode ajudar neste momento? “É muito importante que os pais deixem que elas vivam essa fase de maneira adequada, não tendo medo de colocar no chão para que façam isso ou tentando impedir. Estimule também brincando com a criança no banho sem utilizar brinquedos, lavando e falando com ela, dando apertinhos, segurando e soltando a mãozinha. Tudo isso é simples, mas tem um grande valor”, indica. Brincadeira solitária Quando já consegue andar e falar, é comum que os pequenos passem a esse segundo passo de brincarem sozinhos – geralmente sem vontade de envolver pais ou os irmãos. “Essa é a fase que trabalha a propriocepção, ou seja, como eu interpreto os estímulos que estão a minha volta. Depois de explorar meu corpo, eu passo a explorar o restante e ter uma leitura das percepções. É importante que a criança faça isso, porque é a porta de entrada para muitos aprendizados, inclusive o escolar”, conta. Muitos pais têm medo de que esse hábito seja um indicativo de problemas ou de introspecção, mas é preciso abandonar esse conceito e deixar que a criança tenha o seu próprio tempo. “Esse tipo de brincar geralmente vai até os dois anos, e é legal diferenciarmos o brincar da dificuldade de atenção compartilhada, que é quando você aponta e estabelece uma comunicação e mesmo assim ela fica presa em uma atividade sem interação. Nesse caso, é melhor investigar. Outro erro comum é encher o filho de brinquedos: quando vamos trabalhar essa brincadeira solitária devemos dar um por vez para que ele explore tudo nesse objeto, e então passe para outro”, esclarece. Brincadeira observativa Seu pequeno olha para outras crianças brincando, mas não quer participar? Pode ficar tranquila, ele só está entrando na fase da observação. “Isso é normal e devemos estimular. Os seres humanos possuem o chamado neurônio espelho, que nos faz ativar as mesmas áreas do cérebro que usaríamos se estivéssemos fazendo uma atividade sem de fato fazer, apenas olhando outra pessoa. Quando ele está observando está criando estratégias de como poderá brincar com aquilo e está criando um juízo. Aos poucos, as crianças vão sentindo segurança e passam a participar, e é importantíssimo respeitar isso e não encarar como um problema”, informa a especialista. Apesar de começar por volta dos três anos, essa fase não tem um tempo definido para passar, já que ao entrar em novos grupos – como na escolinha – é comum voltar ao hábito de primeiro olhar para depois fazer (um hábito conservado até mesmo pelos adultos). “O que os pais podem fazer é conversar com a criança perguntando o que ela acha daquilo que está vendo, o pensa sobre aquilo, e se a observação não causa um sofrimento de querer brincar, mas não conseguir por medo”, adverte. Brincadeira paralela Depois de arrumar os primeiros amiguinhos, as crianças passam a brincar perto deles – embora isso não signifique interagir. “Ela vai por aproximação, primeiro observa e depois começa a trabalhar para entender e imitar o que o outro está fazendo, que é a brincadeira paralela. Isso é muito bacana, porque mostra que ela está tentando pertencer ao grupo, é uma estratégia de interação. As crianças vão permanecer nessa fase até que realmente consigam interagir, e ela costuma acontecer ao mesmo tempo que a observativa, até cerca de cinco anos”, aponta. Brincadeira cooperativa A brincadeira cooperativa é aquela em que você se diverte interagindo com o outro, e que também ensina muito. O principal? Tentar se manter de fora quando ela acontece entre duas crianças: “Depois de todos os processos anteriores chegamos a este, que exige um maior nível de elaboração mental das crianças por precisarem assumir papeis e criar regras. Agora ela depende que o outro entre na brincadeira dela e ela na dele. É um momento muito rico para trabalhar limites e empatia, porque até então a criança está em uma fase mais egocêntrica em que o dela é mais importante. Você tem um desenvolvimento de linguagem, poder argumentativo, e esse brincar faz toda diferença nisso. Como mãe, deixe que os pequenos se entendam, sem tomar a frente ou se intrometer quando chegarem a impasses, porque eles precisam construir a própria visão do que é certo”. Fonte: Portal Daqui Dali.
A cena é corriqueira. Cedo ou tarde, os filhos voltam da escola anunciando um namorico com um coleguinha, menino ou menina. A reação dos pais oscila entre o susto e a surpresa. Nunca passa em branco. E nem pode. A Secretaria de Assistência Social do Amazonas lançou uma campanha na internet contra a erotização precoce das crianças, com o slogan "Criança não namora, nem de brincadeira", e a hashtag #criancanaonamora ganhou as redes sociais e faz parte de uma ação mais ampla do governo do Amazonas que pretende mobilizar escolas, comunidades, psicólogos e pais contra a exploração infantil. O slogan foi criado em parceria com a blogueira Dany Santos, depois que ela publicou um texto sobre o assunto. No blog “Quartinho da Dany”, ela aborda os mais diversos temas que envolvem maternidade e infância. “Criança se relaciona com os amiguinhos, e eles são, simplesmente, amigos. Amizade é o nome. Insistir em namoro na infância é adultizar as crianças, incentivar a erotização precoce”, diz um trecho do texto. É preciso respeitar cada etapa da vida. Uma criança não sabe o que é um namoro, ela não tem esse discernimento. Do ponto de visto psicológico e biológico, precisam amadurecer. É bom ressaltar que, no geral, as crianças apenas reproduzem o que veem em casa ou o que são incentivadas a fazer ou a dizer. Para Vera Zimmermann, psicanalista do Centro de Referência da Infância e Adolescência da Unifesp (SP), o machismo ocupa papel central nessa história. Em idade escolar, meninos são incentivados a terem uma "namoradinha", e meninas são ensinadas a se comportar. Essa é a regra geral. "Os pais interpretam o interesse pelo outro, as preferências por tais e tais amigos, as primeiras escolhas infantis, como algo erótico, quase genital. Não se trata disso. A criança só está aprendendo a fazer amigos e a se relacionar. Não são namoradas ou namorados. Essa é uma projeção dos adultos." Professores e escolas também precisam estar atentos. A conversa precisa de uma correção de rota, caso o papo de namoro surja muito cedo. A brincadeira infantil é um exercício de comportamento; ao pular o aprendizado, a criança apenas reproduz comportamentos, sem compreendê-los. A hora de namorar vai chegar. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também abraçou a iniciativa, que logo tomou proporção nacional. De acordo com a Secretaria do Amazonas, o objetivo da campanha é conscientizar pais e responsáveis sobre relacionamentos infantis. Desde então, a hashtag #criancanaonamora ganhou as redes sociais e passou a fazer parte de uma ação mais ampla do governo do Amazonas, cuja intenção é mobilizar escolas, comunidades, psicólogos e pais contra a exploração infantil. Para os especialistas, simular compromisso entre duas crianças, além de não ser saudável, traz malefícios para o desenvolvimento infantil. A educadora Ana Carolina Baptista Ribeiro tem observado essa erotização precoce. É bom estarmos sempre alerta tanto com nossas ações quanto nas ações das crianças.
Mossoró agora tem um serviço de lembranças para as mamães que estão a espera de seus filhos. A Clínica de Beleza Mossoró – Clinbem – está fazendo a alegria das buchudinhas. As barrigas são esculpidas no gesso e depois tornarem-se lembranças deste lindo momento. Rua Felipe Camarão, 1547, Aeroporto – 84 3317 6205.
Ter leão, macaco, gatinho – além de outros animais e objetos na palma da mão – encantam as crianças no primeiro contato com o Cubo Kids. O aplicativo de realidade aumentada foi desenvolvido pelos estudantes Carlos Ramon, do 7º período de Ciência da Computação (UERN), e Antonio Kalielso, do 7º período de licenciatura EAD em Informática (UFERSA). A iniciativa que surgiu de forma despretensiosa, com o intuito de aplicar o conhecimento em torno de algo lúdico e educativo, agora está sendo levada para algumas escolas de Mossoró e utilizada de forma pedagógica por professores do ensino infantil. A professora de Ciência da Computação, Ma. Ceres Germanna, ressalta que por meio do contato com professores e alunos, o aplicativo será aprimorado pelos estudantes. As pesquisas estão sendo desenvolvidas no Laboratório de Engenharia de Software (LES), localizado no Campus Central da UERN. O Grupo de Pesquisa de Software (GES) forneceu o equipamento necessário para que o experimento seja levado às escolas. O APLICATIVO – Disponível gratuitamente no Play Store, apenas para aparelhos com sistema Android, o Cubo Kids é um aplicativo que ocupa 100 mb. Para a interação, é necessário imprimir as tarjetas que trazem as figuras de animais, números, letras e cores. Para a impressão das figuras clique AQUI. O aplicativo permite o uso da tecnologia de forma educativa e é voltado para crianças de 2 a 5 anos. Além das imagens em 3D, o Cubo Kids emite sons de animais e faz a tradução para o inglês. Uma das dicas das professoras é a inclusão de formas geométricas. Essas e outras observações que visem o aprimoramento do aplicativo são bem-vindas pelos desenvolvedores do Cubo Kids. A ideia agora é expandir. Confira a matéria aqui ⇓ https://youtu.be/pCRvUToDqqo
O Conselho de Comunicação Social do Congresso vai sugerir a aprovação do projeto de lei que proíbe a publicidade dirigida a crianças de até seis anos de idade de alimentos e bebidas pobres em nutrientes e com alto teor de açúcar, gorduras saturadas ou sódio. A proposta é de autoria do senador Wellington Fagundes, do PR de Mato Grosso, e está em análise na Comissão de Constituição e Justiça. Para o conselheiro Carlos Augusto Schroder, a publicidade infantil de alimentos não deveria nem mesmo existir, pois, segundo ele, as crianças não têm consciência dos riscos oferecidos por alguns produtos. Mas o conselheiro Walter Vieira Ceneviva discorda da limitação na publicidade infantil. Ceneviva argumentou que a publicidade representa um espaço importante de conhecimento e educação. Já a conselheira Patrícia Blanco defendeu que haja um equilíbrio entre a defesa dos direitos das crianças e a liberdade comercial de empresas de publicidade. O conselho também decidiu que vai sugerir ao Congresso que sejam rejeitados projetos de lei que proíbem a transmissão de julgamentos do Supremo Tribunal Federal pelo Rádio e pela TV. PLS 50/2014; PL 7004/2013. Fonte: Rádio Senado