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Comportamento

Seja no dia 30 de julho ou no primeiro domingo de agosto, a amizade é sempre um motivo de celebração. Por ser uma das relações mais cultivadas na sociedade, existem diversas datas ao longo do ano em que podemos desejar um “Feliz Dia do Amigo”. Aqui no Brasil, isso é comumente feito em 20 de julho, assim como na Argentina e no Chile. Mas o que importa mesmo é que a amizade é uma das formas de relacionamento mais bonitas e ela traz diversos benefícios para a mente e corpo. Confira. Alta imunidade As pesquisas comprovam: pessoas solitárias ou com um círculo menor de relações pessoais tendem a desenvolver algumas complicações como insônia e estresse. Esses problemas afetam a imunidade do corpo de forma negativa e podem acarretar outras disfunções. Portanto, quanto mais pessoas estiverem ao seu redor, menor o risco de desenvolver doenças. Longevidade A falta de interações sociais está associada a vícios que podem prejudicar a saúde, como consumo excessivo de bebidas alcoólicas, tabagismo e ingestão de comidas pouco saudáveis. Esses hábitos afetam consideravelmente a expectativa de vida, podendo diminuí-la. Sendo assim, a presença de pessoas na sua vida pode te estimular a ter hábitos saudáveis. Saúde do coração Quando estamos com amigos, abraços e risadas são bastante comuns. Essas ações liberam diversas substâncias no organismo, como a endorfina, e melhoram o trabalho de diversos órgãos, como o coração. Saúde da mente Compartilhar experiências, inseguranças e histórias é uma das principais práticas em uma amizade. Essa troca alivia a angústia e a ansiedade e pode reduzir transtornos de origem psicológica, como a depressão e problemas de autoestima. Muita disposição Se você diminui as chances de ter depressão ou ansiedade, sua disposição para fazer atividades físicas ou lúdicas aumentam. É que problemas psicológicos levam ao sedentarismo e estar com a mente em paz pode te ajudar a ter mais ânimo para fazer exercícios. Ter amigos te ajuda até a melhorar sua condição física!
Uma das melhores vitrines para qualquer negócio são as redes sociais. Nesses canais, é possível estabelecer um relacionamento com o seu público de interesse, criar conexão, trocar ideias e promover produtos e serviços. E tudo isso com recursos que permitem acompanhar o que está funcionando ou não. Se o seu negócio já tem uma página nas redes sociais, vale a pena verificar o sucesso das ações e começar agora mesmo um plano de ataque para bombar os resultados! Faça o checklist que preparamos para você e confira o que pode ser melhorado já, para começar imediatamente a trazer mais clientes e vendas para a sua marca: 1)      O seu negócio está nas redes sociais certas? Para ter sucesso é preciso estar nos canais que de fato são usados pelos clientes. Não sabe quais são? Então, é só conversar com as pessoas que já compram de você e descobrir. 2)      A sua página tem uma imagem, uma identidade visual, bem definida? É muito importante que a sua marca seja bem trabalhada e facilmente identificada pelos clientes. Trabalhe as capas, posts e outras interações, sempre projetando a sua logomarca e usando as suas cores e tipo de letra, por exemplo. 3)      Há uma periodicidade bem definida nas postagens? Não adianta publicar muito conteúdo em um dia e depois ficar semanas sem se comunicar. Nas redes sociais, é fundamental ter ritmo e estar presente sempre. Então, veja os melhores horários e dias da semana para criar um calendário de publicações. 4)      Hoje a sua marca publica 80% de conteúdo para 20% de promoção? Apesar de querer vender, aposte mais na conexão com os seus clientes e em entregar conteúdos relevantes, de valor, sobre comportamento, curiosidades, tendências etc. E use somente 20% das publicações para promover as vendas e ofertas. Dessa forma, o seu público confiará mais na marca e frequentará mais a sua página. E tudo isso facilitará a conversão de vendas. 5)      Você realiza ações para interagir com as pessoas da página? A interação é uma poderosa estratégia digital. Então, realize concurso cultural e outras iniciativas que permitam aos usuários se relacionarem com a marca, aparecerem e ainda compartilharem as publicações. 6)      A sua marca faz impulsionamentos e outras ações de publicidade? Hoje é imprescindível investir um pouco em publicidade, para promover posts ou anúncios, por exemplo. Assim, além de trazer mais pessoas para a sua página, você ainda aumenta o alcance orgânico, ou seja, os seus posts aparecem para mais pessoas sem pagar por isso. 7)      Você acompanha os indicadores das redes sociais? Confira o número de curtidas na página e nos posts e também aproveite para usar os recursos que cada rede social tem, para verificar o engajamento. Ou seja, quantas pessoas compartilham e fazem outras ações com as suas mensagens. Aproveite para ver os temas que mais fazem sucesso e aposte mais nesse tipo de post. Quer ter mais ideias? Acompanhe a sua concorrência e o mercado e veja os resultados deles e o que estão fazendo nas redes. Cuidar da sua marca nas redes sociais pode parecer que dá muito trabalho. Mas, na verdade, é uma das mídias de maior impacto e melhor relação custo x benefício para se comunicar com os seus clientes e aumentar as vendas. Então, faça o teste e comece agora mesmo a aplicar os recursos que farão a sua página ter ainda mais sucesso! Mônica Lobenschuss é fundadora da rede de franquias de mídias sociais Social Lounge.
2017 não foi um ano fácil para muita gente, e se isso inclui você, é hora de dar a volta por cima e fazer o possível para passar bem longe dos apertos em 2018. Para isso, o consultor financeiro pessoal Fábio Henrique, da Ponto de Equilíbrio Consultoria Financeira, te dá algumas dicas super aplicáveis no dia a dia e que vão te manter no azul! Faça o seu orçamento agora Pode ser em um planilha no computador ou em um caderno, você escolhe, “o importante é ter anotado todas as suas previsões de receitas, entradas, 13º salário, férias e todas as despesas fixas que já sabe que terá, como aluguel, material escolar, mercado, despesas da casa. Sempre reserve um item para extras, como aquele presente de aniversário, eventos em família, imprevistos etc. Uma boa dica é pegar seus comprovantes de pagamento dos últimos três meses, que aí dá para lembrar de várias coisas que talvez tenha esquecido”, diz Henrique. Não tire o olho dos limites! Principalmente do cheque especial e da própria conta, porque, segundo o especialista, “são alguns dos juros mais altos do mercado. Acontece que muita gente se acostuma a ficar devendo R$ 1.000, R$ 2.000 desse limite, e fica pagando R$ 100, R$ 200 reais de juros, que é um valor extra que não amortiza a dívida; no fim do ano, a dívida continua lá e você ainda pagou mais do que o valor dela em si. Mais uma vez, um jeito de evitar isso é, em cima do seu orçamento já feito, buscar o equilíbrio entre receitas e despesas e, assim, não dar passos maiores que a perna. Agora, caso você não consiga sair dela, tente fazer um refinanciamento com seu próprio banco para transformá-la em parcelas, o que a torna mais fácil de liquidá-la”. Muito cuidado com o cartão de crédito O expert lembra que o cartão de crédito é um dinheiro de plástico, ou seja, não traz a mesma emoção e cuidado ao segurar uma nota de cem, por exemplo. “Se você sabe que ‘cartão na mão é vendaval’, e que não tem tanto controle assim, tente fazer mais transações com dinheiro, evite levar o cartão. Decida que vai gastar ‘X’ reais e saque só aquilo para usar. Esse olhar mais racional te ajuda muito: pode até não saber o que vai comprar de presente, mas já tem noção da faixa de preço em que vai procurar”.
Época dos namorados e a gente traz alguns propostas para movimentar a vida a dois. Isso se seu parceiro ou parceira já não tenha trazido umas idéias para inovar no sexo e você não aceitou por não conhecer o termo usado por ele? Você fica meio por fora quando as suas amigas começam a conversar sobre assuntos mais apimentados? Para te ajudar a desvendar algumas dessas práticas sexuais, trouxemos um divertido dicionário. “Esses termos dão um toque de brincadeira e sensualidade num jogo de sedução bastante divertido. É bacana ler com o marido, dar risada e ver o que gostariam de experimentar. Isso apimenta a relação com um toque de humor”, fala a sensual coach FátimaSe Moura, que te explica cada um deles. 69 Essa é uma das posições mais famosas do Kama Sutra, o livro sexual indiano datado do século IV e até hoje considerado um guia definitivo do amor. Nela, os parceiros fazem e recebem sexo oral simultaneamente. “É bacana porque você se entrega ao prazer mútuo, dando e recebendo ao mesmo tempo”, diz. Beijo borboleta Não precisa se assustar, você não vai ter que ficar em nenhuma posição complexa e muito diferente. Beijo borboleta nada mais é do que dar beijinhos rápidos no corpo e na região genital, o que amplia as sensações. Beijo grego Também conhecido como anilingus, significa lamber e beijar o ânus, uma região bastante sensível do corpo. “É uma maneira mais sutil de entrar na área do sexo anal. É também uma forma de se preparar para essa prática, já que relaxa a região e torna tudo mais fácil”, revela Fátima. Bondage O nome pode ser estranho, mas não tem nenhum bicho de sete cabeças: trata-se de amarrar o outro durante o sexo.  “Dessa forma você priva o parceiro do toque, o que dá ainda mais vontade de tocar e aflora os sentidos. É legal fazer o papel de dominadora nessa hora, para dar um prazer muito maior e realmente brincar de inverter um pouco a situação”, indica. DP Não, DP não é aquela matéria que você ou o filho reprovaram na faculdade. No mundo sexual a sigla significa dupla penetração, que pode acontecer com a ajuda de um vibrador ou com dois parceiros.  Espanhola Fazer uma espanhola significa masturbar o parceiro usando os seios, seja com movimentos de vai e vem ou só usando como apoio para o pênis durante o sexo oral. E esqueça aquela ideia de que o bumbum é a preferência nacional: “hoje em dia os seios estão em evidência, o brasileiro já se liga muito num belo decote. Dá para todo mundo fazer, mesmo com seios menores”. Ménage à trois É o famoso sexo a três, que costuma ser a fantasia de boa parte dos homens. Para fazer, é preciso muita conversa para driblar o possível ciúme e deve existir muita confiança entre o casal. “Hoje em dia ele não é mais exclusividade masculina, vejo muitas mulheres que tem a vontade de experimentar”, diz a especialista. Roleplay Sabe aquelas fantasias de enfermeira ou policial que eles adoram? O roleplay nada mais é do que levar isso a outro nível: contar uma história e interpretar para tirar o sexo do lugar comum. “Pode usar as fantasias e mergulhar em um enredo, mas tem que ter mais intimidade para ter certeza que ele vai gostar e que não vai virar algo cômico”, adverte. Sadomasoquismo Uma junção entre sadismo, que é a excitação com o “sofrimento” do parceiro, e o masoquismo, o prazer em se sentir dominado. Ao contrário do que muita gente acredita, não é preciso realmente sentir dor física, o foco é mesmo a sensação de submissão. Chicotinhos, vendas e algemas fazem parte dessa brincadeira de colocar uma das partes no comando. Swing É como as pessoas se referem à troca de casais, que geralmente ocorre em casas ou clubes próprios para essa finalidade. Lá você pode ou não experimentar essa troca, nada é obrigatório.
Foi lançado neste mês de março o documentário “Mulheres de Expressão”, que traz depoimentos de radialistas de todo o país sobre os desafios enfrentados como comunicadoras. Em suas intervenções as entrevistadas destacam os meios de comunicação como lugares de privilégios masculinos e a importância de espaços de encontro e reflexão entre elas para superar as barreiras de gênero. O documentário é fruto de um projeto da ONG Artigo 19  em parceria com a Rede de Mulheres da AMARC (Associação Mundial de Rádios Comunitárias) onde se realizam encontros entre comunicadoras de todo o país para compartilhar experiências e também para debater situações de violência e discriminação sofridas por elas. A produção conta com a participação de cerca de 20 radialistas e está já está disponível online. Desde 2016, a ARTIGO 19 realiza encontros entre mulheres comunicadoras ao redor do país. Os encontros são parte de um projeto realizado em parceria com a Rede de Mulheres da AMARC (Associação Mundial de Rádios Comunitárias) para conhecer as violências e discriminações sofridas por mulheres na comunicação e desenvolver junto com essas profissionais estratégias para enfrentar essas situações e fortalecer a liberdade de expressão das mulheres. Até hoje, mais de 40 mulheres já participaram dos diferentes encontros realizados nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. Além das discussões mencionadas, as participantes também tiveram oficinas técnicas como edição de rádio, chegando a produzir e apresentar programações especiais sobre violência de gênero ao vivo em uma rádio web. O documentário “Mulheres de Expressão” é um dos frutos desses encontros. Os depoimentos de algumas das participantes que aparecem no vídeo sintetizam os principais temas abordados ao longo das discussões entre as mulheres, sobretudo no que diz respeito a desigualdades de gênero e formas de assédio e discriminação sofridas por elas. As entrevistas destacam ainda como os meios de comunicação se configuram em espaços de privilégios masculinos, o que realça a necessidade de se tomar medidas para desconstruir esse cenário. Só existe liberdade de expressão quando as mulheres podem participar do debate público de forma a expor suas visões de mundo e temas relativos à sua realidade. Nesse sentido, é fundamental que as vozes das mulheres ecoem também na mídia, pois só aí teremos chances de combater estereótipos e preconceitos que hoje colocam em xeque a luta pela verdadeira igualdade entre homens e mulheres. A ARTIGO 19 espera que o documentário possa ser mais um passo nessa direção, contribuindo para que outras mulheres comunicadoras somem suas vozes e perspectivas a esse debate. https://youtu.be/Erjz5LomuU4
Orgulhosa, Janaína Lima mostra a edição zero do Brasil de Fato Potiguar, jornal impresso gratuito, fundado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, e que passou a circular nesta terça (6) por todo o Rio Grande do Norte. Entre as ligações com a filial do Brasil de Fato no Recife, responsável pela diagramação e impressão, ela faz os últimos ajustes na edição. Retira uma palavra, coloca outra, pede opiniões, dá o ok…enviado! O jornal já está pronto para impressão. A edição impressa do jornal faz parte de uma estratégia nacional do Brasil de Fato de regionalizar sua produção. Os grupos que organizam e apoiam o jornal, dentre eles a Frente Brasil Popular, apostam no jornal impresso como um instrumento de conexão com parte da classe trabalhadora, que ainda não consegue ser acessada por outros meios. A intenção do jornal é ousada: lançar edições locais aqui e em estados do Nordeste como Alagoas, Sergipe, Bahia, Paraíba e Ceará, tudo isso ainda em 2018. O Brasil de Fato Potiguar também marca mais um início para Janaína Lima, dentre muitos que precisou viver nos últimos anos. Ela acaba de se formar em jornalismo pela UFRN onde, em dezembro, apresentou seu Trabalho de Conclusão de Curso. Em 2016, ainda dentro do curso, Janaína iniciou seu processo de transição para uma nova identidade de gênero. Foi na universidade onde eu a conheci, ainda com outro nome e outra identidade. Foi lá onde ela construiu sua trajetória militante nos movimentos populares e dentro do curso de Comunicação Social.  Forjada na luta, não admite ficar um dia longe dela. Mesmo conhecendo-a por tanto tempo, só agora fui propriamente apresentado à Janaína Lima: uma mulher, revolucionária, dirigente de organização política e a primeira trans editora-chefe de um jornal impresso no Brasil. Janaína ainda não parece entender a dimensão do seu pioneirismo, quando repito para ela o título que conquistou. “Muitas foram pioneiras”, diz.  Além de editora-chefe do Brasil de Fato, Janaína é a primeira mulher trans a se graduar no curso de Comunicação Social da UFRN e a ser dirigente da organização política que constrói, o Levante Popular da Juventude (LPJ). – Meio impossível nesse mundo que a gente vive, a pessoa trans não ser pioneira. Nesse momento em que a gente está acessando um pouco mais das políticas públicas, conseguimos ter uma maior visibilidade do pioneirismo. Mas, com certeza, muitas foram primeiras antes de mim. A gente espera um mundo onde as pessoas trans não sejam nem mais as primeiras  em algo, nem as últimas, que só sejam pessoas que ocupam seus espaços como todas as outras na sociedade. Foi sua militância política, no LPJ e na Consulta Popular,  que ajudou-a no processo de transição. Janaína conta com bom humor, uma de suas características, sobre o início quando comunicou para seus companheiros de direção a decisão de tomar o primeiro comprimido de hormônio feminino após tentar, sem sucesso, o acompanhamento médico especializado. Fala rindo que “burocratizou” seu processo de transição ao se preocupar em não se tornar surpresa, para todas as instâncias da organização, seu desejo de iniciar a transição para uma nova identidade. – Fiz automedicação e também chamei a minha organização para  conversar, existia um medo da minha parte.  Será que eu vou ter espaço de fato? Era a primeira trans na coordenação nacional do Levante Popular da Juventude.  Tentei coesionar na organização para que não fosse uma surpresa. O momento que tive condições de contar e iniciar a transição foi porque a própria organização me deu forças para conseguir fazer isso, a partir de muitos espaços auto-organizados de formação LGBT que construímos coletivamente. O processo de transição de Janaína é gradual e marcado por conquistas. Pequenas para observadores distantes, mas gigantescas para ela. Na universidade teve uma boa recepção dos professores, onde todos fizeram questão de garantir que sua monografia fosse impressa com nome social. Sentiu-se respeitada, e agora já fala em tentar o mestrado na instituição. A mudança de nome em todos os seus documentos oficiais também está nos seus planos, mas primeiro pretende alugar sua própria casa, onde diz que “vai conseguir de fato ser Janaína.” Hoje, ainda mora com sua família, e convive com um ambiente que classifica como conflituoso. – A casa treme quando passo um batom, visto uma roupa mais feminina”.   A mudança de Janaína está prevista para o fim de fevereiro e o  trabalho no Brasil de Fato também vai ajudá-la na construção de sua autonomia financeira. – Eu vi que não basta formação política e o fortalecimento pessoal, a questão financeira é um elemento muito barra. Moradia, por exemplo, é algo crucial pois sem isso não se consegue ter acesso à saúde, aos seus direitos mais básicos. Agora sinto que vou conseguir viver como eu sou. Da infância, lembra que sempre quis brincar de boneca, mas nunca ganhava uma. A solução era usar as bolas de tecido, que enfeitavam a árvore de Natal e, junto com alguns palitos e imaginação, improvisar suas próprias bonecas. Mesmo com uma infância muito reprimida diz que “quanto mais sofria, mais tentava buscar a felicidade.” Janaína parece ter consciência das batalhas que vai enfrentar como editora-chefe. – Quando me apresento como jornalista ainda existe um estranhamento. Cansada de saber que no campo da esquerda também há transfobia, acredita que trabalhar num jornal que tem uma perspectiva popular e militante pode ajudar num processo de conscientização coletiva. Durante a greve da Polícia Militar, em dezembro de 2017, teve uma prova do tamanho do desafio que decidiu assumir. Junto de uma amiga cis, pessoa em que o gênero é o mesmo que o designado no nascimento,  partiu para entrevistar policiais  para uma matéria especial do Brasil de Fato. Eles preferiam se reportar à amiga, como se ela fosse Janaína, simplesmente  por não acreditar que uma mulher trans era a jornalista que havia marcado as entrevistas e que conduziria as perguntas. – Foi bizarro. Não tem como se preparar para as violências do dia, mas penso que no meu dia existem vários incidentes que não consigo evitar que aconteçam, mas consigo evitar que me machuquem tanto. Na empolgação de lembrar sobre o passado comum,  sem me dar conta, cometo o desrespeito de chamar Janaína por seu antigo nome. A reação, ao constrangimento que causei, é uma resposta serena. “Você não é meu inimigo”. Janaína conta que sua vida é muito mais coletiva do que individual, assim compreende que seu inimigo não é o trabalhador, mas o sistema perverso que o impede de compreender o que a transsexualidade é. – Eu compreendo que meu inimigo não é o trabalhador, a trabalhadora, não é meu pai, não é minha mãe, nem a vizinha fofoqueira, eles só não compreendem por completo o que é a transsexualidade. Assim como eu, eles são vitimas desse sistema que quer as nossas vidas. É com a estrutura que quero  romper, aí vou sempre me esforçando, de maneira pedagógica, conversando com as pessoas  para que as pessoas entendam. Adoro a contradição, é lá onde está a política, é lá onde você promove mudança de pensamento. Terminamos a conversa, que nesse ponto já dura mais de uma hora, falando sobre sonhos.  E entre brincadeiras sobre sonhar com uma casa, um marido e a monogamia, Janaína exprime em uma curta frase o mais sincero de seus desejos: – Meu sonho é ser Janaína por inteiro.
2018 chegou e com ele já tem muita gente que pensa em empreender. A decisão pode ser muito acertada se você tiver consciência de alguns deveres que virão pela frente e, claro, do que é tendência para tentar acertar no novo negócio. Conheça, abaixo, alguns aspectos dessa demanda que você não pode deixar de saber para entrar com o pé direito nessa nova jornada. Analisar sua competência no que tange a gestão e planejamento Não basta só focar no que está em ascensão e querer empreender, é preciso entender um pouco da parte de gestão e planejamento. “Mesmo que você esteja pensando em abrir uma franquia, que já um modelo com muitas instruções prontas, é importante ter noção do negócio dentro da dinâmica do dia a dia. Para adquirir esse conhecimento, uma boa capacitação técnica com cursos específicos já te ajuda muito”, diz Fabiano Nagamatsu, consultor do Sebrae – SP. Você vai precisar inovar e divulgar sempre Se quer se destacar e ter sucesso no seu negócio, uma vez que ele já esteja em pleno funcionamento, para se manter vivo, inovação e divulgação precisam ser duas constantes. “Quando se fala em inovar, o ideal é mudar a forma de atendimento, entrega, fazer parcerias, usar a economia criativa para se diferenciar em relação à concorrência. Até na divulgação é possível, por meio das redes sociais, plataformas de e-commerce, enfim, aumentar a capilaridade e visibilidade da sua marca em produtos ou serviços”. Ter consciência de que vai trabalhar muito O tópico acima é uma das provas disso. Há quem ainda pense que “ser patrão” é apenas dar ordens, mas, como diz o ditado, “é o olho do dono que engorda o boi”, “então você vai precisar estar a par de tudo que acontece, até porque quem depende diretamente da empresa é você. E tudo pede ainda mais atenção nesse período em que se está saindo da crise: o respiro da economia faz com que empreender seja um verdadeiro desafio, pois agora que o dinheiro começou a circular mais e é preciso acompanhar muito bem essa movimentação”, alerta o consultor. Tendências O profissional revela que “a tendência vem no setor de alimentação, sobretudo nas franquias, principalmente voltado para questões orgânicas e naturais. No setor de beleza o destaque vai para as áreas estéticas, e ainda tem pet shops e empresas e serviços em geral voltados a reparos, como manutenção de hidráulicos, elétricos, etc".
Vou falar pelo que sou hoje, uma mulher branca de classe média que passou a vida trabalhando para a comunicação no Brasil. Porque é essa a minha indústria, o meu mercado, o lugar onde comecei do zero, aprendi, vi, aceitei e lutei contra muita coisa. Um mercado que dita regras, mas que também absorve e promove movimentos da sociedade para agradá-la e reter sua atenção, porque a finalidade de toda indústria é conquistar audiência, ou seja, a sua atenção, seja por bem ou por mal. E, nisso, somos também coniventes. Assim que entrei na TV, no começo dos anos 80, aprendi que duas coisas garantem sucesso na tela da TV: criança fofa nos comerciais e mulheres gostosas na programação. E polêmica, muita polêmica. Os poderosos da TV, quase todos homens, sempre defenderam essa tese da ‘gostosa que traz audiência’, porque TV é imagem. E, o corpo feminino teria esse duplo poder: o de chamar a atenção masculina pela atração sexual e de atrair o olhar feminino pelo desejo aspiracional. E por que mulheres se sentiriam atraídas por corpos de gostosas na TV? Porque todas nós fomos doutrinadas a ‘agradar o homem’, a ‘servir o homem’, com nossa beleza e nossa forma física e que, ter um corpo bonito é ter o ‘poder para seduzir’. Entra década e sai década e lá estamos nós, fazendo a dieta do parafuso, da abobrinha com bombril, do giz de cera, qualquer merda, pra ter o ‘corpo ideal’ também pela dupla jornada: ‘agradar’ e ‘seduzir’ os homens e fazer inveja nas outras mulheres. (pausa para chorar de posição fetal – e voltamos) Por mais que eu tenha vontade de vomitar diante dessa visão da ‘mulher objeto’ como única opção feminina, não posso negar que inúmeras mulheres na história da humanidade conquistaram muita coisa material apenas por serem bonitas. Não sei se a explicação é a proporção áurea, a sequência de Fibonacci, só sei que a beleza corporal sempre teve poderes, que foram ampliados ainda mais na era da imagem em que vivemos. Em última instância ‘parecer’ bonita, dá dinheiro e privilégios. Talvez isso explique por quê estamos em 2018 e ainda tem programa de auditório com o  ‘balé de gostosas’, quase 7o anos depois da inauguração da Televisão no Brasil.  Porque ainda vale a mesma máxima acima, sempre o poder das  ‘etes’. Vedetes, chacretes, Hzetes, panicats. E a Internet, em nossas mãos, que poderia mudar tudo isso faz o quê? Isso mesmo, copia a TV. Lá estamos todas nós tentando ser instagrametes, storietes, bloguetes. Trabalhei em todas as emissoras abertas do país e em canais a cabo, em rádio, produtoras e, como mulher, tive que ver e ouvir todo tipo de absurdo, inclusive um ex-patrão que abaixava a calça para mostrar as nádegas para os funcionários. Por que? Porque ele podia. Já fui ’empurrada’ por um ex-chefe pra cima de um convidado que tinha intenções de ‘carimbar seu passaporte’ com alguém da TV. Já perdi uma vaga para a qual tinha sido aprovada porque o patrocinador master exigiu que  uma garota gostosa que ele estava comendo (pardon my French) fosse a apresentadora. Já fui dispensada de um trabalho por um diretor que disse que eu era muito ‘ELETIZADA’ (sic) e o povo não gostava disso. Fui tirada do ar por outro diretor em outra emissora que falou, na minha cara, que eu era muito velha pra estar no ar. Tive que deixar a apresentação de um programa que apresentava porque uma Diretora de Marketing do patrocinador disse que eu era muito feia e mulher não gosta de ver feias na televisão.  Lembro que esse foi um dia que chorei muito, aquele choro que arranca lágrimas velhas, que parecem ter sido geradas desde a infância. Para manter meu emprego e entrar no figurino 38 dos showrooms, que emprestam roupas para a TV, exigiram que eu perdesse 7 quilos ou usasse um corpete de elástico (ou de tungstênio?) para ‘parecer mais magra’ na tela, porque gorda não entra.  Em outro trabalho, fui instruída pelo patrão para demitir uma famosa (que passou a me odiar publicamente) porque ele mesmo não tinha coragem de fazê-lo. Uma amiga apresentadora, com quem dividi bancada há muitos anos, contou que foi obrigada a ‘alisar o cabelo ondulado’ porque um diretor da emissora onde ela trabalhava disse que ‘cabelo ondulado é coisa de pobre, rico tem cabelo liso’. E apresentadora de TV tem que ter cara de rica, porque ‘pobre não quer ver pobre na TV’, segundo informou o senhor. Já dei um tapa na cara de um entrevistado que queria mais do que minhas perguntas. As cantadas e os assédios que não geraram violência física foram tantos que mereceriam uma série.  O assédio ‘intelectual e ideológico’ então, daria uma enciclopédia. Aqui, uma pausa dramática: certeza que algum imbecil, de qualquer gênero, deve ter rido em algum lugar desse texto. Porque, como disse uma vez um ser humano famoso com o qual trabalhei,  ‘mulher feia não serve nem pra ser prostituta’. Sim, há pessoas que acham que .. (gente, tô passando mal, mas vou ter que escrever isso) “o assédio é um PRIVILÉGIO das mulheres bonitas". Assim, quando eu ou outras  mulheres comuns dizem que sofreram assédio, abuso ou até estupro, tem gente que ri e questiona ‘você??!?! duvido!’. Fim da pausa. E, sim, trabalhei em muitos lugares bacanas, onde não existia nenhum, mas nenhum tipo de abuso, assédio moral, onde mulher recebia o mesmo que homem e onde seu gênero nem ao mesmo importa. Porém, ainda não sei porque mulher do tempo tem que ser magra e usar salto alto; não entendo porque tem que ter balé exclusivamente feminino, (não tem bailarino dançando na TV, tem?). Não sei por que assistente de palco tem que ser mulher gostosa de biquini. E sempre mulheres BRANCAS! De vez em quando alguém ‘lembra que pega mal’ e bota uma mulher negra como assistente ou dançarina, meio que pra ‘cumprir a cota’. E por que eu estou nesse indústria há tanto tempo mesmo assim? Primeiro, há muitos anos não aceito mais qualquer tipo de trabalho, só se for lugar legal com gente bacana. Felizmente, juntei um dinheiro pra me sustentar quando fico desempregada, pra segurar a onda e não ter que me sujeitar a esse tipo de abuso. E se faltar grana, eu vendo o que tiver, menos minha dignidade. (Já recusei um super salário pra apresentar um programa feminino diário porque me recusei a vender certos ‘remédios’ que só enganam as pessoas.) Segundo, porque Oprah deu a resposta em seu discurso no Globo de Ouro 2018 ao homenagear sua mãe e tantas mulheres que perseveraram apesar de terem visto e sofrido  tanto abuso: – porque temos filhos pra criar, contas pra pagar e sonhos para alcançar. A gente aguentou, aguenta, mas não vai mais aguentar. Porque “time’s up”. E agora é a vez de dizer a verdade, de denunciar tudo o que é errado. Mais do que isso, gente, é hora de parar de idolatrar as nulidades, de promover imbecis, de bater palma pra loucos, de enriquecer idiotas. Seja na TV ou na Internet ou qualquer outro lugar. Vamos parar de cultuar qualquer um que faz barulho e não tem talento nem mensagem, só interesse em fama e fortuna. Vamos dar um basta em polêmicas tontas que só dão audiência para os que nos controlam. Vamos abrir os olhos, as mentes, os corações e construir um mundo igual, justo, feliz. E sem hipocrisia. O silêncio acabou.
A rotina, o tempo de relacionamento e diversos fatores podem contribuir para o desgaste do relacionamento. O que fazer? Nesse vídeo, a psicóloga e sexóloga Ana Canosa dá dicas práticas para colocar mais energia na relação e fazer com que você e o seu amor voltem a vibrar na mesma sintonia. Assista! Fonte: Daqui Dali https://youtu.be/ghIms6qMcLw